Do Instagram

12 de julho de 2017

Sabem aqueles perfis em que, dê por onde der, vá aquela malta para onde vá, o pantone da bendita foto combina sempre com o da anterior e assim por diante. 
Não é uma crítica. Porque eu adoro ver o feed destas almas. Há qualquer coisa de calmante naquilo.
Mas expliquem-me lá como é que se vive a quatro tons, que eu não sei. 

Semana 27/52

7 de julho de 2017

E foi assim, num abrir e fechar de olhos, que metade do ano se foi. 
Esta foi a semana dos meus pais fritarem a pipoca, com a prole de netos lá por casa durante o dia. Como a minha irmã mora mesmo ao lado e o tempo que passam juntas lhes parece sempre curto, as miúdas suplicaram por uma sleepover e lá ficaram, de quarta para quinta, sendo que o mais velho também aproveitou para se colar à iniciativa, dando-nos a oportunidade de termos um fim de dia diferente.
Passeámos pela zona da Graça, fomos ao miradouro Sophia de Mello Breyner olhar Lisboa, parámos no Jardim da Cerca para nos refrescarmos e depois jantámos no restaurante "O Pitéu" (que recomendamos). Fila imensa que saía do restaurante, passava um pequeno hall e chegava à rua, mas valeu a pena (da próxima vez talvez seja sábio marcar mesa com antecedência). 
Lisboa é sempre linda. Não cansa. Sobretudo os bairros típicos, de ruas estreitas, escadinhas, janelas com roupa no estendal, varandas floridas e fachadas de azulejo. 
Fintar a rotina sabe pela vida. 
A Diana está, qual serpente a mudar de pele, com a cara numa desgraça, por conta de um dia de piscina em que não colocou uma grama de creme protetor "porque estava vento, mãe!"
O Gabriel, ontem, estava particularmente sensível e disse-me que eu não podia morrer porque depois não tinha a quem abraçar (enquanto me abraçava). Isto já naquele momento em que eu, deitada na cama, apesar de sensibilizada, já tinha a minha mente a navegar entre o limbo da consciência e da inconsciência, morta de sono. Pior, depois disse: e se eu morrer? A sério, dissertações filosóficas quando metade do meu cérebro já desligou? Tenham misericórdia. 
Só fui capaz de balbuciar aquele tão sábio ditado popular que diz que "para morrer basta estar vivo". 
Sim, aquela coisa que vemos nos filmes, em que as mães proferem frases inspiradoras para a vida na hora de deitar os filhos na cama nem sempre (quase nunca) acontece na vida real. 

Recebi também ameixas da árvore do quintal da minha mãe e cogumelos shiitake, que enviou um amigo do meu marido. Muita gratidão por estas coisas boas que me dão.

Acabei de ler o livro "O luto de Elias Gro". Confesso que demorei a entrar no espírito inicial da história, que é down, negro, cru mesmo. Vinha de um livro com uma toada completamente oposta e foi um choque. Mas depressa ultrapassado, porque a forma de escrever é maravilhosa. E a história cresce em nós, página após página, e faz-nos olhar para dentro. Foi o primeiro livro que li deste autor (João Tordo) e vou seguir para o próximo desta trilogia "O paraíso segundo Lars D.", não sem antes terminar o "One Fine Day" da Mollie Panter-Downes, que tinha deixado em pausa. 

Falida

3 de julho de 2017

Acabei de comprar os livros escolares para o próximo ano letivo. 
Acho que estou demasiado deprimida para ir de férias.

Compras

29 de junho de 2017

Enquanto eles estão a divertir-se na piscina eu já ando a acautelar o próximo ano letivo. A mochila dela do ano passado está feita em fanicos, com os fechos estragados. Não era de marca, como não era nenhuma das que lhe comprei até aqui e a verdade é que não duram muito. O ano passado comprei uma da Eastpak ao Gabriel e ainda está inteira, pelo que comprei esta para ela (bolinhas!!!!). Está em promoção AQUI.

Gratidão - 38º aniversário

27 de junho de 2017

Pois é, no dia 23 completei mais um ano de vida. A gratidão é imensa. Não só no dia de aniversário mas todos os dias. Sobretudo por ter as minhas pessoas comigo...


