Sou uma insensível

19 de setembro de 2017

O meu pai está reformado. As reformas do comum mortal não só não são milionárias como estão bem aquém de serem modestamente confortáveis. O meu pai até tem disponibilidade, mas a gasolina não é de graça. O meu pai estraga a minha filha com mimos (e não estou a falar de coisas materiais). A minha filha não gosta nada de mimos (cof, cof). A minha filha determinou, sim leram bem, em conversações paralelas à minha pessoa, que o avô tem de ir buscá-la às 2ªs, 3ªs e 5ªs. A minha filha disse-me que está muito zangada comigo porque eu disse ao avô para não a ir buscar. Querer que sua excelência ganhe confiança e autonomia, onde já se viu!
Alega que só tem 10 anos (quando lhe interessa tem quase 11). Alega que eu quero que ela sofra. E se chove, e porque fica de noite (sai sempre da escola de dia) e se alguém a rapta. Sou só uma criança! - disse. 
Por último rematou a argumentação dizendo que o avô é meu pai e que, por isso, eu não mando nele.

Da make-over à sala

18 de setembro de 2017




As fotos são de telemóvel...um bocado manhosas, mas...finalmente, a minha sala está ao meu gosto. Finalmente tenho a minha poltrona. ♥ O sofá é super confortável. Os móveis são brancos e ocupam o mini espaço de parede junto à janela na perfeição. Quando se tem espaços pequenos, há que fazer render a altura. Livrei-me do verde da outra parede e, graças à generosidade e habilidade do meu cunhado, que dispendeu de um domingo para nos fazer este trabalho, só tive gastos com o material, umas placas de cerâmica que imitam o tijolo burro na perfeição (mas na versão branquinha). Coloquei uma mesa de apoio para guardar as mantas e pôr o telefone e outras tralhas (não se vê bem na imagem). Plus, móveis e sofás que permitem aspirar e lavar por baixo é fantástico. Acumula-se muito menos lixo e pó.
 E pronto, estou feliz. Porque a nossa casa é onde nos devemos sentir mais confortáveis, não é?

Semana 37/52

18 de setembro de 2017

Foi semana de regresso às aulas. Os livros já estão (quase) todos forrados. As escolas são as mesmas, os colegas quase todos os mesmos do ano passado por isso não houve adaptações de maior.
Os professores, alguns são novos, mas para já, parecem ter sido mudanças boas.
Os horários são porreiros.
E retomei a minha rotina matinal de preparar marmitas para três. Yay! (só que não)

Onde estavas no 11 de Setembro de 2001?

11 de setembro de 2017

Eu tinha 22 anos.
Estava a trabalhar num colégio e tinha ajudado a dar os almoços aos meninos do pré-escolar que tinham entretanto ido para o recreio. Depois de terminar de almoçar, acendemos a televisão porque na sala dos professores alguém disse que um avião tinha embatido numa das Torres Gémeas em Nova Iorque.
Assisti em direto ao embate do segundo avião. Incrédula. Pasma. Horrorizada. 
Foi, para mim, o dia que mudou tragicamente o século XXI. Em que a palavra terrorismo passou a fazer parte do nosso dia-a-dia. Em que o medo entrou de rompante pelo Ocidente. Em que a palavra vulnerabilidade se materializou como nunca dantes nas inúmeras vidas perdidas naquele dia fatídico.


Mais do que todas as imagens da queda das torres, das chamas, dos aviões a precipitarem-se a alta velocidade edifícios adentro, foi esta que ficou gravada nas minhas retinas e durante muitas semanas a revi, em loop, na minha mente. 
Não se esquece. Nunca. E acredito que, 16 anos volvidos, os lugares vazios deixados por quem partiu naquele dia, continuam cá, como feridas abertas no coração de quem os perdeu.

Estou a ler um livro cujo o título é "Anything is Possible".
A dada altura diz assim:
"It seemed the older he grew (...) the more he understood that he could not understand this confusing contest between good and evil, and that maybe people were not meant to understand things here on earth." by Elizabeth Strout

Mayday, Mayday!

11 de setembro de 2017

Ainda não forrei um único livro. As aulas começam depois de amanhã.

