You know nothing...

21 de fevereiro de 2018

Já perdi a conta às inúmeras vezes, e num tom nem sempre recomendável e pedagógico, que lhes disse que não quero que comam na sala, sobretudo quando estão sozinhos.
Sei bem o cuidado esmerado (not!) que têm em não pousar pratos potencialmente sujos por baixo ou dos lados em cima dos meus sofás de tecido. 
Ora pois que isso não impediu a madame de publicar uma story no Instagram, do repasto que o irmão preparou para o almoço. Onde? Palmas para todos vós. Na sala.
Eu, olhinhos esbugalhados de incredulidade, a ver o prato de massa com molho de tomate assente no meu repousa-pés DE TECIDO.
Ora, já depois de ter debelado esta questão via MD, (se bem que não me iludo e sei bem que devem ter dito ok e seguiram para bingo), eis que sucede receber uma chamada de casa que, invariavelmente, começa com lamúrias desesperadas.
Porque o irmão não a largava e lhe tinha batido e espetado os cotovelos no peito e a esta altura já chorava de forma comiserada. E ele, de fundo, a contrapor e a justificar tudo.
- agora vais chorar, é? então chora, vá...mas ó mãe, ela cuspiu-me!
- porque tu não me largavas! - e mais choro irritante.
Gravei a chamada. E vou passar a gravar todas as que forem deste calibre. Um dia, quando andarem com o cérebro feito em açorda de tomate e me ligarem a fazer queixas dos seres que lhes calharem na rifa mostro-lhes isto. What goes around comes around. (inserir aqui riso maléfico)

Adenda: na segunda-feira também perdeu a lancheira. Com um tupperware e talheres "pipis" que lhe comprei no início do ano. Não me contou. Confessou-se ao avô - "porque tenho medo" - (coitadinha, choremos todos em uníssono por esta alma que é violentada diariamente), e esperou ansiosamente que ele me dissesse. Muito mais confortável do que encarar a fer...mãe.

Semana 7/52 - 2018

19 de fevereiro de 2018

Esta semana tivemos um dia de folga.
Soube que nem ginjas. E, como não era esperado, foi ainda melhor.
O Gabriel regressou do GAM, e tinha bolo de laranja à sua espera. ♥
Aproveitámos a nossa manhã na praia. Apesar do frio, o sol tem espreitado sempre e caminhar na areia, à beira-mar, é tão bom.
Foi também nesse mesmo dia que nos vieram entregar a nova máquina de lavar a loiça.
Oh, happy day! Agora não deixo ninguém tocar-lhe, com medo que a estraguem (que o meu marido a arrumar a loiça é daquelas pessoas que quer enfiar o rossio na rua da betesga). 
Na sexta fez 22 anos que começámos a namorar. 22 anos juntos.
Fiz umas bolachinhas, em jeito de comemoração. E ele preparou o jantar que normalmente fazemos neste dia. Fondue. 
And that was it...a vida, sem nenhum acontecimento extraordinário para relatar. Só dias comuns, com rotinas comuns. Gratidão por estes? Claro que sim. Sempre.

Semana 6/52 - 2018

12 de fevereiro de 2018

Semana de caos na cozinha. Máquina de lavar a loiça faleceu de vez.
É verdade que são problemas de primeiro mundo, mas quando a pessoa se habitua a ter máquinas a facilitar o trabalho e depois elas nos falham, sentimos bem a ajuda que é e a falta que faz.
Desisti de ter verniz nas unhas. A levar com água quente, detergente e esfregão da loiça todos os dias, era pura perda de tempo. 
O marido consertou o corrimão das escadas. O autoclismo da casa-de-banho do andar de cima está também a dar as últimas, mas ainda vai fazendo as vezes. E agora é esperar que mais nada se avarie.
Têm sido dias particularmente frios, mas estamos no tempo dele. Há quem diga que Fevereiro é mesmo o mês mais frio do ano.
Os miúdos estão a gozar da pausa de Carnaval. O Gabriel foi para o GAM e só volta na 3ª feira.
Ontem foi um domingo só de miúdas. Esteve farrusco, na maior parte do tempo, e convidou à total lanzeira no sofá. Filmes e mantas.
Hoje adormeci (a velhice, a velhice é lixada) e acordei mega atrasada. Em 20 minutos tomei banho, vesti-me, maquilhei-me, arranjei o cabelo e saí de casa. O pequeno-almoço foi negligenciado. Comi depois qualquer coisa no trabalho.
Ficaram a faltar-me os beijinhos da praxe a quem fica a dormir...vão fazer-me falta. ♥

I give up!

7 de fevereiro de 2018

Comecei o dia a assassinar dois piolhos a sangue frio com as minhas próprias mãos.
Quando é que isto acaba, mesmo?
Sinto que já não tenho forças para lutar...