A felicidade não o seria se não a partilhássemos com quem amamos, não é?
Recebi uns trapinhos novos e comprei outros. Feliz com as minhas compras. 
{H&M}

E a maior surpresa foi mesmo a que me fez o meu marido. Dois bilhetes de avião. Parece que em Novembro lá terei de ir a Roma. Que maçada! SQN!!!! 😅

Mini-férias (IV)

21 de junho de 2017

Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Portela do Homem, Ponte de Lima, Cascatas do Pincho, Viana do Castelo.
Estivémos em todos estes lugares e ainda demos um pulinho à Praia da Amorosa.
Em Arcos almoçámos no restaurante O Lagar. Comida ótima num dia de muito calor. E é chegar cedo, que aquilo perto das 13h fica à pinha.
Adorei Ponte de Lima. Tudo arranjadinho e florido. A ponte romana ao fundo, jantar ao pôr-do-sol na varanda do restaurante O Confrade. As porções são qualquer coisa...em todos os restaurantes, eu não sei como vós, senhoras nortenhas, sobrevivais a tal. Eu já rebolaria, por certo.
As Cascatas do Pincho são de uma beleza selvagem, natural, maravilhosas. Fiquei mesmo deslumbrada. Não tem sítio para estender a toalha, fica no meio da montanha, sentamo-nos nas pedras que ladeiam as margens da cascata e dos riachos que dela resultam, e não estava tão fria como seria de supor. Aliás, o calor era tanto que não queríamos mesmo saber. O caminho que o GPS nos indica está é errado, mas felizmente houve alguns locais que nos indicaram o caminho certo.
E, por fim, mas não menos importante, Viana. Fomos ao Natário, comer as famosas bolas de Berlim que vêm para a mesa ainda mornas. Uma maravilha. Merecem toda a fama que lhes dão. Por dentro nada daquele recheio amarelo (quase fluorescente) que se vê por aí, mas um delicioso creme pasteleiro igual ao que faziam as nossas avós, nada enjoativo, suave e bom, naquela massa polvilhada de açúcar e canela. Já estou com água na boca só de pensar...
Visitei a loja Conto de Fadas, e comprei uma escultura de madeira da Willow Tree, coisa para deixar o meu marido lívido de horror durante algumas horas, tudo porque a minha querida filha resolveu deixar escapar o preço da dita. Há coisas que não se dizem aos homens, filha, a bem da paz mundial. Anota, que a mãe não vive sempre.
Subimos a Santa Luzia perto do pôr-do-sol e que vista! A igreja estava em obras de manutenção e por isso estava coberta de andaimes e rede no lado que dá para a vista da cidade, mas felizmente o outro lado estava descoberto.
À noite fomos calcorrear o centro histórico porque havia feira medieval. Imensa gente. Um bocado confuso, confesso. Havia ginginha sem álcool em copo de chocolate. Os miúdos adoraram. 


Mini-férias (III)

21 de junho de 2017

Quando saímos de Guimarães fomos diretos à Casa da Reina.
Foi lá que ficámos alojados todos os dias que estivémos a norte.
Só tenho a dizer coisas boas. O sossego, a simpatia dos anfitriões, o ambiente acolhedor, rústico como tanto aprecio. Os quartos grandes, todos com casa de banho. A zona da cozinha, onde é servido o pequeno-almoço e onde podemos cozinhar as nossas refeições, se assim o desejarmos. A piscina que nos aliviou do calor várias vezes e que fez as delícias dos miúdos. As várias árvores de fruto, e zonas onde podíamos jogar em família (xadrez, ping-pong, snooker, matraquilhos). Depois, a cereja no topo do bolo, para nós que amamos gatos, foram as duas gatinhas residentes, a Kika e a Mimosa. Afáveis e doces. A Kika estava prenha e os miúdos estiveram sempre na expectativa de assistir ao parto, mas a Kika só deu à luz na noite do dia em que saímos. 
Aconselho vivamente a que visitem. Nós, pela parte que nos toca, queremos lá voltar.