Semana 36/52

11 de setembro de 2017

Esta foi a semana do nosso aniversário de casamento. 15 anos de papel passado. 15 anos a construir e a olear a máquina que impulsiona a nossa felicidade. Às vezes é preciso substituir umas peças. Outras vezes parece que não quer funcionar. Noutras trabalha a todo o vapor. Tudo faz parte disto a que chamamos vida. E quando escolhemos alguém para partilhar a nossa história neste mundo, estamos mesmo a escolher a base do nosso futuro. Se é risonho ou sombrio, depende de nós. Dos dois. Resistimos aos desafios dos filhos bebés. Já estamos quase a penetrar nos meandros da adolescência. Desejem-nos sorte! Reformulo. Sorte não, muito trabalho! Daquele bom, que dá gozo, que faz valer a pena.

{almoço de celebração no Masstige Avenidas...este risotto!}
O fim-de-semana recheou-se de sol, apesar de as temperaturas terem baixado um pouco, para gáudio da minha pessoa. Já a antecipar a entrega dos novos móveis/sofás para a sala, passámos a manhã a destralhar tudo o que era cestos, caixas e prateleiras. Guardar o essencial, deixar ir o supérfluo, o que já não faz falta. A tarde, passámo-la à beira-mar. E pudémos desfrutar de mais um pôr-do-sol magnífico na Praia da Riviera. O céu em tons de azul e rosa, que depressa deu lugar a um laranja quase rubro a misturar-se com o azul escuro do anoitecer. Muitas gaivotas, música ao vivo, o burburinho de pessoas felizes e descontraídas. O som do fim do verão, quase a chegar. 

Ando com desejos

6 de setembro de 2017

Não sei se também vos acontece, mas há momentos em que apetece mesmo comer um certo tipo de comida ou um prato específico e, se não der para satisfazer o desejo na hora, a coisa vai se estendendo por vários dias, ou mesmo semanas.
O desejo do momento, por estas bandas, são fatias douradas, ou rabanadas, ou french toasts, é como vos soar melhor, mas vai dar ao mesmo e há um sem número de variantes na forma como são feitas.
Vou ter de experimentar estas. É que não vai dar para aguentar muito mais tempo.

Semana 35/52

1 de setembro de 2017

Dissémos adeus a Agosto. De certa forma, temos o mês de Setembro para nos despedirmos do Verão. Há quem comece logo a achar que isto é um portal e que se sai do 31 de Agosto para se entrar no 1 de Setembro via-rápida para o Outono. Calma, malta! Não estamos na Finlândia. E se eu sou uma pessoa do Outono...
Mas, devagar... Um dia de cada vez...
Exemplo disso foram os primeiros dias desta semana, cheios de chuva, daquela mesmo forte e o resto da semana com dias quentes. As manhãs e os fins de dia já se fazem acompanhar daquele fresquinho tão outonal, mas ainda não é Outono. 
Devagar...para que tudo chegue no momento certo e o corpo se habitue, a mente encaixe e o coração viva. Guardar tudo cá dentro, porque o tempo é precioso.
Os miúdos já estão a fazer a contagem decrescente para o início das aulas. Não com grande ânimo, verdade seja dita...mas há factos incontornáveis que mais vale aceitar. As mochilas estão a postos. O material comprado. Falta só saber horários e em que dia concreto começa a rotina.
Este fim-de-semana vamos fazer uma pequena make-over à sala. Depois mostro fotos.

Semana 34/52

25 de agosto de 2017

Mais uma semana se passou. Eles dividiram-se entre a nossa casa e a dos meus pais. Foram à praia algumas vezes. Nós resignamo-nos aos dias de trabalho enquanto o sol brilha lá fora e tentamos aproveitar o mais possível os fins de tarde. Viver perto da praia tem essa vantagem. De poder, em poucos minutos, ir dar um mergulho e deixar dentro da água salgada os fardos do dia. E é bom. É uma benção.

Quais gadgets, quais quê?

23 de agosto de 2017

Ofereci uma agenda à minha filha. Nem a oiço.

