O prometido é devido

20 de novembro de 2017

Há coisa de uma semana, prometi aos meus amigos do Instagram que colocava aqui a receita deste prato vegetariano que todos adoram aqui em casa, e que eu vou fazer para o jantar do Dia de Ação de Graças.
Como todos os pratos de forno (que eu adoro!) não requer muito trabalho.
Excepto a pré-preparação da soja.
Para este prato uso a soja em nacos (também há granulada, mais fininha). Costumo comprar a da Salutem, mas esta da área viva do Continente também é boa. Há várias marcas.
Eu faço tudo a olho e quando tenho de partilhar uma receita é um problema, mas aqui vai.

Ingredientes:
2 canecas de soja 
batatas cortadas aos cubos (adequadas ao número de pessoas)
1 cenoura grande cortada aos cubos
3 tiras de pimento vermelho
3 tiras de pimento verde
1 cebola
2 ou 3 dentes de alho picado
brócolos q.b. (a parte da flor)
coentros picados

Como fazer:

Coloquem água a ferver. Depois deitem por cima da soja até ficar toda coberta. Deixem hidratar durante 10 minutos.
Cortem as batatas e as cenouras em cubos. Cortem as flores dos brócolos e partam-nas em pequenos pedaços. Reservar.
Cubram o fundo do tabuleiro com 1 cebola grande cortada em rodelas e o alho picado. Cubram de azeite e disponham as tiras dos pimentos.
Deitem nas batatas e nas cenouras uma colher de sopa de colorau, salpiquem com sal grosso a gosto e mexam com as mãos.
Passem a soja por água fria corrente e espremam todo o líquido muito bem. 
Numa taça, cobrir a soja já espremida com uma colher de sopa de molho de soja e vinho tinto q.b. e deixem absorver a cor. Envolvam um pouco, se necessário.
Deitem tudo no tabuleiro: as batatas, as cenouras, os brócolos e a soja (vinho incluído). Polvilhem generosamente com coentros.
Por fim, adicionem um pouco mais de vinho a 3 ou 4 colheres de sopa de polpa de tomate, acrescentem umas gotinhas de picante (é facultativo, mas eu gosto) e mexam.
Deitem sobre o tabuleiro e voltem a salpicar com colorau para que as batatas possam ficar mais tostadinhas nas extremidades.

Levar ao forno a 180º durante 30 ou 40 minutos, depende do vosso forno. De vez em quando vão mexendo para que a parte de cima não fique demasiado seca, sobretudo porque os brócolos são mais sensíveis ao calor e deixem assar até perceberem que as batatas já estão ok.
Depois, é servir com uma boa salada e saborear.
Espero que gostem, se resolverem experimentar.


Semana 46/52

20 de novembro de 2017

Estamos na contagem decrescente para o Natal...para o fim do ano.
A semana foi igual a tantas outras, sem dramas nem sobressaltos (e ainda bem).
O sol está invicto no seu posto, nuvens nem vê-las. Frio, temos de manhã e ao fim da tarde. A verdade é que está a ser um Novembro muito doce e suave, mas a natureza está a ressentir-se e quem pagará, no fim das contas, a fatura, seremos nós. Ontem fomos ajudar os tios e os avós a apanhar azeitona e a tia dizia que nunca tinha andado na apanha com tanto calor. 
Ir à aldeia enche a nossa memória olfativa de aromas que trazemos connosco para a cidade e que são uma delícia só. Coisas simples, como o cozido da avó, o cheiro dos eucaliptos, as tangerinas apanhadas da árvore e descascadas em andamento e que impregnam tudo à sua volta com aquele aroma cítrico intenso, ou a lenha a crepitar na lareira ao fim do dia.
Vou ser sincera. Os miúdos não ficaram agradados com a ideia de irmos na noite anterior à viagem, porque tinham coisas planeadas e tiveram de faltar (e eu até louvo o espírito de compromisso). Mas dias não são dias e tenho a certeza que no final do dia, o saldo foi bom. Participaram naquele ritual de bater com os paus na oliveira para fazer cair a maior quantidade de azeitonas possível. Ajudaram a recolher o pano. Separaram as azeitonas dos galhos e das ramagens maiores e ajudaram a encher as sacas para enviar para o lagar. O trabalho de ontem vai transformar-se em azeite. E isso não se aprende sentado na sala de aula. Aprende-se no contacto com a mãe natureza, arregaçando as mangas, sentindo o esforço de tirar da terra aquilo que ela nos dá. E o sentimento bom que fica depois do trabalho feito.