Mini-férias (II)

20 de junho de 2017

Tenho dois filhos em tudo diferentes. Nisto do coração e da tristeza também. Ele observa tudo, não desvia o olhar, ela quer fintar a dor.
Ele vê em silêncio tudo o que é reportagens, depoimentos, documentários sobre o que se tem passado.
Ela só pede para mudarmos de canal, para vermos um filme, para pensarmos em coisas alegres. 
Já chega! - diz. 
Na nossa viagem, passámos por muitos sem abrigo, pedintes. Em Guimarães, mas sobretudo no centro do Porto. Corta o coração. 
O Gabriel questionava-nos sempre. Porque não deste nada, mãe? 
São tantos, filho. - disse-lhe. Não podemos acudir a todos...
E ver-lhe aquela desilusão e tristeza silenciosa no baixar de olhos, a fitar o chão. 

Mini-férias (I)

20 de junho de 2017


 Depois dos acontecimentos trágicos dos últimos dias ainda ando aqui à procura das palavras para deixar registada a nossa viagem ao norte do país.
Já noutras alturas passei por isto. Dias felizes coincidirem com momentos de profundo pesar e invadir-me este sentimento de culpa e indignidade, que quase me deixa incapaz de falar sobre coisas boas, porque há quem tenha perdido tudo. Pior, há quem tenha deixado de existir...
Mas a verdade é que se há coisa que deve resultar desta desolação toda é uma profunda reflexão sobre o que somos, temos, fazemos. E agradecer. Muito. E viver. E amar quem está ao nosso lado. 
Foi o que vivemos nestes 5 dias que planeámos longe de casa. ♥
Descansar, desfrutar, conviver, criar memórias.

...


Guimarães foi a primeira paragem. Fomos direitos ao castelo e nos jardins alguns trovadores tocavam gaita de foles, tambores, pandeiretas. Criou uma atmosfera medieval que ajudou a relembrar os antepassados que por ali devem ter palmilhado. 
O centro histórico é adorável. As casinhas são amorosas e respira-se história por ali. Muitos turistas a preambular por aquelas praças pitorescas. Esplanadas vibrantes, igrejas bonitas.
Ao fim da tarde subimos à Senhora da Penha para ver a vista e valeu muito a pena.
O pai e os filhos ainda provaram o petisco da zona (cebola em vinagre, para mim não, obrigada) na Adega do Ermitão, que fica num local maravilhoso. A luz de fim de tarde a penetrar pela ramagem das árvores, os bancos de madeira pintados a verde, as mesas de pedra, o forno a lenha, os gatinhos em cima das rochas, as pedras cobertas de musgo e ladeadas de pequenas flores lilases.
continua -> -> -> ->

Fim-de-semana (23)

12 de junho de 2017

Junho é tudo de bom.
Este foi um fim-de-semana de calor e há que aproveitar cada dia o melhor possível.
E a benção que é morar perto da praia...
Ter primos também dá outra cor aos dias dos meus filhos. Enche-me o coração ver a felicidade que trazem uns aos outros.
A escola termina amanhã. Fim. The end. Em Setembro há mais.

Semana 23/52

9 de junho de 2017

Foi a última semana "a sério" de aulas.
Já andamos os quatro com a cabeça noutras paragens. As nossas mini férias estão quase aí. 
Lá no bairro, as hortenses da vizinha estão ao rubro. Lisboa já se vestiu de bandeirolas, fitas e manjericos. Comi os primeiros alperces da temporada e já esteve calor suficiente para eu ir à Conchanata pedir a combinação infalível de bolinhas de gelado para me refrescar. Gulosa, eu sei...nada a fazer. É verdade que sou. Tento controlar-me, mas admito que os gelados são uma grande fraqueza. 
Aguardamos ansiosamente as notas dos testes para encerrarmos mais um capítulo académico na vida dos nossos miúdos e desacelerarmos as rotações dos dias.  
Já cheira a Verão.

Fim-de-semana (22)

5 de junho de 2017

Foi um fim-de-semana a três. O pai esteve fora. O Gabriel fez o jantar na sexta-feira. No sábado fomos respirar fundo ao lugar onde cresci. Olhar o rio. A proximidade do verão ali tem um cheiro diferente. Já havia amoras a enfeitar o caminho, abelhões a voar frenéticamente de flor em flor, o abrunheiro carregado. Tão carregado que já havia abrunhos esmagados no chão. Papoilas e malmequeres, o sol a penetrar tímidamente por entre todo aquele verde e o musgo das pedras. 