Consideração sobre mim e o Verão

23 de agosto de 2017

Gosto de nadar e de estar dentro de água. Detesto suar do buço. Gosto de gelados. Detesto ter areia alapada a mim. Gosto de melancia e granizados. Detesto moscas moles. Gosto de andar de pé ao léu. Detesto noites quentes infindáveis em que até a pele me incomoda. Gosto de noites quentes infindáveis passadas na rua a comer os gelados ou a beber os granizados, mencionados anteriormente. Gosto dos dias grandes. Detesto o ar condicionado. Gosto de sardinhas. Detesto o cheiro a suor no metro. Gosto do sol. 
Enfim, poderia continuar a enumerar likes e dislikes ad eternum, mas a derradeira e incontornável questão é: uma estação do ano em que o bem mais precioso da humanidade não se pode conservar à temperatura ambiente, nunca poderia ser a minha favorita. I rest my case

Sonho de consumo ♥

23 de agosto de 2017

{Boston, Massachusetts, por 📷 @greg_dubois}

O feed do senhor é todo ele maravilhoso, mas eu saltava já para dentro da máquina do tempo e viajava para aqui num piscar de olhos. 

Regresso às aulas

22 de agosto de 2017

Ir à Staples e ter a loja toda só para mim. Assim está bem! Nada de atropelos e livros desarrumados. Nada de corredores apinhados de miúdos pedinchões e pais à beira de um ataque de nervos.
A conta no final é que me tirou a paz de espírito. É que fui só comprar O BÁSICO. Cadernos, lápis, borrachas, canetas de feltro, esferográficas, marcadores fluorescentes, colas. Na loucura, uns compassos, vá...
Quando vier a lista das profs de EV e ET é outro tanto...
Respiremos fundo. Não tarda já serão independentes (o meu âmago deu uma gargalhada maquiavélica quando escrevi isto, não percebi) e o tormento do ensino "gratuito" terá chegado ao fim. 

Wishlist ♥

21 de agosto de 2017


{by Ikea, whatelse}

Humor de segunda-feira

21 de agosto de 2017

Aquela fase em que esgotámos os dias de laréu. Em que parece que os miúdos estão de férias há um ano.
Em que o raio do calor nunca mais abranda (sim, matem-me, vós amantes do verão, que eu só gosto quando posso ter o bumbum de molho, para vir trabalhar, não obrigada!).
E é isto, já fiz as queixinhas todas. 
Bom dia! 

Regresso - Férias na Serra

17 de agosto de 2017

Eu gosto de praia, mas quem me tira estas águas frias e límpidas, no meio do verde das montanhas, tira-me tudo.
Desde que temos os miúdos, só devemos ter falhado um ano. A Serra do Açor é maravilhosa. Toda a zona é repleta de recantos bonitos, piscinas fluviais, pequenas cascatas e muita área de floresta. 
Não nos fartamos. Recarregamos baterias, limpamos a alma.
Este ano voltámos a Loriga, que já fica no sopé da Serra da Estrela e é, para mim, das  piscinas mais lindas da zona. 
Pomares, Agroal, Avô...tudo aldeias que vale a pena conhecer.
Antes de regressarmos à cidade jantámos num espaço que não conhecíamos, na Aldeia das Dez (que é linda também). O Plano 5. Vista maravilhosa para as Serras (sim dá para avistar a Serra da Estrela). Mesas numa varanda acolhedora, com mantas se o frio der um ar da sua graça, luzes românticas que se acendem quando chega a noite e tapas para petiscarmos. 
Já consegui limpar espaço interior para encaixar o regresso às aulas. Os livros já chegaram. Uma torre imensa a carecer dos meus fracos dons de encadernação. Em breve, quero muito deliciar-me na compra do material que falta. Sim, sou das que adora comprar afias, canetas, cadernos...
Os miúdos continuam em negação e a aproveitar estas últimas 3 semanas de descanso.
Está aberta a época das reviradas de olhos e dos sopros de enfado. A miúda veio da montanha a dar-se ares de adolescente. Ele também está um misto de adolescente refilão/pessoa querida. É conforme acorda.