A pessoa está naquela altura do mês

17 de novembro de 2017

A pessoa enfardou dois donuts ao pequeno-almoço.
A pessoa depois queixa-se.

Vocês não perguntaram, mas eu respondo

15 de novembro de 2017

É do conhecimento geral que sou uma chorona inveterada.
Mas os filmes em que mais chorei na vida?
Estes:

Mais um ano em que se cumpre a tradição

15 de novembro de 2017

{pijamas de Natal da vertbaudet} ♥

p.s. desculpa, filho. prometo que é só mais este ano.

Pequenos apontamentos domésticos

13 de novembro de 2017

Pai tenta a todo o custo (muito mais do que eu, confesso) obrigá-los a comer laranja (e fruta no geral).
Se não controlamos a ingestão de fruta deles, das duas uma, ou não comem ou a coisa varia entre a banana e a maçã. Ora que isso não está ok.
Num desses fins de almoço maravilhosos o pai disse hoje-é-laranja-e-não-quero-refilices e o Gabriel, faz aquela cara de quem vai a um velório, porém  respira fundo, come e cala e ainda lança a farpa à irmã (nunca perde a oportunidade) come-isso-e-pronto-pá-não-sejas-bebé. A Diana, drama queen, já no auge da lamúria, com várias lágrimas de crocodilo a quererem rolar bochecha abaixo diz ao pai:
- não tenho a culpa que o espermatozóide que escolheste para mim não gostasse de laranja!
Concluímos portanto que ela é a vítima das fracas capacidades de escolha do pai quanto a espermatozóides (tanto espermatozóide amante de laranja...como é que ele foi capaz!). Apanhada nessa rede do destino reprodutivo, sem ter por onde fugir. Encurralada nessa tortura dos citrinos sem ter feito nada para o merecer.
Entretanto o pai saiu de casa para ir beber café e ela, com aquele olhar do gato das botas do Shreck, implora-me, sussurrando (porque sabe que eu sou mole nestas coisas):
- mãe, vá lá, o pai agora não está aqui, só me falta um quadradinho. Come tu!
Muito embora rindo por dentro, mantive-me firme (e quem conhece a peça sabe que ela implorou 3425 vezes, só para me extenuar) e disse-lhe que tinha de ser ela a comer.

Semana 45/52

13 de novembro de 2017

Esta foi a semana de ressaca. A semana para digerir tudo o que os olhos viram e o coração sentiu. Aquela semana agridoce. O tempo já refrescou um pouquinho em terras lusitanas. A chuva continua a ser um desejo por realizar e espero que não venha de rompante para estragar este solo, já tão fustigado. 
 Mas já abrimos a época da manta pelas pernas e da pantufa. Dos pratos de forno e do bolinho ao domingo à tarde. As manhãs e as noites já são de Outono à séria. 
 Que o Novembro seja doce e acolhedor e que o tempo passe devagar. Gosto tanto deste dias até ao Natal que é uma pena quando passa a correr.

Presente situação

9 de novembro de 2017

Comprámos 3 pacotes de bolachas na terça-feira. Ontem à noite já não havia nenhum.
As tabletes de chocolate desaparecem sem que lhes consigamos sentir o cheiro.
O pão é devorado à velocidade da luz. 
Se, ao jantar (ou almoço), não houver dose extra para repetir levamos com aquele olhar entre o desespero e a incredulidade "como, não há mais?"

Ode aos meus pais

7 de novembro de 2017

o·de 

substantivo feminino

1. [Antigo] Poesia própria para canto.

2. Composição poética, laudativa ou amorosa, dividida em estrofes simétricas.

Não, não vou escrever um poema, mas é de certa forma poética, laudativa e amorosa
a gratidão que sinto por os ter na minha vida e na vida dos meus filhos.
Estes nossos 6 dias de passeio a dois, em tempo de aulas, só foram possíveis porque eles saíram do conforto da casa deles e vieram para a nossa, para cuidar dos netos e acautelar as rotinas.
E não só... sou agora a feliz detentora de um fogão meticulosamente limpo e de duas casas de banho implacavelmente esfregadas. 
Não herdei esta veia para fada do lar, lamentavelmente.
Herdei outras coisas, de ambos, que davam outro post. 
Mas o que queria mesmo dizer é que, de todas as riquezas que podia ter, tenho a melhor de todas. A minha família. A minha família imperfeita.
E este amor, que sinto racional e isento e não totalmente toldado pela emoção de se ser simplesmente avô, ou de ter simplesmente netos, é o que eu espero um dia poder oferecer aos filhos dos meus filhos.
Com todos os defeitos que têm (temos todos), são preciosos para mim, para nós.
Sei que veem os meus filhos como são. Com o bom e mau. E amam-nos como eu. O pacote total. Haja o que houver.