No domingo foi dia do babyshower do Miguel que chegará muito, muito em breve. Ainda este mês, se Deus quiser. Como dizem os ingleses, "it takes a village". Ao Miguel não faltarão colos e mãos ajudadoras. Já estamos à espera.

Semana 22/52

2 de junho de 2017

Esta semana foi tranquila. Não houve recados, nem imprevistos. O mais velho foi almoçar pela primeira vez com amigos, sozinhos (não estou preparada). Correu bem. Andam a fazer os últimos testes. Como este é um período muito curto só fazem um em cada disciplina, pelo que é mesmo crucial que tenham uma nota decente para não criarem suspenses de última hora. 
Na quarta-feira fomos ver a equipa de andebol do SCP ser campeã. Ontem fomos ver o pôr-do-sol à praia, porque afinal era Dia da Criança. E por cá somos 4, sendo que só duas pagam as contas, e uma tem de ser adulta, em média, mais vezes que as outras.
Foi bom. São estas fugas à rotina, aos fins de dia sempre iguais, juntos, que me adoçam a vida.
A brisa de fim de tarde, o mar ao fundo, o sol a descer sobre o horizonte, os pés enterrados na areia. e aquelas pessoas comigo. Não preciso de mais nada.

Semana 21/52

26 de maio de 2017

Basicamente andamos a contar os dias para as nossas mini férias, que coincidem com outro acontecimento feliz que é o fim do ano letivo.
Fizémos estas bolachas maravilhosas da Be Nice Make a Cake.
Se ainda não encomendaram o caderno de receitas dela, vale a pena. Cá em casa todos adoraram estas. Foi a primeira receita que experimentamos.



No sábado à noite, o filho mais velho passou a filho único por umas horas (a irmã foi dormir com a prima, para variar) e estava com desejos de hambúrguer. Fomos à Hamburgueria do Rio e acho que encontrámos finalmente os hambúrgueres melhores da margem sul. Estava uma autêntica noite de Verão, apesar de ainda estarmos só em Maio.
Acho a Baía do Seixal um lugar mesmo bonito, e ao cair da noite, ainda mais.


Domingo foi dia de levantar cedo e dar uma corridinha. Depois mergulhei nas águas geladas do Atlântico e apanhei uns banhos de sol muito necessários. Bom, mas bom!


Na quarta-feira era dia de jogo de futebol na TV, vai daí nós, as miúdas, fomos correr.
Ela, que tinha tido aula de natação antes, estava toda rota, correu menos que eu, mas fez-me companhia no antes e depois. O Parque da Paz é mágico ao entardecer.


Ontem foi Dia da Espiga. Tive pena de não ter encontrado papoilas para o meu raminho.
E a minha suculenta maior teve um "bebé". Nunca tinha visto uma pequenina nascer de dentro da grande. ♥
Venha, então, o fim-de-semana!

Be still, my heart!

23 de maio de 2017

O pré-adolescente eremita fechado no quarto. Ela sempre colada a nós. 
Ontem, depois de jantar, a minha disposição musical começou ali no Paul Anka, resvalou para os Beatles, depois Van Morrison, vai daí já estava a ouvir a banda sonora do Dirty Dancing e depois saltei ali para os anos 20, 30...
Fascinada, dizia - cantas tão bem em Inglês, mãe!
E a dada altura levantei-me e puxei-a para dançar. 
Rodopiámos, passinhos para a frente, outros para trás, e abanámos as ancas ao som do fox trot. 
Chegou a hora de ir dormir e, escusado será dizer que a resposta foi um enfadado:
- não quero ir. Não tenho sono. Estar com vocês é muito mais divertido.


