Semana 41/52 - 2018

15 de outubro de 2018

Pois é. Sou, oficialmente, mãe de uma miúda com 12 anos.
Esta semana soprou as suas doze velas, comemos o bolo, não sei se pediu desejos, que não ligamos muito a isso. Mas eu desejo sempre que ela faça de Deus o Seu maior amigo, que seja feliz, forte, corajosa, meiga e bondosa para quem quer que se cruze no seu caminho. 
Continua a ter um grande espírito de perseverança quando quer muito uma coisa. E eu espero que consiga canalizar essa tenacidade para as coisas verdadeiramente importantes da vida.
Amo o seu sorriso e os seus abraços. 
Que bom tê-la connosco.
No sábado fomos sair, a seu pedido. Só as 4. Starbucks e um filme. Normalmente é o programa que agrada a todas. A ameaça da tempestade Leslie não nos demoveu e acabou por nem ser uma noite tão má como foi anunciado, felizmente, pelo menos aqui na área onde vivemos. Sei que noutras zonas do país foi bastante mais complicado. A Luna ficou a dormir lá em casa (que novidade, não é?).
O domingo foi essencialmente de preguiça. Panquecas, leituras, alguma televisão, pargo assado no forno para o almoço, que já apetece estas comidas mais reconfortantes e pouco mais.
E agora vamos tocar mais uma semana de trabalho. Chove torrencialmente. Apanhei a primeira molha da época.

E faltam 13 dias!

Com que sonho eu?

9 de outubro de 2018

Esta manhã, houve uma pergunta que me fizeram no Instagram que me pôs a pensar.
Vou ser muito sincera. Os meus sonhos nunca se prenderam com uma carreira. Talvez por isso tenha colocado o projecto do meu casamento à frente de um curso superior. Há quem consiga fazer/ter as duas coisas. No meu caso, tinha de escolher. Ou ia para a faculdade e encontrava trabalho para sustentar as minhas propinas, porque éramos duas a ir e os meus pais não podiam suportar os custos de duas filhas a estudar (só o meu pai trabalhava) e adiava o meu casamento por 6 ou mais anos (já namorávamos há mais de 3 anos, embora fôssemos muito novinhos). Ou procurava um emprego e começava a juntar para me casar. Escolhi a segunda opção. Comecei a trabalhar com 19 anos. Casei com 23. Não estou arrependida. Permitiu-me ser mãe com 25. Sempre quis ser mãe cedo.
Claro que temos sempre aqueles momentos de "e se?". Quem nunca? Mas, tudo posto no prato da balança, foi a minha escolha e tenho investido tudo nela.
Nunca foi no trabalho que me senti realizada. É apenas um meio de subsistência. Dou o meu melhor em tudo o que faço, mas não é nele que apoio a minha identidade, nem é nele que procuro um propósito para a vida. Isto não é uma crítica a quem decide perseguir uma carreira, atenção. Não estou aqui a medir importâncias, porque cada pessoa dá prioridade ao que bem entende, sem por isso ter que se sentir menos ou mais que ninguém.
Os meus sonhos sempre passaram por ter uma família. Encontrar o amor. Ir a sítios onde nunca fui. Ver o que nunca vi. Desde miúda que o ponto alto de qualquer brincadeira, fosse com Pin Y Pons, Barbies ou bonecas de papel, era apaixonar-me e ter filhos. Vê-los crescer. Às vezes, para adormecer, eu e a minha irmã dávamos nomes aos nossos filhos imaginários, estabelecíamos diferenças de idade e íamos inventando histórias à volta disso.
Ou então, ao fim-de-semana, a pergunta que fazíamos aos nossos pais era: - onde é que vamos hoje?
E, na verdade, o sítio não importava muito, desde que fosse uma coisa nova e fossemos juntos.
Só saí de Portugal, pela primeira vez, com 17 anos. E foi para um projeto escolar. Na altura, os meus pais nunca tiveram hipóteses de nos levar a viajar de avião. E por isso, para mim, cada viagem que já pude fazer está guardada no baú das experiências e memórias mais gratas.
O propósito para a vida encontro-o na minha fé. Sei quem sou, porque estou aqui, para onde vou.
Tenho a minha família. Tenho o meu amor. Mesmo com defeitos e "dias da treta" , o meu sonho principal é real, e isso é uma benção indescritível. 
Os outros, vou acalentando. Sem pressas ou ansiedade desnecessárias.
Dizem que não devemos fazer a nossa felicidade depender de ninguém, e é verdade que há quem seja feliz sozinho. Sem um companheiro/a, entenda-se. Mas há sempre alguém. Uma irmã, um irmão, um amigo ou uma amiga, um colega, um familiar, o nosso pai ou a nossa mãe. A primeira pessoa a quem queremos contar uma novidade, com quem queremos partilhar uma conquista, fazer uma queixa. Ninguém é feliz sozinho, ainda que diga que sim.
Sou infinitamente grata. Sobretudo porque sei que tudo nesta vida terrena é efémero. Às vezes, a felicidade dura só um segundo. Quero agarrar-me a todos esses segundos felizes.