{também sou grata pela maionese caseira que está a refrescar no meu frigorífico ♥}

Florença ♥

7 de novembro de 2017

No sábado de manhã, a alvorada foi de madrugada. Às 5:45 já estávamos a apanhar o comboio para Florença. A viagem demora cerca de hora e meia. Comprei os bilhetes ainda em Portugal, online. Super pacífico. Ficámos alojados mesmo no centro, e nesse aspeto, foi bem melhor do quem em Roma. Íamos para todo o lado sem nos afastarmos muito de "casa". 
Gostei muito, muito de Florença. Apesar de haver muitos turistas nas ruas (perdi a conta aos grupos de chineses que ali andavam, em Roma igual) a cidade é mais próxima das pessoas. A Piazza del Duomo é coroada por aquela Basílica lindíssima. As ruas são pequenas, estreitas, empedradas e ladeadas por pequenos restaurantes, cafés, lojas, todos decorados de forma acolhedora e original. As esplanadas nas muitas praças. Acho mesmo que Itália é um conjunto de Piazzas.
O rio atravessa a cidade e há várias pontes a ligar as duas margens. Claro que a Ponte Vecchio é a jóia da coroa. Já sabia que ia ficar apaixonada e fiquei. Atravessámos para o outro lado e subimos uma escadaria imensamente íngreme até à Piazza Michelangelo. Mas valeu a pena. A vista é soberba.  
No domingo, foi um dia perdido. O temporal foi feroz todo o dia. Chuva non-stop, relâmpagos e trovoada. Saímos para tomar o pequeno-almoço e depois só voltámos a sair para jantar. O dia foi salvo quando entrámos nas premissas do Palazzo Vecchio e quatro almas talentosas tocavam os seus instrumentos de forma magistral. A acústica daqueles arcos e colunas era perfeita e a música comovente. Trouxe Florença no coração. ♥ {e deem-me todo o queijo pecorino do mundo com mel, azeite e nozes, terei ancas ainda mais anafadas, mas serei infinitamente feliz}




{estátua de João Batista que achei muito próxima da descrição bíblica, o beijinho dos namorados foi bónus)

(adenda: o melhor chocolate quente bebe-se aqui, no Dondino. de nada.)

Roma ♥

7 de novembro de 2017

Novembro chegou, e com ele trouxe o momento de desfrutar da minha prenda de aniversário.
Partimos no dia 1, feriado, e o voo atrasou 2 horas por conta do nevoeiro cerrado que se fazia sentir em Lisboa nesse dia.
Um bocadinho frustrados por perder todo o dia, chegámos a Roma ao fim da tarde. Às 17h30 já era noite escura. Ainda assim, cheios de vontade de explorar, lá fomos à descoberta.
O metro de lá é uma sombra do nosso. Só há duas linhas e nenhuma delas passa pelo meio da cidade, calculo que para não correrem o risco de danificar o subsolo sob todas aquelas ruínas históricas. Então o verbo foi mesmo andar, andar, andar. Fomos de metro até à Piazza del Popolo. Seguimos a pé até à Piazza di Spagna, comemos umas castanhas assadas e ao virar uma esquina absolutamente comum demos de caras com a Fontana di Trevi. A pessoa até fica sem ar de tão despreparada que está para contemplar tal obra de arte.
Passámos pelo Panteão e pelo Templo de Adriano e por fim, com a barriga a dar horas, parámos num dos inúmeros restaurantes de rua, amorosos e acolhedores para saborear uma pasta. O ambiente nas ruas é animado e o aroma é de dar fome, mesmo.
Já cansados, percorremos o caminho até à estação de metro do Coliseu, para regressar ao nosso quarto, perto da Estação Termini. E que visão...o monumento em honra de Vitório Emanuel, primeiro rei de Itália, é de um portento inexplicável. Colocar um carro puxado a cavalos, conduzido por homens com asas e de ar heróico no topo de qualquer edifício é meio caminho andado para imprimir no observador um espírito de deslumbramento e temor. 
E depois, mesmo ao fim da mesma avenida, revelando os seus contornos à medida que avançamos, ei-lo, o Coliseu.
Não vou ser exaustiva, para não aborrecer quem lê, mas gostámos muito da zona de Trastevere, pitoresca e casual. O caminho ao longo do rio Tevere é maravilhoso, sob as árvores a mudar a cor das folhas, inclinadas perante as margens do rio. A Praça de S. Pedro, e todos aqueles edifícios à volta é, também ela, uma zona grandiosa. Nesse dia apanhámos uma bela duma chuvinha. Mas depois da chuva parar, tudo ficou mais bonito.
E Roma é isto. Um colosso. 







