Já tinha ouvido falar no conceito da coisa mas não há como passar por elas, não é?
O meu está a entrar na onda um pouco antes, pelos vistos...
Confesso que me custa um pouco lidar com ele.
Atira-se ao chão se lhe digo que não. É insistente até à exaustão quando quer uma coisa.
Tudo o que quer e pede é urgente. Não compreende o que significa a palavra esperar.
Está mau para comer, ele, que comia às mil maravilhas. Agora escolhe o que põe no garfo ou na colher. Sopa é mentira. Bolachas é a palavra de ordem, ainda que só de água e sal.
Se a mãe diz que não, chama pelo pai, se o pai diz que não, chama pela mãe.
-Ó maiiiiiin, olha.... !!!!- o dia todo nisto.
Pega na minha mão e puxa, ao mesmo tempo que diz - Anda!
Se o chamo para mudar a fralda testa a minha paciência, fica a olhar e não vem, dá mais umas voltinhas ao bilhar, foge para a cozinha...
Já vos tinha dito que a minha corda não estica muito nestas situações, já?
Pois. Não estica. E todos os dias tenho que aprender a contornar a minha falibilidade enquanto mãe, aprender a contornar os meus defeitos. Aprender também com os erros que vou cometendo com ele. Porque os erros acontecem.
Levanto a voz muitas vezes e não gosto e já lhe dei umas galhetas e também sei que há outras maneiras de nos fazermos entender...mas só me lembro depois.
Temos aqueles momentos de grande cumplicidade e mimo, que ele pede e eu dou (e eu já lhe peço e ele dá, e sabe tão bem!). Sei que ele me adora e eu cada vez o amo mais. Mas somos tão humanos, tão imperfeitos...e nas relações uns com os outros (sobretudo entre 4 paredes) é que isso se vê e bem.