Semana 21/52

26 de maio de 2017

Basicamente andamos a contar os dias para as nossas mini férias, que coincidem com outro acontecimento feliz que é o fim do ano letivo.
Fizémos estas bolachas maravilhosas da Be Nice Make a Cake.
Se ainda não encomendaram o caderno de receitas dela, vale a pena. Cá em casa todos adoraram estas. Foi a primeira receita que experimentamos.



No sábado à noite, o filho mais velho passou a filho único por umas horas (a irmã foi dormir com a prima, para variar) e estava com desejos de hambúrguer. Fomos à Hamburgueria do Rio e acho que encontrámos finalmente os hambúrgueres melhores da margem sul. Estava uma autêntica noite de Verão, apesar de ainda estarmos só em Maio.
Acho a Baía do Seixal um lugar mesmo bonito, e ao cair da noite, ainda mais.


Domingo foi dia de levantar cedo e dar uma corridinha. Depois mergulhei nas águas geladas do Atlântico e apanhei uns banhos de sol muito necessários. Bom, mas bom!


Na quarta-feira era dia de jogo de futebol na TV, vai daí nós, as miúdas, fomos correr.
Ela, que tinha tido aula de natação antes, estava toda rota, correu menos que eu, mas fez-me companhia no antes e depois. O Parque da Paz é mágico ao entardecer.


Ontem foi Dia da Espiga. Tive pena de não ter encontrado papoilas para o meu raminho.
E a minha suculenta maior teve um "bebé". Nunca tinha visto uma pequenina nascer de dentro da grande. ♥
Venha, então, o fim-de-semana!

Be still, my heart!

23 de maio de 2017

O pré-adolescente eremita fechado no quarto. Ela sempre colada a nós. 
Ontem, depois de jantar, a minha disposição musical começou ali no Paul Anka, resvalou para os Beatles, depois Van Morrison, vai daí já estava a ouvir a banda sonora do Dirty Dancing e depois saltei ali para os anos 20, 30...
Fascinada, dizia - cantas tão bem em Inglês, mãe!
E a dada altura levantei-me e puxei-a para dançar. 
Rodopiámos, passinhos para a frente, outros para trás, e abanámos as ancas ao som do fox trot. 
Chegou a hora de ir dormir e, escusado será dizer que a resposta foi um enfadado:
- não quero ir. Não tenho sono. Estar com vocês é muito mais divertido.


Semana 19/52

12 de maio de 2017

No domingo passado celebrou-se o Dia da Mãe.
Não sei como é que é com vocês, mas parece que nestes dias pré-estabelecidos as coisas nunca são assim muito perfeitas ou ideais, como nos filmes. Deve ser das expectativas elevadas que se criam. E do facto de todo e qualquer estabelecimento estar apinhado. Não fazemos questão que façam ou deem alguma coisa, mas depois se passam a data em branco, fica aquela magoazinha manhosa no coração. No meu caso, o problema são mesmo os meus gremlins. Sendo eles a razão pela qual me posso incluir no grupo das mães, seria de esperar que, no mínimo, se portassem como anjos só neste dia, para me dar sossego e contribuir para a harmonia geral. Mas a realidade é sempre o oposto. "Que uma seca/o que é que vamos fazer?/não quero/não gosto"
A manhã foi ótima porque, imaginem, estivemos sem eles (ahahah!). Foram passar a noite com amigos e tiveram exames nos desbravadores, pelo que, arduamente, convenci o marido a irmos ao Wish Slow Coffee, à laia de poder ter um pequeno-almoço especial. Era dia de feira rural no Lx Factory e acabámos por aproveitar e trazer umas suculentas lindas para a minha mãe e sogra da O meu amor é verde. Estava um céu azul imaculado e um solzinho bom.
No fundo, seja em sítios bonitos ou nos mesmos sítios de sempre, o que importa é estarmos juntos. mesmo que nada seja ideal ou perfeito. 
Nisto da vida, o melhor mesmo é não criar expectativas nenhumas. Aceitar o que vem e aproveitar ao máximo o que nos dá. 
E depois veio a chuva e Maio tem sido isto. Ora faz um sol de Verão ora desaba o céu. 
Hoje só eu acordei cedo. O resto da malta ficou a desfrutar dos lençóis até quando quis, aproveitando a tolerância de ponto dada à função pública. As escolas fecharam, assim como as instituições estatais, porque o papa está de visita ao nosso país. Muito haveria a dizer sobre isto. É sintomático de muita coisa, num país com um governo de esquerda, que se diz laico, mas nada que seja surpreendente, afinal de contas... 
E depois fico entristecida, ainda que respeitando a fé sincera daqueles que o fazem, por ver pessoas a rastejar, a sacrificar-se para pedir ou agradecer alguma graça recebida, quando Deus não se compraz com nada disso.