Sim... eu tenho problemas

31 de outubro de 2017

Coisas que esta pessoa diz ao marido, com cara de quem está a falar do que vai fazer para o jantar, sempre que tem de se separar dos filhos e isso envolve andar de avião:
- a ver se não me esqueço de deixar cá os cartões de cidadão deles. Assim, se nos acontecer alguma coisa, é menos um stress burocrático para os meus pais resolverem.
A pessoa, a querer ser control freak, mesmo depois de morta.
(alguém que me interne, por favor)

Semana 43/52

30 de outubro de 2017

A semana voou. A hora mudou. 
Nunca esteve um tempo destes na altura da mudança da hora...as noites têm estado amenas, como às vezes não estão no Verão.
Comi castanhas, uma meia dúzia, para não dizer que não molhei o bico este Outono, mas não sei se vou comer muitas mais. 
O corpo está aqui, mas a mente já vagueia pela cidade eterna...o que levar na mala, o que vestir, deixar as roupas organizadas para os miúdos, deixar tudo para os meus pais poderem organizar as rotinas sem stress. 
Parte de mim anseia partir. Conhecer lugares novos é sempre um estímulo fantástico à vida.
Mas a outra parte já tem saudades, mesmo antes de levantar voo.

Aprendam, que eu não vivo sempre

26 de outubro de 2017

Se, por algum mistério da maternidade, ficarem curiosas em relação a algum aspecto da vida do vosso adolescente, NÃO RECORRAM, eu repito, NÃO RECORRAM, aos préstimos da (s) cria (s) mais nova (s). 


Dado que as imagens falam por si, sublinho, cuidado com as ironias por escrito.
Escusam de agradecer.
Já eu, estou queimada para sempre nos autos.

Semana 42/52

23 de outubro de 2017

Foi, por assim dizer, a semana da graça neste Outono que parece Verão...
Tivémos temperaturas abaixo de 25º e chuva. Não o suficiente, obviamente. Muito longe disso, mas deu para matar saudades do cheiro a terra molhada. Deu para ver os meus projetos de brócolos no quintal crescer em 3 dias o que não cresceram numa semana. 
Estive sozinha com os miúdos a maior parte do tempo, porque o pai esteve fora, por isso os dias foram mais cansativos que o costume. Por outro lado, pedi para entrar mais tarde ao serviço e pude estar com eles de manhã, coisa que habitualmente não acontece.
Ontem passei o dia quase todo enfiada no shopping (não morro de amores), porque eles precisam de renovar o guarda-roupa. Que eles crescem de estação para estação já não é novidade mas, este ano em particular, ficaram bastante desfalcados e juntámos muita coisa para dar.
Agora já só penso na viagem, no que levar na mala e no que deixar pronto em casa para facilitar a logística aos meus pais, que ficarão a comandar as tropas na nossa ausência.

Só...

17 de outubro de 2017

...para dizer que faltam 9 semanas para o Natal.

{clicar na imagem para inspiração}

Semana 41/52

17 de outubro de 2017


{bolo lindo da Migalha Doce}


O dia de ontem foi de tanta perplexidade e tristeza que nem fui capaz de articular um texto ou de abrir o blog. Metade do país esteve a arder e, infelizmente, houve perdas humanas...demasiadas. As temperaturas têm estado elevadas para uma época do ano em que já devia ter chovido, especialmente depois de um verão tão seco.
Choveu ontem, finalmente, mas o mal já estava feito (maldade pura, pois acredito que foram todos fogos com origem criminosa) e agora há muitas famílias a fazer contas aos estragos, e à dor de um coração vazio pela perda de alguém querido.
Acho que ninguém estava preparado para ver uma tragédia destas acontecer novamente em tão pouco tempo.
Logo esta que foi uma semana de celebrações para nós, teve de terminar com este peso de tristeza...
A Diana completou 11 anos e a minha irmã 37. Agradecemos a Deus a vida que lhes concedeu, e concede, e pedimos a Sua benção e proteção para o novo ano que se seguirá.
Hoje estão 17ºC. Anseio por este Outono que demora. Espero que seja desta.
O pai está fora e isso representa mais trabalho e desgaste para mim. Eles estão tão preguiçosos...perco a conta às vezes intermináveis que repito pedidos para que tomem banhos, para que lavem os dentes, para que venham para a mesa jantar, para que arrumem as mochilas, para que ponham a mesa. É tudo muito difícil e chato. É tudo um enfado. 
Muita paciência e calma, precisa-se por aqui. Porque não quero perder as estribeiras nem elevar a voz a decibéis não recomendáveis. Primeiro, porque não é de todo producente e segundo porque me aflige o espírito e fico mais amarga e rezingona. E é tão aborrecido estar permanentemente com este (des)humor.