Semana 19/52

12 de maio de 2017

No domingo passado celebrou-se o Dia da Mãe.
Não sei como é que é com vocês, mas parece que nestes dias pré-estabelecidos as coisas nunca são assim muito perfeitas ou ideais, como nos filmes. Deve ser das expectativas elevadas que se criam. E do facto de todo e qualquer estabelecimento estar apinhado. Não fazemos questão que façam ou deem alguma coisa, mas depois se passam a data em branco, fica aquela magoazinha manhosa no coração. No meu caso, o problema são mesmo os meus gremlins. Sendo eles a razão pela qual me posso incluir no grupo das mães, seria de esperar que, no mínimo, se portassem como anjos só neste dia, para me dar sossego e contribuir para a harmonia geral. Mas a realidade é sempre o oposto. "Que uma seca/o que é que vamos fazer?/não quero/não gosto"
A manhã foi ótima porque, imaginem, estivemos sem eles (ahahah!). Foram passar a noite com amigos e tiveram exames nos desbravadores, pelo que, arduamente, convenci o marido a irmos ao Wish Slow Coffee, à laia de poder ter um pequeno-almoço especial. Era dia de feira rural no Lx Factory e acabámos por aproveitar e trazer umas suculentas lindas para a minha mãe e sogra da O meu amor é verde. Estava um céu azul imaculado e um solzinho bom.
No fundo, seja em sítios bonitos ou nos mesmos sítios de sempre, o que importa é estarmos juntos. mesmo que nada seja ideal ou perfeito. 
Nisto da vida, o melhor mesmo é não criar expectativas nenhumas. Aceitar o que vem e aproveitar ao máximo o que nos dá. 
E depois veio a chuva e Maio tem sido isto. Ora faz um sol de Verão ora desaba o céu. 
Hoje só eu acordei cedo. O resto da malta ficou a desfrutar dos lençóis até quando quis, aproveitando a tolerância de ponto dada à função pública. As escolas fecharam, assim como as instituições estatais, porque o papa está de visita ao nosso país. Muito haveria a dizer sobre isto. É sintomático de muita coisa, num país com um governo de esquerda, que se diz laico, mas nada que seja surpreendente, afinal de contas... 
E depois fico entristecida, ainda que respeitando a fé sincera daqueles que o fazem, por ver pessoas a rastejar, a sacrificar-se para pedir ou agradecer alguma graça recebida, quando Deus não se compraz com nada disso.

"É a bondade que eu quero, mais do que os sacrifícios; prefiro que me reconheçam como Deus em vez de me oferecerem holocaustos."
Oseias 6:6

"Deus pronunciou depois as seguintes palavras: «Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te fez sair do Egipto, da terra da escravidão. Não tenhas outros deuses além de mim. Não faças para ti imagens esculpidas representando o que há no céu, na terra e nas águas debaixo da terra. Não te inclines diante de nenhuma imagem, nem lhes prestes culto, porque eu, o SENHOR, teu Deus, não tolero que tenham outros deuses e castigo a maldade daqueles que me ofendem até à terceira e à quarta geração. Mas trato com amor, até à milésima geração, aqueles que me amam e cumprem os meus mandamentos." 
Êxodo 20:1-6

"Ele quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. É que há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, que é homem e deu a vida por todos."
I Timóteo 2:4-6

Tala fora

9 de maio de 2017

Mas a verdade é que o dedo ficou torto. O médico diz que vai ao lugar...aguardemos.
Tem dificuldade em dobrar a articulação, mas pode ser da imobilização. Foram 3 semanas e uns pós sem mexer, por isso acredito que daqui a uns dias a realidade seja diferente, para melhor.

Semana 18/52

5 de maio de 2017

Começámos a semana com um dia espetacular de sol e calor e terminamos com um bem chuvoso.
Creio que é daqueles luxos a que a sexta-feira se pode dar, porque nem mesmo assim a acharemos cinzenta e feia, com o fim-de-semana logo ali a piscar-nos o olho.