Reencontros

31 de julho de 2017

Miúda de volta. Eu e o pai estávamos cheios de saudades. O Gabriel anda numa fase tão palerma que fico tão triste, às vezes... Gostava que fosse protetor, amigo, carinhoso, mas não temos nada disso presentemente. Implica com ela, está sempre a diminuir tudo o que ela faz, diz... Tudo na irmã o irrita. Nem depois de 1 semana de ausência a coisa amainou. E ela, que é toda mel, ressente-se e entra em modo defesa que normalmente é sinónimo de ataque. E de ripostar em ripostar andamos nisto, sempre a mediar conflitos, discussões e, às vezes, uns encostos, pontapés e afins. 
Respiro fundo, conto até dez e tento acreditar no meu marido, quando ele diz que é só uma fase.
Seremos 4 por pouco tempo, pois amanhã é a vez dele partir.
Fui a única a acordar antes do sol nascer para vir trabalhar. O pai está de férias e ficaram todos no bem bom. O dia está cinzento, já chuviscou e tudo.
Que bem que me soube poder esgueirar-me ao quarto dela e deitar-me ao seu lado, abraçá-la, pôr as minhas mãos em cima das dela e beijar aquelas bochechinhas que, apesar de habitarem um corpo já quase do tamanho do meu, continuam a ser cheias, fofas e quentinhas, como quando era bebé.
Nunca chegarei a saber se é o meu abraço e a minha presença que os conforta ou a deles a mim. Acho que os pais também precisam de colo, de tempos a tempos. E, felizmente, encontro muitas vezes esse mimo nos meus miúdos crescidos, quer a meu pedido, quer de forma voluntariosa. E é tão bom.

Semana 30/52

28 de julho de 2017

As cigarras estão a dar-lhe forte hoje, enquanto escrevo estas linhas. O calor começou a apertar, e a minha barriga está a começar a dar horas. Engano-a com uns goles de água. Algures lá fora alguém já começou a preparar o grelhador para o almoço, porque o cheiro a carvão queimado inunda a brisa que me entra pela janela do escritório aberta e quando vier o aroma a peixe grelhado então é que vão ser elas... O rapaz está de volta a casa. Sempre preenche um bocadinho mais o ninho vazio. Este ano não temos direito à habitual "semana sem filhos" porque ele já está noutro escalão de idade e vai acampar numa data diferente da irmã. Ela diz que já tem muitas saudades (sobretudo da Sardinha, a nossa gata). 
Esta foi uma semana um bocado chata porque estamos sem carro. Na viagem para cima, depois das férias, o boguinhas resolveu começar a perder líquido do refrigerador. E nos entretantos andamos a pé. Durante o dia não chateia muito, porque vamos ambos de transportes para o trabalho, mas no regresso a casa transtorna bastante. 
A mana está completamente sozinha, por isso decidimos aproveitar um destes fins de tarde para ir ao cinema e comer gordices. Vimos o filme "Dunkirk" (filme simples, sem truques, mas que toca cá no fundo e...♥ Tom Hardy) e comemos um hambúrguer no Steak n'Shake. O milkshake é uma bomba, mas assim já desoguei e não se fala mais nisso.
Comecei a ler o "The Newspaper of Claremont Street" (adoro a capa), mas decididamente não sou pessoa de ler mais de um livro ao mesmo tempo. Está em pausa até terminar o "O Paraíso segundo Lars D.".
Hoje é dia de sair mais cedo, parar comprar as minhas flores e fazer beringela panada para o jantar, conforme prometido ao filhote. Só nós dois é que gostamos ♥.

P.S. provei o Solero Strawberry smoothie e não é mau. diz que só tem 50 cal. e a modos que serve para refrescar. tenho de provar o de ananás


Encontros imediatos

24 de julho de 2017

Mas não do terceiro grau. 
Foi hoje, na secção da fruta, enquanto escolhia a melhor manga para o meu pequeno almoço, que alguém me disse: 
-olá, gosto muito de a ler. 
Tenho a certeza que devo ter ficado assarapantada, e balbuciei algumas palermices fruto do inesperado do momento, mas espero honestamente que a Ana não tenha achado que eu sou uma totó. É verdade que não escrevo com o objetivo de ter um séquito de leitores, até porque os assuntos abordados no blog não se revestem de nenhuma importância vital para a sociedade, mas julgo que não me tomarão por arrogante se disser que me senti bem com as palavras de apreço desta querida leitora. 
Não havendo comentários, nunca sabemos quem está do outro lado, mas é bom saber que ainda vão havendo algumas pessoas. 
Obrigada, Ana! 

