Sou uma insensível

19 de setembro de 2017

O meu pai está reformado. As reformas do comum mortal não só não são milionárias como estão bem aquém de serem modestamente confortáveis. O meu pai até tem disponibilidade, mas a gasolina não é de graça. O meu pai estraga a minha filha com mimos (e não estou a falar de coisas materiais). A minha filha não gosta nada de mimos (cof, cof). A minha filha determinou, sim leram bem, em conversações paralelas à minha pessoa, que o avô tem de ir buscá-la às 2ªs, 3ªs e 5ªs. A minha filha disse-me que está muito zangada comigo porque eu disse ao avô para não a ir buscar. Querer que sua excelência ganhe confiança e autonomia, onde já se viu!
Alega que só tem 10 anos (quando lhe interessa tem quase 11). Alega que eu quero que ela sofra. E se chove, e porque fica de noite (sai sempre da escola de dia) e se alguém a rapta. Sou só uma criança! - disse. 
Por último rematou a argumentação dizendo que o avô é meu pai e que, por isso, eu não mando nele.

Da make-over à sala

18 de setembro de 2017




As fotos são de telemóvel...um bocado manhosas, mas...finalmente, a minha sala está ao meu gosto. Finalmente tenho a minha poltrona. ♥ O sofá é super confortável. Os móveis são brancos e ocupam o mini espaço de parede junto à janela na perfeição. Quando se tem espaços pequenos, há que fazer render a altura. Livrei-me do verde da outra parede e, graças à generosidade e habilidade do meu cunhado, que dispendeu de um domingo para nos fazer este trabalho, só tive gastos com o material, umas placas de cerâmica que imitam o tijolo burro na perfeição (mas na versão branquinha). Coloquei uma mesa de apoio para guardar as mantas e pôr o telefone e outras tralhas (não se vê bem na imagem). Plus, móveis e sofás que permitem aspirar e lavar por baixo é fantástico. Acumula-se muito menos lixo e pó.
 E pronto, estou feliz. Porque a nossa casa é onde nos devemos sentir mais confortáveis, não é?

Semana 37/52

18 de setembro de 2017

Foi semana de regresso às aulas. Os livros já estão (quase) todos forrados. As escolas são as mesmas, os colegas quase todos os mesmos do ano passado por isso não houve adaptações de maior.
Os professores, alguns são novos, mas para já, parecem ter sido mudanças boas.
Os horários são porreiros.
E retomei a minha rotina matinal de preparar marmitas para três. Yay! (só que não)

Onde estavas no 11 de Setembro de 2001?

11 de setembro de 2017

Eu tinha 22 anos.
Estava a trabalhar num colégio e tinha ajudado a dar os almoços aos meninos do pré-escolar que tinham entretanto ido para o recreio. Depois de terminar de almoçar, acendemos a televisão porque na sala dos professores alguém disse que um avião tinha embatido numa das Torres Gémeas em Nova Iorque.
Assisti em direto ao embate do segundo avião. Incrédula. Pasma. Horrorizada. 
Foi, para mim, o dia que mudou tragicamente o século XXI. Em que a palavra terrorismo passou a fazer parte do nosso dia-a-dia. Em que o medo entrou de rompante pelo Ocidente. Em que a palavra vulnerabilidade se materializou como nunca dantes nas inúmeras vidas perdidas naquele dia fatídico.


Mais do que todas as imagens da queda das torres, das chamas, dos aviões a precipitarem-se a alta velocidade edifícios adentro, foi esta que ficou gravada nas minhas retinas e durante muitas semanas a revi, em loop, na minha mente. 
Não se esquece. Nunca. E acredito que, 16 anos volvidos, os lugares vazios deixados por quem partiu naquele dia, continuam cá, como feridas abertas no coração de quem os perdeu.

Estou a ler um livro cujo o título é "Anything is Possible".
A dada altura diz assim:
"It seemed the older he grew (...) the more he understood that he could not understand this confusing contest between good and evil, and that maybe people were not meant to understand things here on earth." by Elizabeth Strout

Mayday, Mayday!

11 de setembro de 2017

Ainda não forrei um único livro. As aulas começam depois de amanhã.

Semana 36/52

11 de setembro de 2017

Esta foi a semana do nosso aniversário de casamento. 15 anos de papel passado. 15 anos a construir e a olear a máquina que impulsiona a nossa felicidade. Às vezes é preciso substituir umas peças. Outras vezes parece que não quer funcionar. Noutras trabalha a todo o vapor. Tudo faz parte disto a que chamamos vida. E quando escolhemos alguém para partilhar a nossa história neste mundo, estamos mesmo a escolher a base do nosso futuro. Se é risonho ou sombrio, depende de nós. Dos dois. Resistimos aos desafios dos filhos bebés. Já estamos quase a penetrar nos meandros da adolescência. Desejem-nos sorte! Reformulo. Sorte não, muito trabalho! Daquele bom, que dá gozo, que faz valer a pena.

{almoço de celebração no Masstige Avenidas...este risotto!}
O fim-de-semana recheou-se de sol, apesar de as temperaturas terem baixado um pouco, para gáudio da minha pessoa. Já a antecipar a entrega dos novos móveis/sofás para a sala, passámos a manhã a destralhar tudo o que era cestos, caixas e prateleiras. Guardar o essencial, deixar ir o supérfluo, o que já não faz falta. A tarde, passámo-la à beira-mar. E pudémos desfrutar de mais um pôr-do-sol magnífico na Praia da Riviera. O céu em tons de azul e rosa, que depressa deu lugar a um laranja quase rubro a misturar-se com o azul escuro do anoitecer. Muitas gaivotas, música ao vivo, o burburinho de pessoas felizes e descontraídas. O som do fim do verão, quase a chegar. 

Ando com desejos

6 de setembro de 2017

Não sei se também vos acontece, mas há momentos em que apetece mesmo comer um certo tipo de comida ou um prato específico e, se não der para satisfazer o desejo na hora, a coisa vai se estendendo por vários dias, ou mesmo semanas.
O desejo do momento, por estas bandas, são fatias douradas, ou rabanadas, ou french toasts, é como vos soar melhor, mas vai dar ao mesmo e há um sem número de variantes na forma como são feitas.
Vou ter de experimentar estas. É que não vai dar para aguentar muito mais tempo.

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