Semana 5/52 - 2018

5 de fevereiro de 2018

Semana a pensar no casório de um amigo querido. Não me refiro a mim, atentem bem. É verdade que sou uma sentimental chorona de primeira apanha, e que adoro uma boa história de amor, mas o casamento de alguém não seria coisa para me tirar a paz de espírito e o sono.
Já a minha filha a martelar-me o juízo é outra conversa:
- não te esqueças de pedir a máquina dos caracóis (aka babyliss) à avó!! 
- posso usar rímel?
- posso pôr uma sombra?
- vais deixar-me fazer depilação?
- já trouxe a máquina dos caracóis da avó, não precisas de lhe pedir!
- então, já sabes se posso usar rímel?
- posso fazer a depilação hoje?
Enfim, eu que odeio interrogatórios e pressão, levar com isto 10 vezes/dia, de há 2 semanas para cá, tem sido maravilhoso. (revirar de olhos nível épico)
Agora o pior de tudo. Aquela cena chamada realidade. 
Manhã do dia do casamento. Eu em modo mãe-super-querida-e-disponível, pus-lhe o rímel, a sombra e reinava a harmonia. 
Fui fazer a salada para o almoço. Pedi que viessem pôr a mesa, porque o pai devia estar a chegar.
NADA. Nesta fase da nossa vida eu sou aquela voz inócua, que lhes passa pelos tímpanos tipo zumbido indissimulado e longínquo que não conseguem decifrar lá no planeta onde se encontram sempre.
Pedi mais duas vezes e a dada altura personalizei a coisa. Com a salada já feita, disse (ok, berrei):
- Diana! Vem pôr a mesa, se fazes favor!
...
...
Comecei a pôr a mesa, e quando sua excelência desceu finalmente, de telemóvel na mão, nas calmas, como se não fosse nada com ela, eu, a soprar pelas narinas o ar que me ia cá dentro tipo labaredas de fogo, soltei o lança-chamas que incendiaria toda a minha paz até sairmos de casa:
- Acabou-se o telemóvel. Estás de castigo! Estou farta de pedir as coisas vinte vezes e ninguém me ligar nenhuma!
E foram lágrimas, súplicas, o verdadeiro horror estampado no rosto de quem já não ia poder tirar fotos e publicar stories no Instagram! 
- e andei a sonhar com este dia tanto tempo! 
Foi-se o rímel todo. A tal da sombra absolutamente comprometida. Trombas de elefante. Olhos raiados de sangue. Uma indigestão de almoço. Quando já lhe estava a fazer os caracóis (não tenho o menor jeito, 5 minutos para cada canudo, um suplício, e ela sempre a dizer que não está assim e assado e que a avó é que faz bem, escaldei o dedo mindinho umas 5 vezes no maldito ferro), continua a chorar que nem uma madalena e eu tenho o derradeiro gesto de impaciência. Toalhita desmaquilhante e acabou-se o rímel e a sombra, ou o que restava dela. Mais choro. Mioleira fritinha de todo. Contar até 200 a ser manifestamente insuficiente para dar conta do recado.
No fim. Parou a choradeira, fiz os caracóis. Depois de um raspanete, lá permiti que levasse o telemóvel (sou uma fraca!). E repus o rímel e a sombra tão sonhados. 
Este acréscimo hormonal lá em casa está a ser difícil de gerir.
E ela é muito drama queen para a pragmática que há em mim.
Depois penso. Será que a estou a traumatizar para todo o sempre? Será que sou demasiado exigente?
Mas há dias em que não. Em que tenho a certeza de que não posso compactuar com esta inércia em que eles vivem. tenho que exigir, senão onde é que vamos parar??
E é isto. Bem-vindos ao meu mundo.

{entretanto, numa nota mais descontraída, experimentei os tão famosos gelados de rolinho. uma delícia! e recebi mais dois livros novos. obrigada Book Depository!}

Semana 4/52 - 2018

29 de janeiro de 2018

Começou mal, foi dura, mas acabou bem.
E enquanto for assim, a malta agradece.
Não há melhor remédio para as insónias que o amor. Aliás, é lenitivo para quase qualquer desconforto e mau-estar da vida.
Mesmo quando não resolve, alivia.
Ando com as leituras atrasadas. Meio em pausa. 
Os miúdos estão a preparar-se para a fase mais intensa de testes. Esperemos que lhes traga a recuperação que necessitam. Ela, para as notas que baixou. Ele, para as duas negativas que teve.
Janeiro deixa-me sempre numa espécie de bancarrota, não só financeira, mas também emocional. 
Só o tolero, porque me trouxe um pai e um marido. De resto, sobrevivo-lhe. 
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