Inspira, expira...

12 de outubro de 2017

De cada vez que uma viagem se aproxima, enfrento o meu (bom, não direi medo de voar, mas) medo que o avião caia. Voar é bom. É mágico. Mas é um risco. Porque dependemos da máquina, da perícia daqueles que a inspecionam e mantêm, dos pilotos, do tempo...enfim...
De cada vez que uma viagem se aproxima, enfrento a minha pequenez e relembro-me que não sou eu que controlo tudo. 
De cada vez que uma viagem se aproxima, repito muitas vezes, para não me esquecer, que há Alguém que cuida de mim...

Sabem uma coisa?

11 de outubro de 2017

Há 4 anos escrevi isto. Poderia escrevê-lo de novo. O desafio permanece.
Uma certeza porém: tenho aqui uma amiga para a vida. 
Parabéns, filha, pelos teus 11 anos! ♥

Quem está a travar as tuas batalhas?

10 de outubro de 2017

Este sábado ouvi um dos sermões que mais me tocou nos últimos tempos.
Há pessoas que têm o dom de nos falar ao coração, e o Pr Bradshaw tem essa capacidade.
Eu não sou dotada como ele, mas em resumo, quando tentamos travar as nossas batalhas assentes apenas na nossa força, o mais certo é fracassarmos. Porque os planos de Deus nem sempre são os nossos planos. O tempo D'Ele nem sempre é o nosso tempo.
Lembrou-nos de como o povo de Israel derrubou as muralhas de Jericó com um potente grito, ou como Gideão enfrentou um exército de milhares com apenas três centenas de homens.
Visto assim, de fora, podemos pensar: Grandes doidos!
E é verdade que há uma certa dose de loucura nisto da fé. A loucura de ter a certeza de que quem não vemos está ao nosso lado.
E eu quero lembrar-me disto sempre que, perante uma dificuldade, uma preocupação, uma dúvida, me sentir tentada a arranjar uma solução minha, sem antes me pôr de joelhos.

"O Senhor, pois, é Aquele que vai adiante de ti; Ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes."
Deuteronómio 31:8

3 weeks to go and counting ♥

10 de outubro de 2017

At last

10 de outubro de 2017

Poderei, ou não, derramar uma pequena lágrima de emoção. ☂
Será que é desta que o Verão sai de fininho?

Trivialidades

9 de outubro de 2017

Quando desejamos ardentemente que o tamanho 13/14 da secção de criança nos sirva.

Semana 40/52

9 de outubro de 2017

Para mim, foi uma semana curtinha. (esta segunda-feira está a custar!)
Aproveitámos o feriado com apenas uma filha (mais velho foi para uma festa de aniversário) e fomos passear até à Quinta da Regaleira.
Isto começa a ser repetitivo, mas o calor continua...
Apesar de tudo, no início da manhã, ali em Sintra, foi bom sentir o fresquinho outonal, naquelas ruas estreitas sob a cúpula e as ramagens de muitas árvores frondosas. Os castanheiros estavam ao rubro e apanhámos muitos ouriços abertos e "recheados" do chão.
A Quinta é lindíssima. Os palacetes, grutas, jardins. Os bancos em sítios românticos, o lago, as pequenas cascatas. Gostei muito de conhecer.
Entretanto o sol brilhava em pleno e fomos almoçar à Ti Matilde, na Ericeira. Peixe fresco do bom com vista para o mar (o pior foi a hora - literal - de espera, temos de aprender a fazer reserva, sobretudo quando é feriado).
Na sexta-feira, miúdos na escola, marido a trabalhar e eu, fiz ponte.
O pináculo da paz. Uma manhã sozinha. Sofá, pequeno-almoço devagar, abrir janelas, ler...
Já no sábado, o miúdo foi para Lisboa com o avô, o marido foi trabalhar e as miúdas da casa tiveram um dia sozinhas. Yu-hu!
Almoçámos uma das comidas que mais gostamos, guisado de lentilhas com cogumelos (sim, eu não direi que venderia a primogenitura como Esaú, mas com muita fominha, talvez vendesse qualquer coisa por um guisadinho) e, para sobremesa mousse de chocolate. (que gulosas!)
Convenci-a (sim, que isto para os tirar de casa é preciso um requerimento) a ir dar um passeio ao Parque da Paz. Foi dar pão aos patos e depois fez uma recolha de elementos de outono para pôr no quarto dela.
Ontem, rendendo-me às evidências, lá fui à praia. O termómetro continua a bater nos 30º quase todos os dias. E fomos brindados por mais um pôr-do-sol majestoso. Não fui à água, mas o meu marido e os miúdos mergulharam. A mim bastou-me molhar os pés, qual velhinha, e ouvir o mar.
No pensamento, três coisas: agradecer, agradecer, agradecer.