Férias na Costa Alentejana

24 de julho de 2017

Estamos de volta. Ao trabalho e à rotina. Pelo menos os adultos. Eles continuam a cumprir o esquema delineado ao milímetro para estarem acompanhados estes três meses de férias de verão. Juro que não sei como fazem os pais e mães que não podem contar com os avós... Eu não teria verba para manter duas crianças em ateliers e atividades durante tanto tempo. Os valores que pedem são astronómicos e excedem certamente o subsídio de férias dos pais. 
Enchemo-nos, por isso, de gratidão pelo privilégio que temos.
A Diana ontem seguiu viagem para o Acampamento Nacional de Tições, e estará por lá esta semana. O Gabriel ficará estes próximos dias com a tia e primos, que estão de férias. 
Nós ficamos à espera da próxima pausa, que virá em Agosto, se Deus quiser.

Os dias na Costa Alentejana, como tudo o que é bom, souberam a pouco. O que as fotos não mostram é a minha alergia no ouvido, que já não era sentida há pelo menos um ano e resolveu dar um ar da sua graça logo na semana em que eu queria desfrutar do mar. Não tive direito a mergulhos. Água, só até ao pescoço. Noites mázinhas no geral, surdez parcial, mas comigo funciona a máxima: aceita o que não podes mudar, suporta e agradece por tudo o que vem de bom. E houve muita coisa boa. 
Foram dias maravilhosos com cheiro a água salgada, protetor solar e peixe grelhado. Tivémos a oportunidade de seguir algumas sugestões gastronómicas e fomos ao Museu da Batata Doce, à Pizzeria Il Padrino e à Barca Tranquitanas. Recomendamos!
Estivémos em praias que já conhecíamos, Alteirinhos, Zambujeira e Odeceixe, e conhecemos algumas novas, Nossa Senhora, Vale dos Homens, Tonel (que só o pai é que verdadeiramente pisou, porque nós achámos que não queríamos morrer, acesso só para radicais) e a do Cavaleiro. Esta última é fabulosa. Água quase paradinha, sem ondulação, transparente e muitas rochas para os miúdos explorarem.

Matámos saudades do Zmar e fomos passar lá um dia, porque os miúdos adoram piscina. É caro, mas valeu a pena.

Fechámos com chave de ouro, parando na Mabi, no regresso, para um gelado. 
Havemos de voltar. De certeza absoluta.






Do Instagram

12 de julho de 2017

Sabem aqueles perfis em que, dê por onde der, vá aquela malta para onde vá, o pantone da bendita foto combina sempre com o da anterior e assim por diante. 
Não é uma crítica. Porque eu adoro ver o feed destas almas. Há qualquer coisa de calmante naquilo.
Mas expliquem-me lá como é que se vive a quatro tons, que eu não sei. 

Semana 27/52

7 de julho de 2017

E foi assim, num abrir e fechar de olhos, que metade do ano se foi. 
Esta foi a semana dos meus pais fritarem a pipoca, com a prole de netos lá por casa durante o dia. Como a minha irmã mora mesmo ao lado e o tempo que passam juntas lhes parece sempre curto, as miúdas suplicaram por uma sleepover e lá ficaram, de quarta para quinta, sendo que o mais velho também aproveitou para se colar à iniciativa, dando-nos a oportunidade de termos um fim de dia diferente.
Passeámos pela zona da Graça, fomos ao miradouro Sophia de Mello Breyner olhar Lisboa, parámos no Jardim da Cerca para nos refrescarmos e depois jantámos no restaurante "O Pitéu" (que recomendamos). Fila imensa que saía do restaurante, passava um pequeno hall e chegava à rua, mas valeu a pena (da próxima vez talvez seja sábio marcar mesa com antecedência). 
Lisboa é sempre linda. Não cansa. Sobretudo os bairros típicos, de ruas estreitas, escadinhas, janelas com roupa no estendal, varandas floridas e fachadas de azulejo. 
Fintar a rotina sabe pela vida. 
A Diana está, qual serpente a mudar de pele, com a cara numa desgraça, por conta de um dia de piscina em que não colocou uma grama de creme protetor "porque estava vento, mãe!"
O Gabriel, ontem, estava particularmente sensível e disse-me que eu não podia morrer porque depois não tinha a quem abraçar (enquanto me abraçava). Isto já naquele momento em que eu, deitada na cama, apesar de sensibilizada, já tinha a minha mente a navegar entre o limbo da consciência e da inconsciência, morta de sono. Pior, depois disse: e se eu morrer? A sério, dissertações filosóficas quando metade do meu cérebro já desligou? Tenham misericórdia. 
Só fui capaz de balbuciar aquele tão sábio ditado popular que diz que "para morrer basta estar vivo". 
Sim, aquela coisa que vemos nos filmes, em que as mães proferem frases inspiradoras para a vida na hora de deitar os filhos na cama nem sempre (quase nunca) acontece na vida real. 

