29 de Agosto de 2014


É só isto que me apraz dizer, hoje. 
O Gabriel foi aceite na escola que era a nossa terceira opção.
Quantas vezes na vida a nossa terceira (ou última) opção é a primeira de Deus?
Ele responde sempre às nossas orações. Sempre. 
Nem sempre no tempo que esperamos. Nem sempre da forma que imaginamos. Mas sempre.
E eu agradeço por Ele me fortalecer a pouca fé, de resposta em resposta. 

28 de Agosto de 2014

About myself or Wake me up when september ends (before it even begins)

Setembro é sempre um mês um tanto deprimente, por vermos ficar atrás os dias longos, quentes e despreocupados das férias de verão mas, de alguma forma, eu passei a vivê-lo com alguma alegria quando comecei a ter filhos na escola.
Nada mais anti-deprê que cheiro de livros escolares a estrear, caixas cheias de lápis de cor perfeitamente afiados ou canetas de feltro alinhadas com as cargas a 100%, borrachas de arestas incólumes e lisas, cadernos imaculados, por escrever. 
Organizar tudo deixava-me feliz. 
Forrar livros daria outro post, mas fiquemos-nos por aqui. 
(tenho para mim que as melhores coisas da vida têm todas o seu quinhão de sofrimento, antes de chegarmos ao culminar do êxtase da experiência propriamente dito)
Este ano, com a espera infinita por um desfecho para os imensos pedidos de transferência que entregámos para ver se conseguimos tirar o Gabriel da escola em que está, as sombras abateram-se sobre o meu ânimo, mais ou menos, habitual. Agarro-me à velha máxima "no news is good news", acreditando que ainda vamos ver a luz antes do ano letivo começar.
Portanto, ando aqui numa espécie de ponto morto, numa estrada com muito pouca inclinação, à espera dum empurrãozinho para ver se a bateria pega.
O dinheiro, esse, deve ser como aquelas peças de roupa com etiquetas que dizem: Não lavar a mais de 30º, porque o nosso anda a encolher a olhos vistos. Já as despesas, essas não se fazem rogadas...
Acho que de ano para ano a coisa piora. Sentimos isso no dia-a-dia. 
Agora, vós que ainda ides de férias, ide e não façais real alarde, está bem?? Eu só me posso permitir sonhar com o Natal. 

No news...

Toca a smooth das 9 às 17:30. Estou só, na sala onde normalmente somos três. Só em Setembro o ano novo recomeça devagarinho. Sim, que o ano novo começa quando recomeçamos a contagem regressiva para as férias de verão do ano seguinte. Lá fora, os aviões sucedem-se na minha janela, a voar baixinho, quase a aterrar. É o meu pedacinho de luz e céu num dia inteiro. 
Hoje seremos só dois ao fim do dia. Hoje há fondue, conversas demoradas e sem pressas. Hoje há silêncios reparadores para o pai e para a mãe. Hoje eles dormem com os primos. 
No Domingo temos um casamento. Longe. Vai ser cansativo. Já tenho o outfit para todos. Que sejas feliz...

26 de Agosto de 2014

Ora digam lá...


Se não é a caixa de óculos mais gira de sempre. ☺

Ociosidade a mais


Produz tédio, rebeldia, cansaço, motins, preguiça, brigas, irritabilidade, amuos e reclamações avulso.
Estamos naquela altura das férias escolares em que eles já dão sinal de aborrecimento com tudo. Andam mais chatos do que o habitual e queixam-se constantemente. 
Acho que, no fundo, já precisam das rotinas a que a escola obriga. 

21 de Agosto de 2014

A odisseia da entrada para o 5º ano

Dizem que não há crianças. Que a taxa de natalidade está na rua da amargura. Eu percebo esses números todos e as consequências que daí poderão advir no futuro mas, no entanto, este ano, conseguir que o meu filho seja transferido para outra escola está a ser uma impossibilidade quase épica, até ao momento.
Devem existir vários motivos para isto acontecer e um deles é que os pais que, há meia dúzia de anos, conseguiam ter os filhos em colégios privados, hoje têm-nos nas escolas públicas. E, convenhamos, as escolas públicas não estão a conseguir dar conta do recado. Estão a rebentar pelas costuras, porque também não querem ter muitas turmas, uma vez que isso implica ter que pagar a mais professores.
O meu filho deve estar neste momento em lista de espera em algumas 4 escolas diferentes, sendo que todas respondem o mesmo. Estão cheios. Não há espaço para mais ninguém.
Por isso não sei...se a taxa de natalidade fosse outra, onde púnhamos as crianças a estudar?
Faziam-se turmas de 40?
Setembro está aí a chegar e esta incógnita está a minar a minha paz de espírito. 
Pior é que o meu filho também a sente, a instabilidade e vê os pontos de interrogação sobre as nossas cabeças. 
Uma fase de transição que já é por si só, difícil, devia ser tudo menos isto.
E pronto, desabafei...vou respirar fundo e esperar pelas cenas dos próximos capítulos. 
Que Deus nos ajude.

18 de Agosto de 2014

Regressos

Como dizer ao meu estômago que tinha de comer às 6:30 da manhã??
Hoje vim trabalhar só com uma caneca de leite de soja no bucho.
E é isto, dizer ao nosso corpo que a vida boa acabou não se faz da noite para o dia. 

17 de Agosto de 2014

Terminámos em beleza







Na praia da Ribeira do Cavalo, em Sesimbra.
O caminho faz-se em botas de caminhada, ou ténis...chinelos é imprudente. São cerca de 15/20 minutos a descer por entre pedras, vegetação e alguma gravilha.
Vale a pena, como podem ver. Só foi pena a ventania que se levantou por volta das 16h, à qual sucumbimos uma hora depois, senão teríamos ficado mais tempo.

Últimos cartuchos das férias







Olhar para Lisboa na outra margem, palmilhar o paredão até ao cais do Ginjal, onde outrora havia tanta vida. Encontrar hoje dois restaurantes, alguns pescadores e muitos edifícios devolutos que servem de tela a artistas do grafiti. 
Acabámos o passeio no Estaminé 1955, uma hamburgaria nova num sítio cheio de história, em Cacilhas. Adorámos! 
No regresso a noite sentia-se amena, sem vento e que bem que soube descalçar as sandálias e sentir o fresquinho da relva, com as luzes do outro lado do rio a sorrir-nos.