4 de Março de 2012

Chiffon de chocolate


E publico esta foto a partir do Magalhães do meu filho. Filho esse que "matou" o meu portátil (que ainda estamos a pagar by the way) ao tentar fazer o pino no sofá. Filho esse que está de castigo até à maioridade se, por acaso, as notícias que o pai me trouxer da loja onde o compramos (visto estar na garantia) não forem animadoras.

(news: parece que tem arranjo. vai para a marca, não sem antes termos de desembolsar uma certa quantia para ver se a loja consegue sacar a informação contida no disco [fotos, senhores...tantas fotos...], porque segundo consta, na marca formatam o disco e não perdem tempo a retirar coisa nenhuma. estou que nem posso!)

Coisas de menina...


Perco-me aqui, em duas ou três peças por ano, normalmente chapéus, chinelos ou fatos de banho. 
A Di já tem um chapéu para os dias de sol (que ultimamente têm sido muitos).

27 semanas

A C. chega em Maio...a mãe, que está em repouso até lá, diz que ela vem antes disso. 
Nós só queremos que venha bem, seja quando for.

3 de Março de 2012

Eu mereço!

Ainda nem há dez minutos, pareciam dois gandins descontrolados a debitar parvoíces e a melgar os avós. 
Eu, sempre uns decibéis acima do desejável, para me fazer obedecer. 
Agora que eles se foram embora, parecem dois anjos. 
Caneco!

2 de Março de 2012

Segurem-me, que eu vou-me a eles!

Estou quase meia hora a pedir que façam menos barulho. No momento em que se calam fico preocupada. A maternidade tem destas bipolaridades. Não se consegue agradar a uma mãe, deve ser o que eles pensam muitas vezes. Meia hora depois o meu sexto sentido é confirmado pelas piores razões. 
 - Gabe...temos de contar à mãe... 
(o meu coração acelerou) 
- hummm.... 
- sim, temos de contar. Mãe, nós estivemos a lavar tudo com o meu perfume... 
- TUDO? Tudo o quê?? 
- o Gabe queria fazer uma crista...e depois lavamos a loiça...e dei banho aos meus bonecos... 
 Amigos, o cheiro é tão intenso que estou quase a morrer intoxicada (maldita da sinusite que não me deixa ter um olfacto em condições!). Dei graças por ter comprado daquelas colónias da Don Algodon no Jumbo, porque se fosse um perfume "a sério" eu acho que perdia as estribeiras. Ele não cresce nas árvores, certo?? Agora digam lá. Só à chapada. 
E o dilema moral impõe-se. Tão linda a minha menina que veio confessar a sua asneira vs raio mais aos putos que só fazem é porcaria!
Depois, seguiu-se o circo do costume. Castigo, os dois. Separados, porque senão é risada na certa e eu a morder-me para não lhes aquecer o lombo e eles a olharem para as minhas narinas a fumegar e a dizerem:
- mas ó mãe, não conseguimos parar de rir! 
 No fim, para rematar a cena, vira-se ela e diz para o irmão: 
 ‎- a mãe "está-se" a sair do sério, Gabe! 
(opá...)

29 de Fevereiro de 2012

One of those moments...

Tenho a felicidade de ir falando com a educadora da minha garota todos os dias, por trabalharmos na mesma escola. Hoje confidenciou-me, em jeito de "vá lá reflectir mas não se auto flagele", que a Di, por conversas que tem mantido com ela, construiu uma muito má imagem dela própria. Por coisas que ouve em relação à sua personalidade vincada, por comparações, pelo próprio dia-a-dia, por considerar que eu, a mãe, sou perfeita, tão perfeita que ela não consegue alcançar o mesmo patamar. 
Acha-se naturalmente propensa a fazer asneira, como se fosse uma coisa que lhe está por dentro da pele e à qual ela não consegue fugir. 
E sim, não me vou auto flagelar, mas que isto me dá que pensar, dá. E muito... 
Porque talvez tenha ajudado a montar esta imagem que ela tem de si e que os outros, que a vêem de fora, por sua vez, também lhe transmitem. E não era nada disto que eu queria. Não. Porque a minha filha, que tem muitos defeitos, como eu, também tem muitas características maravilhosas e que eu se calhar não lhas faço brilhar aos seus olhos tantas vezes quantas deveria. Porque o meu receio de que cresça torta talvez avive as minhas exigências em demasia e me tolde a necessidade de expor ao mundo o bom que é ser mãe desta miúda. Por tudo. Pela sua tenacidade, independência, criatividade, espontaneidade, carisma. Pela forma como nada é silencioso nem monótono nesta casa, quando ela está por perto. Pela forma como espevita o irmão ou como não nos deixa adormecer na nossa dormência. Faz asneiras, pois faz. Mas nada grave que não seja normal a uma criança fazer. É difícil educar e criar um ser que nos desafia e nos questiona a todas as horas. Não vou mentir. Mas adoro-a. E tudo o que ela é a distingue. E por tudo isso a amo mais do que à vida.
Por todos estes motivos não quero, de modo algum, que ela pense que não é suficientemente boa para agradar à sua mãe.
No meio das reflexões, reli este texto, que escrevi há 4 anos atrás, ainda ela era uma bebé de ano e meio.
É e continua a ser isto tudo. Não o inventei e imaginei. Tenho dois filhos, em quase tudo diferentes.
Só não é diferente o amor que lhes tenho. Igual, enorme, maior do que eu.



Diz que as matrículas para o 1º ano do 1º ciclo são já Abril

GLUP!

[e por esta ordem de ideias, quer dizer que em Setembro já terei um filho no 3º ano. MEGA GLUP!]