Livro 12 - 2019

16 de abril de 2019

A Menina Perdida e AchadaA Menina Perdida e Achada by Brooke Davis
My rating: 4 of 5 stars

Este livro é profundamente desconcertante. E, no meio de tantos momentos hilariantes e cómicos, muito comovente também. Aplaudo a audácia e a mestria com que a autora conseguiu falar de tantos temas que, de alguma forma, passam a ser tabu quando associados à velhice. Inconsequências, desejo, sexo, excentricidades. A Millie tem razão, vamos todos morrer, e está tudo bem. Mas nunca antes. Nunca.

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Livro 11 - 2019

5 de abril de 2019

A Vida Escondida Entre os LivrosA Vida Escondida Entre os Livros by Stephanie Butland
My rating: 4 of 5 stars

Pode a relação entre os pais fracassar dramaticamente sem que, pelo caminho, os filhos deixem de se sentir amados? Este livro deu-me algumas noções sobre isto. Apesar de conter algumas gralhas, que podem derivar de falhas na tradução, consegui contornar a coisa, e apreciar a perspetiva da Loveday sobre si mesma e a forma como escolheu lidar com os seus traumas e em como, no processo, foi tão amada e protegida sem saber. O amor não apaga o mal que nos acontece. Mas ajuda a curar as feridas.

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Semana 13/52 - 2019

1 de abril de 2019

Enquanto troveja e chove lá fora, reuni estas fotos dos dias luminosos e amenos com que esta Primavera já nos brindou.
Agora, claro, sofro dos males daqueles que se põem à fresca, cedo demais. Nariz ranhoso e olhos inchados. Mas pelo menos ontem vinguei-me no Gelato Davvero, numa torre de quatro bolas de delicioso gelado artesanal.
Abril começa hoje, assim como uma nova semana. 
Eu escuto Joni Mitchell, a cantar "Little Green", e deixo-me inundar pela harmonia do seu timbre aliado ao poema maravilhoso desta canção para me inspirar nesta segunda-feira de trabalho.
Que seja boa, a minha e a vossa semana!

Livro 10 - 2019

28 de março de 2019

Um Gentleman em MoscovoUm Gentleman em Moscovo by Amor Towles
My rating: 5 of 5 stars

À partida, poderíamos pensar que uma narrativa que se desenrola o tempo todo num mesmo lugar seria um valente tédio. Passou-me pela cabeça, confesso. Mas isso é coisa que não existe quando se está com o Conde Rostov. Há várias outras personagens, claro, que enriquecem o enredo com as suas peculiaridades, sempre tão bem retratadas pelo autor, mas Rostov enche a cena. De ternura, boas conversas, experiências de vida, sabedoria e muito humor. Ri e chorei. Aprendi. O que se pode querer mais de um livro?

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Empatia

14 de março de 2019


"É a identificação mental e afectiva de uma pessoa com o estado de ânimo de outra."

As tragédias e a importância que elas ocupam no nosso sentimento de pesar e contrição não se medem pelo lugar onde acontecem, nem por quem são as pessoas atingidas. Pessoas são pessoas, em qualquer lugar do mundo e a perda de uma vida reveste-se sempre de um lamento inexprimível de dor, para quem assiste/sabe/assimila de longe e, sobretudo para quem, a partir de determinado dia fatídico passa a ter de lidar com o vazio insubstituível da perda de alguém que amava. 
Mas há uma coisa que aguça esta empatia. O sentimento de grupo ou de pertença. 
Os meus filhos são Desbravadores. O Samuel era Desbravador. Tinha 16 anos. Um pai, uma mãe, uma irmã. Também somos 4 lá em casa. Também tenho um casal de filhos. O Samuel fechou ontem os olhos, executado na sua sala de aula, em Suzano, S. Paulo.
Não compreendemos. Esta é a estranheza de todo o ser humano perante a morte. Toda a morte, mas ainda mais a prematura. Não compreendemos, mas confiamos que um dia compreenderemos. 
Sim. Todas as tragédias mexem comigo. Mas esta deixou a minha garganta embrulhada e o meu coração apertado.

C.S. Lewis em tempos escreveu que: "A vida com Deus não é estar imune às dificuldades, mas ter paz quando passamos por elas."

"Não queremos que andem na ignorância a respeito dos que morrem, para não se mostrarem tristes como os outros que não têm esperança.Pois se nós acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, também Deus reunirá com Jesus todos os que morreram em união com ele." I Tessalonicenses 4:13 e 14

"Sejamos firmes em proclamar a nossa esperança, certos de que Deus não deixará de cumprir as suas promessas." Hebreus 10:23

Semana 10/52 - 2019

11 de março de 2019

Este ano tenho tentado não viver em função de contagens decrescentes. Para as férias, para as viagens, para o fim-de-semana...como se os outros dias, embora banais e rotineiros, não fossem dignos de desfrute. É que, contas feitas, são estes últimos que nos ocupam a maior fatia do calendário.
Então, tenho este objetivo, de fazer com que cada dia conte. Encontrar algo positivo em cada dia.
Agradecer. Mesmo naqueles dias que parecem fotocópias dos anteriores. Há sempre alguma coisa...
Neste instante, o sol brilha, os pássaros chilreiam, empoleirados na única árvore que existe junto à varanda de segundo andar do meu escritório, comi uma sopa de cenoura no café da esquina e Março vai quase a meio, anunciando a Primavera e os dias grandes.
Estas são as últimas aquisições literárias. Peguei, para já, no livro do Amor Towles, que em breve vai ser transformado numa mini série de TV, com o Kenneth Branagh a assumir o papel do Conde Rostov. Já estou ansiosa por ver!

Contradição

7 de março de 2019

A bipolaridade da maternidade é real, sabem?
Queremos muito ter tempo para nós, para ler aquele livro em paz, para ver aquele filme ou fazer aquela viagem. Queremos muito que não precisem de nós para limpar o rabo ou comer. Que se vistam e tomem banho sozinhos. Queremos muito não ser bombardeadas com perguntas a cada minuto porque estamos cansadas.
Mas ao mesmo tempo queremos.
Porque é exatamente quando já não precisam de nós para nada. No exato momento em que deixam de estar na sala connosco ao serão. Nos fins de semana em que têm coisas para fazer com os amigos e ficamos com a agenda livre para fazermos o que bem entendemos que temos saudades desse senso de urgência que existe em se ser solicitado e preciso.
Desenganem-se, que isto do ninho vazio não é tipo penso rápido. Eles saem de casa aos poucos. E não é mau. Isto não é um lamento.
É só a constatação de que parir e educar se reveste desta alegria dorida de dar colo ao mesmo tempo que se dá asas. É um querer e um não querer eternos.

{do meu Instagram}
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