Esta semana recebi o meu segundo (primeiro aqui) caderno de receitas da Rosa Cardoso (espreitem o blog dela, porque vale mesmo a pena). Fiquei logo apaixonada pela foto das bolachas Swirl. Vou ter mesmo de tentar fazer!
O Gabriel está em contagem decrescente para ir tirar a tala do polegar (esperemos que não haja prorrogamento, fingers crossed). Com os testes à porta, precisa mesmo da mão de volta. 
A Diana voltou a pedir histórias antes de dormir. Eu ando mega cansada. Li para ela e aterrei logo a seguir, uma hora antes do normal.
Sempre foi assim, quanto mais cansada ando, mais ela pede atenção. Nunca aceita afetos pela metade. É absorvente. Eu (que sou toda coração, mas muito prática, para não dizer bruta) com o passar do tempo, e à medida que eles vão crescendo, vou querendo que eles se tornem autónomos e independentes em muitas coisas. Mas ela teima em querer agarrar-se com unhas e dentes aos seus direitos e faz-se valer de todos os mimos que acha que merece (e acho mesmo que ela dá na mesma proporção que precisa de receber, porque dá muito). Diz que até fazer 15 anos tenho que ir ao quarto aconchegar-lhe o edredom e dar-lhe um beijo (agora + a leitura).
Ele e eu somos mais parecidos. Beijos e abraços q.b. e independência e autonomia no mais que puder. Nada de muito meloso mas, ainda assim, que acalenta o espírito.
É por isso que digo que os filhos que nos calham não são o que sonhámos, são antes exatamente aqueles que precisamos. E eu, mesmo quando me queixo, sei que tenho exatamente os filhos que preciso. Para crescer, para sair do meu canto confortável, para contrariar os meus defeitos de caráter, para melhorar. Só para o caso de eu achar que já sei tudo ou que já não precisam de mim.

Da série: Estava tão bem e depois tive filhos

3 de maio de 2017

Quem me conhece sabe que sou aquela mãe descontraída e fleumática que não entra em estado de preocupação apocalíptica à mínima coisa.
Ontem, porém, o caso foi exatamente o oposto disto. 

Resumidamente:
16h50 a explicadora da Diana envia-me uma sms dando conta que ela ainda não tinha aparecido para a explicação. ligo para ela. telemóvel desligado. ligo para o meu pai. ligo para o meu marido.
17h00 depois de aguardar alguns minutos fico a saber pelo porteiro da escola que a Diana tinha passado o cartão, à saída, às 16h12
17h05 ligo ao meu pai para a ir procurar, ligo à minha irmã na esperança da minha sobrinha ter o número da colega com quem ela poderia estar (e a esta altura a explicadora também já estava na rua à procura dela)
17h10 a tal colega também tem o telemóvel desligado
17h20 o meu pai já tinha ido a minha casa. já tinha batido na porta da tal colega, mas não estava ninguém. foi à escola do Gabriel, pensando que poderia ter ido ter com ele. nada. 
17h25 instala-se em mim um buraco do tamanho do universo e comecei a entrar em aflição
17h26 saio do trabalho, assim como o meu marido e ele telefona para o hospital
17h35 o meu pai encontra-a num café, ao pé de casa, 

Sua excelência estava descansada da vida, a ver televisão. Já tinha comido um calipo e aguardava que o avô, como que por magia, adivinhasse onde estava. Consta que tocou à campainha da explicadora umas 5 vezes e, dado que ninguém abriu a porta, seguiu caminho. Sabia que não estava ninguém em casa por isso foi para o café, porque o dono é nosso amigo (tudo muito bem) mas esqueceu-se que seria importante pedir-lhe para nos ligar a avisar que ela lá estava. 

Ainda bem que pintei o cabelo há umas semanas porque certamente me despontaram mais 4 ou 5 brancos. 
Quando já passava diante de mim uma vida sem a minha menina, só queria que ela aparecesse para a encher de beijos, mas quando cheguei a casa só me apetecia esganá-la. Levou um ralhete de meia-noite, assim como uma descrição de todos os procedimentos possíveis que deve tomar caso algo do género volte a acontecer (sim, sou um calhau com olhos). Já o pai, foi dar-lhe mimo, para equilibrar os pratos da balança e, quando lhe disse: - a mãe coitadinha, quase a chorar ao telefone, com medo de nunca mais te ver... aquela alma só disse: - oh! a sério? e eu a pensar que não se importavam comigo. afinal gostam de mim. (visualizar olhos de carneiro mal morto e ler com o tom de voz da Ana dos Cabelos Ruivos)
Eu, contando até 100 e lançando-lhe o meu olhar fulminante nº 1457. 
E já agradeci a Deus. Muito. Foi só um susto. Só...

