15 de Setembro de 2014

Já a magicar o 8º aniversário da miúda...

[from Mooki]

No blog Lu Bird Baby, encontrei uma ideia gira para fazer com as meninas na festa. Que acham?
Eu acho que elas vão adorar.

Novo ano

Hoje lá foram, para mais um ano escolar, que eu espero que seja repleto de sucessos.
Hoje toca o telemóvel e vejo "Filho". Até estranhei. Crescem tão depressa. Teve um furo ao último tempo e ligou a avisar. O avô (os avós) é (são) agora uma ajuda preciosa para apagar estes "fogos". 
Tenho de lhe comprar uma carteira para guardar o horário, o cartão da escola e uns trocos. 
Ainda me lembro de forma tão vívida do dia em que entrei para o 5º ano, em que fui fazer orgulhosamente o meu BI pela primeira vez e em que me compraram uma carteira que fechava com felcro, com um smile fluorescente. E agora já tenho um filho a passar pelo mesmo. 
A filhota estava nervosa por ir reencontrar as amigas que não via há 3 meses. A mala estava pesadíssima. Ia contente porque ia com um penteado, coisa rara para quem divide as rotinas matinais com o pai.
Ontem gastei perto de 8 metros de papel autocolante a forrar os livros de ambos. 
Hoje chove. Muito. Não está frio. O Outono está quase aí. 

8 de Setembro de 2014

Há 12 anos...


Eu tinha 23 e tu 24 anos. Éramos uns miúdos cheios de planos e sonhos.
Quem é que se casa com esta idade hoje em dia? Quase ninguém. 
Esses miúdos cresceram, mas continuam a conseguir rir-se da vida, um do outro e um com o outro. Têm sobrevivido aos filhos e à rotina. Uns dias melhores, outros assim-assim, mas a vontade de levar a chama até ao fim da viagem permanece. Venham mais doze! Não. Como diriam os nossos filhos, venham infinitos!

4 de Setembro de 2014

Dos telejornais, do mundo, da vida

É raríssimo termos a televisão acesa à hora da refeição, razão pela qual passamos ao lado da maior parte das notícias do telejornal.
Contudo, esta semana, numa dessas raras excepções, o noticiário estava a passar enquanto jantávamos.
A boa verdade é que, regra geral, ou fala de desgraças ou de coscuvilhices sobre a vida alheia.
A dada altura, passou a reportagem sobre o segundo jornalista decapitado pelo Estado Islâmico. Os meus filhos, de 9 e 7 anos, ficaram absortos.
O Gabriel perguntou: - mas porque é que ele não se defende e sai dali? Nem se apercebendo que o homem estava amarrado, era prisioneiro de outros homens como ele, que lhe quiseram fazer, deliberadamente, mal. 
Isto é duro, muito duro. Olhar para alguém que, sem culpa, ali está a proferir as últimas palavras, sabendo que vai morrer de forma horrenda. 
O José Rodrigues dos Santos fez uma reportagem logo de seguida nos campos de refugiados entre a Síria e o Iraque. 7 meninos estão ali sem pais, sem família, sem ninguém conhecido. Um deles diz que o pai foi morto e que a mãe foi levada não sabe para onde. 7 aninhos de gente. A idade da minha filha.
A comida já mal me descia pelo esófago, confesso. Já me sentia indigna de tudo, até dos meus pensamentos patéticos e da dor de cabeça que me tinha debilitado todo aquele dia.
Eles, às tantas, já diziam que não queriam ver o telejornal. Já imploravam que mudássemos de canal.
Ainda assim, foi o mote para lhes dizer que é muito bom que vejam como é que há crianças a viver fora da bolha que eles conhecem. Que enquanto eles pedem quase imperativamente um telemóvel e perguntam desconsoladamente porque só recebem brinquedos no Natal e no aniversário, há meninos que comem o que há, que não têm pai nem mãe para os aconchegar à noite ou para lhes amparar as febres e as dores, que não vão à escola e que já viram morte, desespero e vazio que chegasse para dez vidas.