Inspiração à terça

3 de outubro de 2017

Podemos inspirar-nos em qualquer dia da semana, mas o título soou-me bem.
Ora que o aniversário da miúda está às portas. Ora que quis uma festa pijama. Ora que a mãe está sempre a magicar coisas e a bem dizer não há coisa que mais inspire a mãe que o mês de Outubro.
Ora que o Pinterest é a fonte de toda a frustração das expectativas realistas, mas a mãe adora!
E eis que o brainstorming foi parar aqui:
{clicar na imagem}

Semana 39/52

2 de outubro de 2017

Despedimo-nos de Setembro e recebemos (eu, com alegria e de braços abertos) Outubro.
As temperaturas, essas, não descem. Acho que o Outono foi promovido a "verão de s. martinho" até chegar o Natal, altura em que, com alguma sorte, talvez o tempo se assemelhe a qualquer coisa parecida com o Inverno.
O aquecimento global não é uma invenção da ciência, é bem real e a cada ano que passa sinto as meias-estações mais diluídas. 
Quem, como eu, gosta mais do fresquinho, entrega-se ao saudosismo de outros Outonos, dignos do nome. E lamenta a ausência das primeiras chuvas, que por esta altura já brindavam a terra, que tanto precisa de água...tanto...as reservas de água no nosso país têm descido vertiginosamente nos últimos anos.
Os miúdos já marcaram os primeiros testes nas suas agendas. Andam impossíveis, desarrumados e embirrantes. Nada de novo neste capítulo. Ela anda a massacrar-me porque quer unhas à francesa (what?) e caracóis no cabelo no dia do seu aniversário. Socorro!!! 
- não te esqueças de pedir a máquina dos caracóis à avó! TODOS os dias, desde Junho. 
Ontem esperei pelas 18h (altura em que o termómetro já estava nos 26º, tolerável, vá) e fui ao parque da cidade, porque ao menos lá as folhas já começaram a mudar de cor e a cair no chão e a luz dourada de fim de dia envolve o lago numa atmosfera mágica. E gosto mesmo de estar no meio da natureza. Os miúdos não quiseram ir. Eu fico triste. Não digo que não gosto dos momentos de silêncio, do fechar os olhos e do respirar fundo que estar só me permite, porque estaria a mentir. Mas lamento por eles, que cada vez menos querem sair de casa. E se há alturas em que me imponho e obrigo, há outras em que, honestamente, já não tenho forças para estes constantes braços de ferro.
Lamentos à parte, o meu trimestre preferido começou e quero desfrutar dele ao máximo.
 {numa das fotos veem o diário gráfico, fantástico, baseado no "Diário de Anne Frank", aconselho vivamente para miúdos que não gostam de ler}
{parque da paz ♥}

E hoje acordei triste, não porque seja uma pessoa presa a questões políticas, mas ao fim de 41 anos de liderança comunista na minha cidade, isso mudou. O meu voto foi sempre emocional, sempre, e hoje senti um vazio pequenino na minha identidade bairrista.

Semana 38/52

25 de setembro de 2017

{almoço no A Luz Ideal}

Foi uma semana tranquila. As manhãs e os fins de tarde já se vestiram da brisa outonal. O casaquinho já foi adicionado à indumentária (que ainda é de verão). As sandálias já foram substituídas pelos ténis, mas à hora de almoço, quando saio para desentorpecer as pernas, o sol ainda brilha com intensidade e o calor ainda se faz sentir na pele. 
A manta do Gabriel já vai lançada. tenho muitos grannysquares para unir nos próximos tempos. Falta-me lã branca. A ver se trato do assunto esta semana.
Na sexta-feira fiz tarte de maçã. Ficou muito melhor do que da primeira vez (experimentei o ano passado). E a bolinha de gelado de baunilha a acompanhar faz mesmo toda a diferença. A receita é da Joana Roque. Toda a gente aprovou. É uma delícia, fácil de fazer e transporta-nos, definitivamente, para o Outono.