Semana 40/52 - 2018

8 de outubro de 2018

Esta semana foi mais curta. Que bom ter um feriado a uma sexta-feira, não é?
Levei os miúdos à consulta de rotina no centro de saúde. Estão bem e recomendam-se.
Passaram o domingo fora numa regata em Montemor-o-Velho. Folga para os pais, que aproveitaram da melhor maneira que puderam.
Para mim, o melhor de tudo foi mesmo não ter chegado perto do fogão durante 24 horas. 
Tomámos o pequeno-almoço no Grande Real Villa Itália. Comi o meu primeiro egg benedict. Tão, mas tão bom! Em vez de bacon (que eu não como) puseram salmão fumado e estava de comer e chorar por mais. ♥
Ficámos tristes porque houve um grande incêndio na serra de Sintra e nós, sem querer, estivémos bem perto e vimos as chamas consumirem parte das dunas do Guincho. Não fazíamos ideia do que estava a acontecer, mas tínhamos decidido no dia anterior que, já que íamos acordar a horas impróprias para ir levar os miúdos a Lisboa, mais valia ficarmos por lá e tivémos a ideia de ir ao Guincho ver o nascer do dia. Nunca imaginando...
Terminámos a tarde na Fonte da Telha, a olhar o mar, com a certeza de que o Verão já se foi e o Outono chegou. 
Também foi esta semana que comprei o cadeado TSA para a minha mala de viagem e os dólares possíveis com os euros que consegui juntar para levar.

Faltam 20 dias!

Semana 39/52 - 2018

1 de outubro de 2018

Despedimos-nos de Setembro. Do verão nem por isso. Consta que teremos mais alguns dias de calor.
Foi uma semana tranquila. As rotinas do costume. 
No sábado fizémos um piquenique. No domingo fomos ao Mercado da Horta, no Parque da Paz e depois passámos a tarde na praia.
A ventoinha continua a aliviar as noites cálidas e plácidas. O edredão ainda não foi resgatado às suas funções e os gelados ainda não foram rendidos pelo chocolate quente.
Dentro de casa, continuo a colecionar abóboras, alheia à confusão das estações, numa tentativa de me rodear da atmosfera outonal, que me é tão querida.

Ps: faltam 27 dias!