Recebi também ameixas da árvore do quintal da minha mãe e cogumelos shiitake, que enviou um amigo do meu marido. Muita gratidão por estas coisas boas que me dão.

Acabei de ler o livro "O luto de Elias Gro". Confesso que demorei a entrar no espírito inicial da história, que é down, negro, cru mesmo. Vinha de um livro com uma toada completamente oposta e foi um choque. Mas depressa ultrapassado, porque a forma de escrever é maravilhosa. E a história cresce em nós, página após página, e faz-nos olhar para dentro. Foi o primeiro livro que li deste autor (João Tordo) e vou seguir para o próximo desta trilogia "O paraíso segundo Lars D.", não sem antes terminar o "One Fine Day" da Mollie Panter-Downes, que tinha deixado em pausa. 

Falida

3 de julho de 2017

Acabei de comprar os livros escolares para o próximo ano letivo. 
Acho que estou demasiado deprimida para ir de férias.

Compras

29 de junho de 2017

Enquanto eles estão a divertir-se na piscina eu já ando a acautelar o próximo ano letivo. A mochila dela do ano passado está feita em fanicos, com os fechos estragados. Não era de marca, como não era nenhuma das que lhe comprei até aqui e a verdade é que não duram muito. O ano passado comprei uma da Eastpak ao Gabriel e ainda está inteira, pelo que comprei esta para ela (bolinhas!!!!). Está em promoção AQUI.

Gratidão - 38º aniversário

27 de junho de 2017

Pois é, no dia 23 completei mais um ano de vida. A gratidão é imensa. Não só no dia de aniversário mas todos os dias. Sobretudo por ter as minhas pessoas comigo...


A felicidade não o seria se não a partilhássemos com quem amamos, não é?
Recebi uns trapinhos novos e comprei outros. Feliz com as minhas compras. 
{H&M}

E a maior surpresa foi mesmo a que me fez o meu marido. Dois bilhetes de avião. Parece que em Novembro lá terei de ir a Roma. Que maçada! SQN!!!! 😅

Mini-férias (IV)