No sábado à noite tivémos uma folga dos filhos, que foram dormir a casa de uns amigos (obrigada M.!) e estes momentos sabem sempre tão bem. Não haver ninguém a requerer a nossa atenção, não nos serem disparadas mil perguntas por minuto, o nosso cérebro em silêncio. Jantar fora só os dois. Ir ouvir uma musiquinha ao vivo, deitarmo-nos descontraídos, sem hora para acordar. Sermos só nós, sem ordens em decibéis não muito recomendáveis, sem reclamações, sem sopros e revirar de olhos. Ter filhos não cansa, mas educá-los é desgastante. Em bom, mas mesmo assim, cansativo. Estas bolhas de oxigénio são mais do que importantes, são muito necessárias. Para nós e para eles.
Os miúdos, com as diferenças de temperatura dos últimos dias, já se começaram a ressentir. Ontem já houve queixas de dores de cabeça e de garganta. Já tive de resgatar o ben-u-ron ao cesto dos medicamentos. Espero que seja só uma coisa passageira de mudança de estação e que não venham para aí já maleitas e febres.
Ontem fui comprar uns trapinhos para eles que, diga-se de passagem, não páram de crescer e estão quase sem nada para vestir. Comprei uma camisa tamanho 13/14 para a Diana, que ela achou que lhe ficava muito larga e fiquei com ela para mim. É o que dá ser pequena. Falta-lhe um mero centímetro para apanhar a sua mãe. (suspiro)

Está oficialmente aberta a contagem decrescente para o aniversário da miúda. TODOS os dias nos relembra do facto, porque OBVIAMENTE vamos esquecer-nos. 

Estou? É a mãe...

20 de setembro de 2017


{folha para afixar no meu frigorífico} 

Tempos difíceis requerem medidas desesperadas.

Sou uma insensível

19 de setembro de 2017

O meu pai está reformado. As reformas do comum mortal não só não são milionárias como estão bem aquém de serem modestamente confortáveis. O meu pai até tem disponibilidade, mas a gasolina não é de graça. O meu pai estraga a minha filha com mimos (e não estou a falar de coisas materiais). A minha filha não gosta nada de mimos (cof, cof). A minha filha determinou, sim leram bem, em conversações paralelas à minha pessoa, que o avô tem de ir buscá-la às 2ªs, 3ªs e 5ªs. A minha filha disse-me que está muito zangada comigo porque eu disse ao avô para não a ir buscar. Querer que sua excelência ganhe confiança e autonomia, onde já se viu!
Alega que só tem 10 anos (quando lhe interessa tem quase 11). Alega que eu quero que ela sofra. E se chove, e porque fica de noite (sai sempre da escola de dia) e se alguém a rapta. Sou só uma criança! - disse. 
Por último rematou a argumentação dizendo que o avô é meu pai e que, por isso, eu não mando nele.

Da make-over à sala

18 de setembro de 2017




As fotos são de telemóvel...um bocado manhosas, mas...finalmente, a minha sala está ao meu gosto. Finalmente tenho a minha poltrona. ♥ O sofá é super confortável. Os móveis são brancos e ocupam o mini espaço de parede junto à janela na perfeição. Quando se tem espaços pequenos, há que fazer render a altura. Livrei-me do verde da outra parede e, graças à generosidade e habilidade do meu cunhado, que dispendeu de um domingo para nos fazer este trabalho, só tive gastos com o material, umas placas de cerâmica que imitam o tijolo burro na perfeição (mas na versão branquinha). Coloquei uma mesa de apoio para guardar as mantas e pôr o telefone e outras tralhas (não se vê bem na imagem). Plus, móveis e sofás que permitem aspirar e lavar por baixo é fantástico. Acumula-se muito menos lixo e pó.
 E pronto, estou feliz. Porque a nossa casa é onde nos devemos sentir mais confortáveis, não é?

Semana 37/52

18 de setembro de 2017

Foi semana de regresso às aulas. Os livros já estão (quase) todos forrados. As escolas são as mesmas, os colegas quase todos os mesmos do ano passado por isso não houve adaptações de maior.
Os professores, alguns são novos, mas para já, parecem ter sido mudanças boas.
Os horários são porreiros.
E retomei a minha rotina matinal de preparar marmitas para três. Yay! (só que não)

Onde estavas no 11 de Setembro de 2001?

11 de setembro de 2017

Eu tinha 22 anos.
Estava a trabalhar num colégio e tinha ajudado a dar os almoços aos meninos do pré-escolar que tinham entretanto ido para o recreio. Depois de terminar de almoçar, acendemos a televisão porque na sala dos professores alguém disse que um avião tinha embatido numa das Torres Gémeas em Nova Iorque.
Assisti em direto ao embate do segundo avião. Incrédula. Pasma. Horrorizada. 
Foi, para mim, o dia que mudou tragicamente o século XXI. Em que a palavra terrorismo passou a fazer parte do nosso dia-a-dia. Em que o medo entrou de rompante pelo Ocidente. Em que a palavra vulnerabilidade se materializou como nunca dantes nas inúmeras vidas perdidas naquele dia fatídico.