"É a bondade que eu quero, mais do que os sacrifícios; prefiro que me reconheçam como Deus em vez de me oferecerem holocaustos."
Oseias 6:6

"Deus pronunciou depois as seguintes palavras: «Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te fez sair do Egipto, da terra da escravidão. Não tenhas outros deuses além de mim. Não faças para ti imagens esculpidas representando o que há no céu, na terra e nas águas debaixo da terra. Não te inclines diante de nenhuma imagem, nem lhes prestes culto, porque eu, o SENHOR, teu Deus, não tolero que tenham outros deuses e castigo a maldade daqueles que me ofendem até à terceira e à quarta geração. Mas trato com amor, até à milésima geração, aqueles que me amam e cumprem os meus mandamentos." 
Êxodo 20:1-6

"Ele quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. É que há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, que é homem e deu a vida por todos."
I Timóteo 2:4-6

Tala fora

9 de maio de 2017

Mas a verdade é que o dedo ficou torto. O médico diz que vai ao lugar...aguardemos.
Tem dificuldade em dobrar a articulação, mas pode ser da imobilização. Foram 3 semanas e uns pós sem mexer, por isso acredito que daqui a uns dias a realidade seja diferente, para melhor.

Semana 18/52

5 de maio de 2017

Começámos a semana com um dia espetacular de sol e calor e terminamos com um bem chuvoso.
Creio que é daqueles luxos a que a sexta-feira se pode dar, porque nem mesmo assim a acharemos cinzenta e feia, com o fim-de-semana logo ali a piscar-nos o olho.

Esta semana recebi o meu segundo (primeiro aqui) caderno de receitas da Rosa Cardoso (espreitem o blog dela, porque vale mesmo a pena). Fiquei logo apaixonada pela foto das bolachas Swirl. Vou ter mesmo de tentar fazer!
O Gabriel está em contagem decrescente para ir tirar a tala do polegar (esperemos que não haja prorrogamento, fingers crossed). Com os testes à porta, precisa mesmo da mão de volta. 
A Diana voltou a pedir histórias antes de dormir. Eu ando mega cansada. Li para ela e aterrei logo a seguir, uma hora antes do normal.
Sempre foi assim, quanto mais cansada ando, mais ela pede atenção. Nunca aceita afetos pela metade. É absorvente. Eu (que sou toda coração, mas muito prática, para não dizer bruta) com o passar do tempo, e à medida que eles vão crescendo, vou querendo que eles se tornem autónomos e independentes em muitas coisas. Mas ela teima em querer agarrar-se com unhas e dentes aos seus direitos e faz-se valer de todos os mimos que acha que merece (e acho mesmo que ela dá na mesma proporção que precisa de receber, porque dá muito). Diz que até fazer 15 anos tenho que ir ao quarto aconchegar-lhe o edredom e dar-lhe um beijo (agora + a leitura).
Ele e eu somos mais parecidos. Beijos e abraços q.b. e independência e autonomia no mais que puder. Nada de muito meloso mas, ainda assim, que acalenta o espírito.
É por isso que digo que os filhos que nos calham não são o que sonhámos, são antes exatamente aqueles que precisamos. E eu, mesmo quando me queixo, sei que tenho exatamente os filhos que preciso. Para crescer, para sair do meu canto confortável, para contrariar os meus defeitos de caráter, para melhorar. Só para o caso de eu achar que já sei tudo ou que já não precisam de mim.

Da série: Estava tão bem e depois tive filhos

3 de maio de 2017

Quem me conhece sabe que sou aquela mãe descontraída e fleumática que não entra em estado de preocupação apocalíptica à mínima coisa.
Ontem, porém, o caso foi exatamente o oposto disto. 