21 de junho de 2017

Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Portela do Homem, Ponte de Lima, Cascatas do Pincho, Viana do Castelo.
Estivémos em todos estes lugares e ainda demos um pulinho à Praia da Amorosa.
Em Arcos almoçámos no restaurante O Lagar. Comida ótima num dia de muito calor. E é chegar cedo, que aquilo perto das 13h fica à pinha.
Adorei Ponte de Lima. Tudo arranjadinho e florido. A ponte romana ao fundo, jantar ao pôr-do-sol na varanda do restaurante O Confrade. As porções são qualquer coisa...em todos os restaurantes, eu não sei como vós, senhoras nortenhas, sobrevivais a tal. Eu já rebolaria, por certo.
As Cascatas do Pincho são de uma beleza selvagem, natural, maravilhosas. Fiquei mesmo deslumbrada. Não tem sítio para estender a toalha, fica no meio da montanha, sentamo-nos nas pedras que ladeiam as margens da cascata e dos riachos que dela resultam, e não estava tão fria como seria de supor. Aliás, o calor era tanto que não queríamos mesmo saber. O caminho que o GPS nos indica está é errado, mas felizmente houve alguns locais que nos indicaram o caminho certo.
E, por fim, mas não menos importante, Viana. Fomos ao Natário, comer as famosas bolas de Berlim que vêm para a mesa ainda mornas. Uma maravilha. Merecem toda a fama que lhes dão. Por dentro nada daquele recheio amarelo (quase fluorescente) que se vê por aí, mas um delicioso creme pasteleiro igual ao que faziam as nossas avós, nada enjoativo, suave e bom, naquela massa polvilhada de açúcar e canela. Já estou com água na boca só de pensar...
Visitei a loja Conto de Fadas, e comprei uma escultura de madeira da Willow Tree, coisa para deixar o meu marido lívido de horror durante algumas horas, tudo porque a minha querida filha resolveu deixar escapar o preço da dita. Há coisas que não se dizem aos homens, filha, a bem da paz mundial. Anota, que a mãe não vive sempre.
Subimos a Santa Luzia perto do pôr-do-sol e que vista! A igreja estava em obras de manutenção e por isso estava coberta de andaimes e rede no lado que dá para a vista da cidade, mas felizmente o outro lado estava descoberto.
À noite fomos calcorrear o centro histórico porque havia feira medieval. Imensa gente. Um bocado confuso, confesso. Havia ginginha sem álcool em copo de chocolate. Os miúdos adoraram. 


Mini-férias (III)

21 de junho de 2017

Quando saímos de Guimarães fomos diretos à Casa da Reina.
Foi lá que ficámos alojados todos os dias que estivémos a norte.
Só tenho a dizer coisas boas. O sossego, a simpatia dos anfitriões, o ambiente acolhedor, rústico como tanto aprecio. Os quartos grandes, todos com casa de banho. A zona da cozinha, onde é servido o pequeno-almoço e onde podemos cozinhar as nossas refeições, se assim o desejarmos. A piscina que nos aliviou do calor várias vezes e que fez as delícias dos miúdos. As várias árvores de fruto, e zonas onde podíamos jogar em família (xadrez, ping-pong, snooker, matraquilhos). Depois, a cereja no topo do bolo, para nós que amamos gatos, foram as duas gatinhas residentes, a Kika e a Mimosa. Afáveis e doces. A Kika estava prenha e os miúdos estiveram sempre na expectativa de assistir ao parto, mas a Kika só deu à luz na noite do dia em que saímos. 
Aconselho vivamente a que visitem. Nós, pela parte que nos toca, queremos lá voltar.

Mini-férias (II)

20 de junho de 2017

Tenho dois filhos em tudo diferentes. Nisto do coração e da tristeza também. Ele observa tudo, não desvia o olhar, ela quer fintar a dor.
Ele vê em silêncio tudo o que é reportagens, depoimentos, documentários sobre o que se tem passado.
Ela só pede para mudarmos de canal, para vermos um filme, para pensarmos em coisas alegres. 
Já chega! - diz. 
Na nossa viagem, passámos por muitos sem abrigo, pedintes. Em Guimarães, mas sobretudo no centro do Porto. Corta o coração. 
O Gabriel questionava-nos sempre. Porque não deste nada, mãe? 
São tantos, filho. - disse-lhe. Não podemos acudir a todos...
E ver-lhe aquela desilusão e tristeza silenciosa no baixar de olhos, a fitar o chão. 

Mini-férias (I)

20 de junho de 2017


 Depois dos acontecimentos trágicos dos últimos dias ainda ando aqui à procura das palavras para deixar registada a nossa viagem ao norte do país.
Já noutras alturas passei por isto. Dias felizes coincidirem com momentos de profundo pesar e invadir-me este sentimento de culpa e indignidade, que quase me deixa incapaz de falar sobre coisas boas, porque há quem tenha perdido tudo. Pior, há quem tenha deixado de existir...
Mas a verdade é que se há coisa que deve resultar desta desolação toda é uma profunda reflexão sobre o que somos, temos, fazemos. E agradecer. Muito. E viver. E amar quem está ao nosso lado. 
Foi o que vivemos nestes 5 dias que planeámos longe de casa. ♥
Descansar, desfrutar, conviver, criar memórias.