De volta

2 de maio de 2017

Olá! Olá!
Isto já não tinha um interregno tão grande de posts há uns tempos valentes. Nos entremeios aconteceu um acampamento, onde o Gabriel fraturou o polegar esquerdo. Sendo ele canhoto, é uma maravilha, só que não. 3º período começou, apontamentos zero, parou os treinos de futebol. Os testes começam em meados de Maio, para a semana vai fazer Rx para ver se tira a tala.
Resumindo, o tempo tem sido pouco para tanto.
Eu não sou daquelas almas que se alimentam do frenesim e da louca sucessão de atividades para se sentirem vivas. É exatamente o oposto. Sou das almas que precisam da cadência lenta das horas, da liberdade que o tempo sem compromissos nos dá, das almas que precisam das rotinas e da calmaria para estar bem. 
Já estive quase sem ar. Muito cansada. Dei tudo. Agora volto à minha bolha de segurança e respiro fundo.
Este fim-de-semana grande serviu este propósito na perfeição.
Esta é, por isso, uma terça-feira com sabor a segunda. O Gabriel foi a uma visita de estudo de dia inteiro. Comecei o dia a fritar salsichas e a preparar cachorros quentes e todo o tipo de snacks e lanches para que ele não passe fome. A Diana não queria ir para a escola, de todo. Foi preciso um guindaste e uma procuração para se levantar da cama.
Falta só um bocadinho assim para o fim deste ano lectivo. Essa é que é essa.
Ficam algumas fotos dos últimos dias.
Ah! Já agora...bem-vindo Maio! ♥



O meu eu de quinze anos

13 de abril de 2017

Está a trautear a "Shape of You" em loop, há vários dias, neste meu cérebro cansado.
Exorcismo precisa-se. Já não aguento. E gosto da música. Gosto mesmo. Mas quer-me parecer que, por este andar, será por pouco tempo.

Eu, a ler "O Inverno do Mundo"

13 de abril de 2017

Quando um dos personagens morre e, por muito que o adivinhássemos, temos vontade de chorar, como se nos tivesse morrido alguém da família. 
Ou quando o coração acelera na iminência de um amor prestes a ser correspondido. 
Ou quando sustemos a respiração perante uma situação perigosa e lemos mais rápido, quase sorvendo as letras, para que o sofrimento termine logo.
Quando "voamos" para outros locais do mundo e a vida real à nossa volta se apaga.
Entrámos na máquina do tempo e estamos ali mas, ao mesmo tempo, não estamos.
É por isto que nunca entenderei quem não gosta de ler.

Compulsões alimentares

11 de abril de 2017

Quando, mais de um mês depois de ter deixado os hidratos de carbono para os outros comerem, saio do trabalho, apanho o metro, estou com fomeca e olho para uma miúda a comer uma maçã reineta toda deliciada e eu, a salivar mentalmente.
Óbvio que passei no supermercado e comprei um saco delas. Óbvio que duas foram esfregadas às calças de ganga e marcharam com casca e tudo antes de chegar a casa. 
Há uns tempos atrás comprava um chocolate ou um bolo. E é isto. Mudar faz bem.

Fim de semana cheio

10 de abril de 2017

Embora os sábados sejam sempre dias especiais, este foi particularmente especial porque fizémos uma ação de rua, fardados, cantámos e distribuímos gratuitamente o livro "História da Esperança".
A minha sobrinha passou duas noites cá em casa, o que é uma alegria imensa para a Diana. É sempre pouco, mesmo assim. Querem sempre mais. 
Fiz pela segunda vez o Bolo de Laranja Inteira da Filipa Gomes. E quer-me cá parecer que vai ser daqueles que vão passar a fazer parte do meu repertório, até enjoar (embora eu ache improvável de acontecer). Todos adoram. É realmente maravilhoso. Fofo e húmido. Fiz na sexta-feira e não "viveu" para ver nascer o domingo. 
No domingo o meu private hairdresser veio pôr termo ao caos que estava o meu cabelo e fez milagres. A sério, é o melhor cabeleireiro do mundo. Gostei muito da cor. Desfruto do prazer momentâneo que é ter cabelo liso porque amanhã puff, já se foi.