Resumidamente:
16h50 a explicadora da Diana envia-me uma sms dando conta que ela ainda não tinha aparecido para a explicação. ligo para ela. telemóvel desligado. ligo para o meu pai. ligo para o meu marido.
17h00 depois de aguardar alguns minutos fico a saber pelo porteiro da escola que a Diana tinha passado o cartão, à saída, às 16h12
17h05 ligo ao meu pai para a ir procurar, ligo à minha irmã na esperança da minha sobrinha ter o número da colega com quem ela poderia estar (e a esta altura a explicadora também já estava na rua à procura dela)
17h10 a tal colega também tem o telemóvel desligado
17h20 o meu pai já tinha ido a minha casa. já tinha batido na porta da tal colega, mas não estava ninguém. foi à escola do Gabriel, pensando que poderia ter ido ter com ele. nada. 
17h25 instala-se em mim um buraco do tamanho do universo e comecei a entrar em aflição
17h26 saio do trabalho, assim como o meu marido e ele telefona para o hospital
17h35 o meu pai encontra-a num café, ao pé de casa, 

Sua excelência estava descansada da vida, a ver televisão. Já tinha comido um calipo e aguardava que o avô, como que por magia, adivinhasse onde estava. Consta que tocou à campainha da explicadora umas 5 vezes e, dado que ninguém abriu a porta, seguiu caminho. Sabia que não estava ninguém em casa por isso foi para o café, porque o dono é nosso amigo (tudo muito bem) mas esqueceu-se que seria importante pedir-lhe para nos ligar a avisar que ela lá estava. 

Ainda bem que pintei o cabelo há umas semanas porque certamente me despontaram mais 4 ou 5 brancos. 
Quando já passava diante de mim uma vida sem a minha menina, só queria que ela aparecesse para a encher de beijos, mas quando cheguei a casa só me apetecia esganá-la. Levou um ralhete de meia-noite, assim como uma descrição de todos os procedimentos possíveis que deve tomar caso algo do género volte a acontecer (sim, sou um calhau com olhos). Já o pai, foi dar-lhe mimo, para equilibrar os pratos da balança e, quando lhe disse: - a mãe coitadinha, quase a chorar ao telefone, com medo de nunca mais te ver... aquela alma só disse: - oh! a sério? e eu a pensar que não se importavam comigo. afinal gostam de mim. (visualizar olhos de carneiro mal morto e ler com o tom de voz da Ana dos Cabelos Ruivos)
Eu, contando até 100 e lançando-lhe o meu olhar fulminante nº 1457. 
E já agradeci a Deus. Muito. Foi só um susto. Só...

De volta

2 de maio de 2017

Olá! Olá!
Isto já não tinha um interregno tão grande de posts há uns tempos valentes. Nos entremeios aconteceu um acampamento, onde o Gabriel fraturou o polegar esquerdo. Sendo ele canhoto, é uma maravilha, só que não. 3º período começou, apontamentos zero, parou os treinos de futebol. Os testes começam em meados de Maio, para a semana vai fazer Rx para ver se tira a tala.
Resumindo, o tempo tem sido pouco para tanto.
Eu não sou daquelas almas que se alimentam do frenesim e da louca sucessão de atividades para se sentirem vivas. É exatamente o oposto. Sou das almas que precisam da cadência lenta das horas, da liberdade que o tempo sem compromissos nos dá, das almas que precisam das rotinas e da calmaria para estar bem. 
Já estive quase sem ar. Muito cansada. Dei tudo. Agora volto à minha bolha de segurança e respiro fundo.
Este fim-de-semana grande serviu este propósito na perfeição.
Esta é, por isso, uma terça-feira com sabor a segunda. O Gabriel foi a uma visita de estudo de dia inteiro. Comecei o dia a fritar salsichas e a preparar cachorros quentes e todo o tipo de snacks e lanches para que ele não passe fome. A Diana não queria ir para a escola, de todo. Foi preciso um guindaste e uma procuração para se levantar da cama.
Falta só um bocadinho assim para o fim deste ano lectivo. Essa é que é essa.
Ficam algumas fotos dos últimos dias.
Ah! Já agora...bem-vindo Maio! ♥



O meu eu de quinze anos

13 de abril de 2017

Está a trautear a "Shape of You" em loop, há vários dias, neste meu cérebro cansado.
Exorcismo precisa-se. Já não aguento. E gosto da música. Gosto mesmo. Mas quer-me parecer que, por este andar, será por pouco tempo.