Hoje o nosso coração está triste...

[ilustração da Rita Correia]

Acho que não houve ninguém a par da doença da Nonô que não tenha torcido com todas as suas forças para que ela tivesse um final feliz, de vitória.
Infelizmente, chegou ao fim a Jornada da Nonô...nenhuma criança deveria sofrer tanto, nenhuma mãe ou pai deveriam passar por tamanha dor, depois de tudo o que fizeram para salvar esta filha.
Hoje o meu coração chora com estes pais, pois também eu calço os seus sapatos e a simples ideia do que estão a sofrer me assombra.
Só tendo Deus no coração podemos aceitar e sorrir na dor. Nesta experiência dolorosa, em particular. 
É essa fé que sinto na mãe da Nonô que espero que a fortaleça e conforte. Esta esperança, de que não acabou aqui.

"Mas nós, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça."
II Pedro 3:13

29 de Agosto de 2014


É só isto que me apraz dizer, hoje. 
O Gabriel foi aceite na escola que era a nossa terceira opção.
Quantas vezes na vida a nossa terceira (ou última) opção é a primeira de Deus?
Ele responde sempre às nossas orações. Sempre. 
Nem sempre no tempo que esperamos. Nem sempre da forma que imaginamos. Mas sempre.
E eu agradeço por Ele me fortalecer a pouca fé, de resposta em resposta. 

28 de Agosto de 2014

About myself or Wake me up when september ends (before it even begins)

Setembro é sempre um mês um tanto deprimente, por vermos ficar atrás os dias longos, quentes e despreocupados das férias de verão mas, de alguma forma, eu passei a vivê-lo com alguma alegria quando comecei a ter filhos na escola.
Nada mais anti-deprê que cheiro de livros escolares a estrear, caixas cheias de lápis de cor perfeitamente afiados ou canetas de feltro alinhadas com as cargas a 100%, borrachas de arestas incólumes e lisas, cadernos imaculados, por escrever. 
Organizar tudo deixava-me feliz. 
Forrar livros daria outro post, mas fiquemos-nos por aqui. 
(tenho para mim que as melhores coisas da vida têm todas o seu quinhão de sofrimento, antes de chegarmos ao culminar do êxtase da experiência propriamente dito)
Este ano, com a espera infinita por um desfecho para os imensos pedidos de transferência que entregámos para ver se conseguimos tirar o Gabriel da escola em que está, as sombras abateram-se sobre o meu ânimo, mais ou menos, habitual. Agarro-me à velha máxima "no news is good news", acreditando que ainda vamos ver a luz antes do ano letivo começar.
Portanto, ando aqui numa espécie de ponto morto, numa estrada com muito pouca inclinação, à espera dum empurrãozinho para ver se a bateria pega.
O dinheiro, esse, deve ser como aquelas peças de roupa com etiquetas que dizem: Não lavar a mais de 30º, porque o nosso anda a encolher a olhos vistos. Já as despesas, essas não se fazem rogadas...
Acho que de ano para ano a coisa piora. Sentimos isso no dia-a-dia. 
Agora, vós que ainda ides de férias, ide e não façais real alarde, está bem?? Eu só me posso permitir sonhar com o Natal. 

No news...

Toca a smooth das 9 às 17:30. Estou só, na sala onde normalmente somos três. Só em Setembro o ano novo recomeça devagarinho. Sim, que o ano novo começa quando recomeçamos a contagem regressiva para as férias de verão do ano seguinte. Lá fora, os aviões sucedem-se na minha janela, a voar baixinho, quase a aterrar. É o meu pedacinho de luz e céu num dia inteiro. 
Hoje seremos só dois ao fim do dia. Hoje há fondue, conversas demoradas e sem pressas. Hoje há silêncios reparadores para o pai e para a mãe. Hoje eles dormem com os primos. 
No Domingo temos um casamento. Longe. Vai ser cansativo. Já tenho o outfit para todos. Que sejas feliz...