Semana 14/52

7 de abril de 2017

O meu irmão fez 18 anos. Chegou à maioridade (com mais ou menos juízo). Daqui para a frente acresce a responsabilidade e espero eu que acresça também a maturidade e a tranquilidade para fazer sempre boas escolhas. A avó Lina também completou 64 anos no mesmo dia. É um dia verdadeiramente de festa na nossa família. Que Deus cuide deles, é o que sempre desejo, ano após ano.
A Primavera está a dar-se ares de Verão. Os dias têm estado quentes e as fotos abaixo ilustram bem os fins de tarde maravilhosos que pude passar no parque da cidade nos dois dias em que fui correr.
Estou a portar-me muito bem e acho que finalmente interiorizei que preciso de me mexer para me sentir bem. Espero manter o foco.
Os miúdos estão de férias desde quarta-feira. Reina a total inércia naquela casa. Quando chegamos parecem lontras estendidas no sofá. Ora a ver televisão, ora no telemóvel, ora deitados ora estendidos, como dizia o outro. 
Ontem deixei-lhes a tarefa de dobrar meias e cuecas, o pai pediu-lhes que fizessem as suas camas de lavado e o Gabriel fez o almoço. 
A Diana trouxe trabalhos de casa, mas resolvi deixar que desfrutassem o dolce fare niente nestes primeiros dias.

Daquelas coisas que me apoquentam

4 de abril de 2017

Vocês sabem, aqueles perfis de Instagram, plenos de viagens e refeições em sítios maravilhosos. São pequenos almoços dignos de um rei, almoços e jantares atrás de almoços e jantares.
Comida perfeitamente fotografada, capaz de engordar quem vê, como eu, apenas pelo poder da observação.
E depois, a dado momento aparece uma foto de corpo inteiro da malta que detém estas contas. Eu à espera de lontras e, c'um catano! Esbeltos e secos que nem carapaus ao sol. 
Como? Expliquem-me!!!

2º período. RIP

4 de abril de 2017

Trabalhar junto a uma escola preparatória significa, a cada final de período escolar, ouvir professoras com voz estridente a emitir ordens via megafone acompanhadas por uma banda sonora que inclui Ed Sheeran, Enrique Iglésias e Shawn Mendes. Em modo repeat. TODA A MANHÃ.

Bem-vindo, Abril!

3 de abril de 2017

"And Spring arose on the garden fair,
Like the Spirit of Love felt everywhere;
And each flower and herb on Earth's dark breast
rose from the dreams of its wintry rest."
Percy Shelley

Semana 13/52

31 de março de 2017

Mais uma semana que passou. 
Os miúdos já só querem que o 2º período termine. As notas não têm sido más. Cada um deles teve apenas um teste negativo, ela a HGP, ele a História. Tendo em conta que fazem dois por disciplina, não é um mau balanço. Esperemos que não se vejam muito prejudicados por isso na nota final. De qualquer forma, ainda têm o 3º período para recuperar se for necessário. 
Continuo na minha caminhada contra o peso a mais e contra a mentalidade de sofá. Ontem fui dar uma corridinha e consegui correr 4 Km em 27 minutos (repartidos, verdade seja dita). Parei ao 3º km para respirar e fazer abdominais e depois continuei e fiz mais 1 km. Na companhia do marido e à luz do dia ainda é melhor.
A Primavera definitivamente instalou-se. Yay! A relva está mais verde que nunca, salpicada de florinhas brancas e malmequeres. As árvores a desabrochar, cheias de rebentos e flores. Nada condizente com minha casa, que está um caos, mas eu tenho andado muito pouco virada para essa cena de fada-do-lar. {suspiro}
Serviços mínimos: roupa lavada e jantar na mesa, aspirar chão e pouco mais. Mas as janelas precisam de ser limpas, o chão lavado, as casas-de-banho bem esfregadas, enfim...sobra tão pouca paciência e tempo para isto. E ao fim-de-semana quero é descansar e passear. Definitivamente não sou Pinterestable! Quando olhar para trás hei-de dizer: limpei pouco mas vivi muito. 

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