Eu, a ler "O Inverno do Mundo"

13 de abril de 2017

Quando um dos personagens morre e, por muito que o adivinhássemos, temos vontade de chorar, como se nos tivesse morrido alguém da família. 
Ou quando o coração acelera na iminência de um amor prestes a ser correspondido. 
Ou quando sustemos a respiração perante uma situação perigosa e lemos mais rápido, quase sorvendo as letras, para que o sofrimento termine logo.
Quando "voamos" para outros locais do mundo e a vida real à nossa volta se apaga.
Entrámos na máquina do tempo e estamos ali mas, ao mesmo tempo, não estamos.
É por isto que nunca entenderei quem não gosta de ler.

Compulsões alimentares

11 de abril de 2017

Quando, mais de um mês depois de ter deixado os hidratos de carbono para os outros comerem, saio do trabalho, apanho o metro, estou com fomeca e olho para uma miúda a comer uma maçã reineta toda deliciada e eu, a salivar mentalmente.
Óbvio que passei no supermercado e comprei um saco delas. Óbvio que duas foram esfregadas às calças de ganga e marcharam com casca e tudo antes de chegar a casa. 
Há uns tempos atrás comprava um chocolate ou um bolo. E é isto. Mudar faz bem.

Fim de semana cheio

10 de abril de 2017

Embora os sábados sejam sempre dias especiais, este foi particularmente especial porque fizémos uma ação de rua, fardados, cantámos e distribuímos gratuitamente o livro "História da Esperança".
A minha sobrinha passou duas noites cá em casa, o que é uma alegria imensa para a Diana. É sempre pouco, mesmo assim. Querem sempre mais. 
Fiz pela segunda vez o Bolo de Laranja Inteira da Filipa Gomes. E quer-me cá parecer que vai ser daqueles que vão passar a fazer parte do meu repertório, até enjoar (embora eu ache improvável de acontecer). Todos adoram. É realmente maravilhoso. Fofo e húmido. Fiz na sexta-feira e não "viveu" para ver nascer o domingo. 
No domingo o meu private hairdresser veio pôr termo ao caos que estava o meu cabelo e fez milagres. A sério, é o melhor cabeleireiro do mundo. Gostei muito da cor. Desfruto do prazer momentâneo que é ter cabelo liso porque amanhã puff, já se foi.

Semana 14/52

7 de abril de 2017

O meu irmão fez 18 anos. Chegou à maioridade (com mais ou menos juízo). Daqui para a frente acresce a responsabilidade e espero eu que acresça também a maturidade e a tranquilidade para fazer sempre boas escolhas. A avó Lina também completou 64 anos no mesmo dia. É um dia verdadeiramente de festa na nossa família. Que Deus cuide deles, é o que sempre desejo, ano após ano.
A Primavera está a dar-se ares de Verão. Os dias têm estado quentes e as fotos abaixo ilustram bem os fins de tarde maravilhosos que pude passar no parque da cidade nos dois dias em que fui correr.
Estou a portar-me muito bem e acho que finalmente interiorizei que preciso de me mexer para me sentir bem. Espero manter o foco.
Os miúdos estão de férias desde quarta-feira. Reina a total inércia naquela casa. Quando chegamos parecem lontras estendidas no sofá. Ora a ver televisão, ora no telemóvel, ora deitados ora estendidos, como dizia o outro. 
Ontem deixei-lhes a tarefa de dobrar meias e cuecas, o pai pediu-lhes que fizessem as suas camas de lavado e o Gabriel fez o almoço. 
A Diana trouxe trabalhos de casa, mas resolvi deixar que desfrutassem o dolce fare niente nestes primeiros dias.

Daquelas coisas que me apoquentam

4 de abril de 2017

Vocês sabem, aqueles perfis de Instagram, plenos de viagens e refeições em sítios maravilhosos. São pequenos almoços dignos de um rei, almoços e jantares atrás de almoços e jantares.
Comida perfeitamente fotografada, capaz de engordar quem vê, como eu, apenas pelo poder da observação.
E depois, a dado momento aparece uma foto de corpo inteiro da malta que detém estas contas. Eu à espera de lontras e, c'um catano! Esbeltos e secos que nem carapaus ao sol. 
Como? Expliquem-me!!!