Estava tão bem e depois tive filhos (parte 2584)

26 de setembro de 2018

Ainda não tinha aqui dito, porque também não tinha calhado, mas o meu pai (reformado há 6 anos) voltou a trabalhar há coisa de uma semana.
Claro que fiquei feliz por ele, porque vai ser uma ajuda ao seu orçamento familiar (as reformas são tão pequenas), mas por outro lado perdi o meu bombeiro de serviço, que tantas vezes nos socorreu com os miúdos nestes anos de maior disponibilidade.
Hoje a Diana ligou-me, pouco passava das 14h, com voz sofrida a contar que se tinha cortado a abrir a lata de atum e que o sangue não parava.
- e o que é eu faço? 
Em segundos imaginei um cenário digno de Tarantino, mas saiu-me uma voz serena e segura de si:
- Diana, a mãe está longe, não há ninguém que te possa socorrer. Tens de enrolar um pano à volta da ferida e fazer pressão. Deixa estar assim algum tempo e quando parar a hemorragia, pões um penso. 
Telefonei mais duas vezes, espaçadas entre si.
À terceira vez: - ó, mãe, estou a almoçar, não precisas de estar sempre a telefonar!
E assim se cresce. E assim se ganham cabelos brancos extra.

Semana 38/52 - 2018

24 de setembro de 2018

Ora pois que se acabou o que era doce!
A rapaziada voltou à escola. Já nos encaixámos nos horários novos e agora é esperar por aquele dia em que já se arrumam as mochilas em piloto automático sem olhar para a cábula.
A Diana está a gostar muito da escola nova, da turma e até dos professores.
O Gabriel já anda a pensar no futuro, porque para o ano já tem de escolher uma área...mas cada coisa a seu tempo.
O Outono também chegou ontem, cheio dos calores. 34º. Praia a tarde toda. Água maravilhosa. Saímos de lá já debaixo de um céu azul escuro e uma lua cheia brilhante e majestosa.
Ontem tivémos reunião de miúdas para pormos no papel o nosso roteiro para NYC.
Faltam 34 dias...
Prometi não me queixar do calor. E estou a tentar cumprir. Até porque a lamúria não me adianta de muito. Mas estou ansiosa por sentir o meu Outono, à séria.
Para compensar, os pores-do-sol deste fim-de-semana foram de encher o olho e o coração.

Semana 37/52 - 2018

17 de setembro de 2018

Esta semana foi o derradeiro adeus dos miúdos às férias.
Setembro é aquele mês em que vemos o verão extinguir-se lentamente. A doçura dos pores do sol, as manhãs fresquinhas coroadas por dias quentes, como se ele não se quisesse despedir sem ser em grande.
Ontem passámos o dia com amigos na praia fluvial dos Olhos d'Água, em Alcanena, Santarém.
E eu fiquei secretamente orgulhosa dos meus filhos.
Porquê? Eu explico. Este encontro com amigos já estava marcado há algumas semanas. Implicava deslocações por parte de alguns dos envolvidos, daí a antecedência com que ficou combinado.
Os homens são amigos da bola e quiseram juntar as família para um churrasco. Por isso a ideia era mesmo levar esposas e filhos.
Entretanto, há uma semana surgiu o anúncio de um acampamento. Eles disseram logo que queriam muito ir. E ficaram muito frustrados quando dissémos que não ia dar, porque foi anunciado em cima da hora e já tínhamos um compromisso com outras pessoas para esse fim-de-semana. 
Claro que compreendemos que queriam estar com os seus amigos, mas seria muito pouco educado da nossa parte desmarcar com quem já se tinha organizado para esta saída e estava fora de questão irmos sozinhos. 
Depois de muito implorarem e de muitos porquês e de muitos amuos e revoltas, perceberam que não íamos ceder.
Os filhos dos outros casais eram todos mais novos que eles. Deixar de ir a um acampamento com os meus amigos para estar com pirralhos, podia ter sido o seu pensamento. Podiam facilmente ter amarrado o burro e assumido a posição do adolescente contrariado "não me fizeste a vontade, agora também não me vou divertir"
Mas não. Foram simpáticos, pacientes e acredito que se divertiram. 
Concluíndo, nem sempre a vida corresponde às nossas vontades e desejos, mas não adianta de nada amuar ou alimentar um espírito vingativo. E isto mostra maturidade. Mostra desapego. Mostra abnegação.
E como não somos pais só para dar na cabeça, fica o registo.

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