...


Guimarães foi a primeira paragem. Fomos direitos ao castelo e nos jardins alguns trovadores tocavam gaita de foles, tambores, pandeiretas. Criou uma atmosfera medieval que ajudou a relembrar os antepassados que por ali devem ter palmilhado. 
O centro histórico é adorável. As casinhas são amorosas e respira-se história por ali. Muitos turistas a preambular por aquelas praças pitorescas. Esplanadas vibrantes, igrejas bonitas.
Ao fim da tarde subimos à Senhora da Penha para ver a vista e valeu muito a pena.
O pai e os filhos ainda provaram o petisco da zona (cebola em vinagre, para mim não, obrigada) na Adega do Ermitão, que fica num local maravilhoso. A luz de fim de tarde a penetrar pela ramagem das árvores, os bancos de madeira pintados a verde, as mesas de pedra, o forno a lenha, os gatinhos em cima das rochas, as pedras cobertas de musgo e ladeadas de pequenas flores lilases.
continua -> -> -> ->

Fim-de-semana (23)

12 de junho de 2017

Junho é tudo de bom.
Este foi um fim-de-semana de calor e há que aproveitar cada dia o melhor possível.
E a benção que é morar perto da praia...
Ter primos também dá outra cor aos dias dos meus filhos. Enche-me o coração ver a felicidade que trazem uns aos outros.
A escola termina amanhã. Fim. The end. Em Setembro há mais.

Semana 23/52

9 de junho de 2017

Foi a última semana "a sério" de aulas.
Já andamos os quatro com a cabeça noutras paragens. As nossas mini férias estão quase aí. 
Lá no bairro, as hortenses da vizinha estão ao rubro. Lisboa já se vestiu de bandeirolas, fitas e manjericos. Comi os primeiros alperces da temporada e já esteve calor suficiente para eu ir à Conchanata pedir a combinação infalível de bolinhas de gelado para me refrescar. Gulosa, eu sei...nada a fazer. É verdade que sou. Tento controlar-me, mas admito que os gelados são uma grande fraqueza. 
Aguardamos ansiosamente as notas dos testes para encerrarmos mais um capítulo académico na vida dos nossos miúdos e desacelerarmos as rotações dos dias.  
Já cheira a Verão.

Fim-de-semana (22)

5 de junho de 2017

Foi um fim-de-semana a três. O pai esteve fora. O Gabriel fez o jantar na sexta-feira. No sábado fomos respirar fundo ao lugar onde cresci. Olhar o rio. A proximidade do verão ali tem um cheiro diferente. Já havia amoras a enfeitar o caminho, abelhões a voar frenéticamente de flor em flor, o abrunheiro carregado. Tão carregado que já havia abrunhos esmagados no chão. Papoilas e malmequeres, o sol a penetrar tímidamente por entre todo aquele verde e o musgo das pedras. 

No domingo foi dia do babyshower do Miguel que chegará muito, muito em breve. Ainda este mês, se Deus quiser. Como dizem os ingleses, "it takes a village". Ao Miguel não faltarão colos e mãos ajudadoras. Já estamos à espera.

Semana 22/52

2 de junho de 2017

Esta semana foi tranquila. Não houve recados, nem imprevistos. O mais velho foi almoçar pela primeira vez com amigos, sozinhos (não estou preparada). Correu bem. Andam a fazer os últimos testes. Como este é um período muito curto só fazem um em cada disciplina, pelo que é mesmo crucial que tenham uma nota decente para não criarem suspenses de última hora. 
Na quarta-feira fomos ver a equipa de andebol do SCP ser campeã. Ontem fomos ver o pôr-do-sol à praia, porque afinal era Dia da Criança. E por cá somos 4, sendo que só duas pagam as contas, e uma tem de ser adulta, em média, mais vezes que as outras.
Foi bom. São estas fugas à rotina, aos fins de dia sempre iguais, juntos, que me adoçam a vida.
A brisa de fim de tarde, o mar ao fundo, o sol a descer sobre o horizonte, os pés enterrados na areia. e aquelas pessoas comigo. Não preciso de mais nada.

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