2º período. RIP

4 de abril de 2017

Trabalhar junto a uma escola preparatória significa, a cada final de período escolar, ouvir professoras com voz estridente a emitir ordens via megafone acompanhadas por uma banda sonora que inclui Ed Sheeran, Enrique Iglésias e Shawn Mendes. Em modo repeat. TODA A MANHÃ.

Bem-vindo, Abril!

3 de abril de 2017

"And Spring arose on the garden fair,
Like the Spirit of Love felt everywhere;
And each flower and herb on Earth's dark breast
rose from the dreams of its wintry rest."
Percy Shelley

Semana 13/52

31 de março de 2017

Mais uma semana que passou. 
Os miúdos já só querem que o 2º período termine. As notas não têm sido más. Cada um deles teve apenas um teste negativo, ela a HGP, ele a História. Tendo em conta que fazem dois por disciplina, não é um mau balanço. Esperemos que não se vejam muito prejudicados por isso na nota final. De qualquer forma, ainda têm o 3º período para recuperar se for necessário. 
Continuo na minha caminhada contra o peso a mais e contra a mentalidade de sofá. Ontem fui dar uma corridinha e consegui correr 4 Km em 27 minutos (repartidos, verdade seja dita). Parei ao 3º km para respirar e fazer abdominais e depois continuei e fiz mais 1 km. Na companhia do marido e à luz do dia ainda é melhor.
A Primavera definitivamente instalou-se. Yay! A relva está mais verde que nunca, salpicada de florinhas brancas e malmequeres. As árvores a desabrochar, cheias de rebentos e flores. Nada condizente com minha casa, que está um caos, mas eu tenho andado muito pouco virada para essa cena de fada-do-lar. {suspiro}
Serviços mínimos: roupa lavada e jantar na mesa, aspirar chão e pouco mais. Mas as janelas precisam de ser limpas, o chão lavado, as casas-de-banho bem esfregadas, enfim...sobra tão pouca paciência e tempo para isto. E ao fim-de-semana quero é descansar e passear. Definitivamente não sou Pinterestable! Quando olhar para trás hei-de dizer: limpei pouco mas vivi muito. 

Negação

30 de março de 2017

Permiti que o petiz criasse conta no Instagram. 
Isto já aconteceu há um mês, mas só hoje é que decidi registar.
Como se isso impedisse a coisa de ser real. Como se isso me assegurasse que ele não está a crescer assim tão depressa.
A chantagem e a pressão de que fui alvo por parte da mais nova, logo depois, para poder ter acesso à mesma benesse dava outro post. Mas não, não cedi. Aguentei estoicamente.

As várias utilidades dos filhos mais velhos

30 de março de 2017

Um filho mais velho é um investimento. Ah e tal, mas isso são os filhos todos, dizem vocês. Verdade que sim. Mas o mais velho é aquele que vai ditar a bitola da mensagem que queremos passar. 
Um filho mais velho indisciplinado e desobediente não é propriamente uma ajuda quando tentamos pôr na linha os petizes que se lhe seguiram. 
É normal e natural que os mais novos tenham os mais velhos como inspiração ou padrão.
E não digo isto num tom de exploração, mas num sentido muito prático e positivo.
Ontem, enquanto eu lia o meu livro ao serão, na paz, o primogénito encarregou-se de ajudar a benjamim a executar um powerpoint para apresentar na aula de Ciências. 
Desta feita, foi ele, do alto da sabedoria informática dos seus 12 anos que torrou a paciência com a teimosia dela e não eu. 
Uma mãe tem de se poupar. Por outro lado ele aprende por experiência o que é gestão de conflitos, domínio próprio, diplomacia e trabalho de equipa. 
Ganhamos os dois. Já ela, não sei bem se aprendeu alguma coisa. Esperemos que, pelo menos, a fazer um powerpoint.