Mais do que todas as imagens da queda das torres, das chamas, dos aviões a precipitarem-se a alta velocidade edifícios adentro, foi esta que ficou gravada nas minhas retinas e durante muitas semanas a revi, em loop, na minha mente. 
Não se esquece. Nunca. E acredito que, 16 anos volvidos, os lugares vazios deixados por quem partiu naquele dia, continuam cá, como feridas abertas no coração de quem os perdeu.

Estou a ler um livro cujo o título é "Anything is Possible".
A dada altura diz assim:
"It seemed the older he grew (...) the more he understood that he could not understand this confusing contest between good and evil, and that maybe people were not meant to understand things here on earth." by Elizabeth Strout

Mayday, Mayday!

11 de setembro de 2017

Ainda não forrei um único livro. As aulas começam depois de amanhã.

Semana 36/52

11 de setembro de 2017

Esta foi a semana do nosso aniversário de casamento. 15 anos de papel passado. 15 anos a construir e a olear a máquina que impulsiona a nossa felicidade. Às vezes é preciso substituir umas peças. Outras vezes parece que não quer funcionar. Noutras trabalha a todo o vapor. Tudo faz parte disto a que chamamos vida. E quando escolhemos alguém para partilhar a nossa história neste mundo, estamos mesmo a escolher a base do nosso futuro. Se é risonho ou sombrio, depende de nós. Dos dois. Resistimos aos desafios dos filhos bebés. Já estamos quase a penetrar nos meandros da adolescência. Desejem-nos sorte! Reformulo. Sorte não, muito trabalho! Daquele bom, que dá gozo, que faz valer a pena.

{almoço de celebração no Masstige Avenidas...este risotto!}
O fim-de-semana recheou-se de sol, apesar de as temperaturas terem baixado um pouco, para gáudio da minha pessoa. Já a antecipar a entrega dos novos móveis/sofás para a sala, passámos a manhã a destralhar tudo o que era cestos, caixas e prateleiras. Guardar o essencial, deixar ir o supérfluo, o que já não faz falta. A tarde, passámo-la à beira-mar. E pudémos desfrutar de mais um pôr-do-sol magnífico na Praia da Riviera. O céu em tons de azul e rosa, que depressa deu lugar a um laranja quase rubro a misturar-se com o azul escuro do anoitecer. Muitas gaivotas, música ao vivo, o burburinho de pessoas felizes e descontraídas. O som do fim do verão, quase a chegar. 

Ando com desejos

6 de setembro de 2017

Não sei se também vos acontece, mas há momentos em que apetece mesmo comer um certo tipo de comida ou um prato específico e, se não der para satisfazer o desejo na hora, a coisa vai se estendendo por vários dias, ou mesmo semanas.
O desejo do momento, por estas bandas, são fatias douradas, ou rabanadas, ou french toasts, é como vos soar melhor, mas vai dar ao mesmo e há um sem número de variantes na forma como são feitas.
Vou ter de experimentar estas. É que não vai dar para aguentar muito mais tempo.

Semana 35/52

1 de setembro de 2017

Dissémos adeus a Agosto. De certa forma, temos o mês de Setembro para nos despedirmos do Verão. Há quem comece logo a achar que isto é um portal e que se sai do 31 de Agosto para se entrar no 1 de Setembro via-rápida para o Outono. Calma, malta! Não estamos na Finlândia. E se eu sou uma pessoa do Outono...
Mas, devagar... Um dia de cada vez...
Exemplo disso foram os primeiros dias desta semana, cheios de chuva, daquela mesmo forte e o resto da semana com dias quentes. As manhãs e os fins de dia já se fazem acompanhar daquele fresquinho tão outonal, mas ainda não é Outono. 
Devagar...para que tudo chegue no momento certo e o corpo se habitue, a mente encaixe e o coração viva. Guardar tudo cá dentro, porque o tempo é precioso.
Os miúdos já estão a fazer a contagem decrescente para o início das aulas. Não com grande ânimo, verdade seja dita...mas há factos incontornáveis que mais vale aceitar. As mochilas estão a postos. O material comprado. Falta só saber horários e em que dia concreto começa a rotina.
Este fim-de-semana vamos fazer uma pequena make-over à sala. Depois mostro fotos.
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