O fim-de-semana passa sempre num ápice

27 de março de 2017

Mudou a hora. Uma hora a menos de sono numa noite em que nos deitámos invulgarmente tarde e hoje pareço um zombie
Ontem esteve o pior dia de chuva deste Inverno/Primavera. E frio. Mesmo assim, tínhamos prometido (eu e a minha irmã) aos gaiatos ir ver a "Bela e o Monstro" e cumprimos. Fomos para Lisboa, porque aqui a "je" é esquisitinha e nos cinemas aqui do burgo nas sessões da tarde só passavam a versão dobrada e eu não aguento ver filmes em que (ainda por cima) já conheço a voz dos atores e os movimentos labiais não casam com as falas. Lamento. Portanto que rumámos à Alvaláxia. Uma odisseia. O céu a desabar. Passámos por um capotamento acabado de acontecer. Fomos, juntamente com outras pessoas que pararam, tentar prestar auxílio. Ninguém se magoou, o condutor saiu pelo próprio pé. A senhora estava presa dentro do veículo. Já tinha uma certa idade, a porta não abria. Conseguiu pôr-se o carro direito. Estava inclinado para o lado do pendura, onde ela estava, mas ela só chorava e não conseguia mexer-se. Acho que estava em choque. Chamou-se o INEM. E lá seguimos, mega atrasados para a sessão das 16h. Cinema a abarrotar. Já só sobravam os lugares que ninguém queria. Segunda fila da frente. Os anúncios já a dar. Detesto sentar-me às escuras. Enfim. Mas o filme foi muito giro, embora a história não fosse novidade, claro, houve alguns detalhes acrescentados que abrilhantaram a coisa e a Emma é a Emma...e o Dan, bom, que pena ter de ser monstro o filme quase todo. Just saying



Like a Boss

27 de março de 2017

Hoje, ir almoçar e pedir o bacalhau com grão.
O prato chega à mesa e, a acompanhar o grão, a cenoura e o ovo vêm duas metades de batata. 
Não as comi. Mesmo lindas a olhar para mim, cheias de azeite.

Semana 12/52

24 de março de 2017

Foi uma semana tranquila. O Gabriel anda muito low-profile, dado o desaire da semana passada. Já eu, estou desde dia 8 a fazer uma espécie de reeducação alimentar. Nada de hidratos de carbono (exceção feita à minha adorada papa de aveia matutina). Muito embora não ande esganada de fome, tenho sonhado com torradas barradas com manteiga. Aprendi a gostar de abacate. Prova que o nosso palato se adapta. É uma questão de hábito. A cabeça é que manda e, neste caso, é uma questão de foco. Tenho conseguido mantê-lo. Estas coisas parecem inócuas e tolas comparadas com mais um ataque cobarde e violento que esta semana ocorreu em Londres, num local que percorri com estes pézinhos há tão pouco tempo...é uma tristeza profunda que fica...um sentimento de impotência. As famílias das pessoas que pereceram injustamente estão no meu pensamento e nas minhas orações.
Ontem a Diana teve mais um ataque de "ai-ai-ai-não-consigo-tenho-medo". Não, não a obrigámos a saltar de uma ponte, só lhe dissémos para fazer ovos mexidos, que implicam acender o bico do fogão. Certamente temia que explodisse ou que lhe ateasse fogo ao cabelo. Talvez seja por isso que nutre tanta admiração e amor por mim, deve pensar que vivo perigosamente no limite, de cada vez que lhes faço o jantar (a sério, eu tento brincar, mas esta rapariga, às vezes, é de tirar a paciência a um santo). A nossa insistência causou muito choro, assim a roçar o histerismo, um verdadeiro drama, enquanto eu tentava saborear a minha sopa de feijão. Foi difícil. O pai mandou-a para o quarto acalmar-se e 20 minutos depois chamei-a e não houve resposta. Dormia profundamente. Era soninho, pobrezinha. Quase 11 anos e ainda faz birras de sono. Às vezes, com quase 38, também fico rabugenta, vá. Mas não me dá para chorar. Portanto, há esperança.
Fui à Viva comprar mais uns frascos, para organizar a minha despensa que tem estado caótica e depois abasteci-me de coisas boas na Maria Granel (se não conhecem, têm mesmo de conhecer, e não, não me pagam para dizer isto).
E hoje, amanhecer assim. Sexta-feira, ainda bem que chegaste.

Dia do Pai

20 de março de 2017

No domingo de  manhã o Gabriel teve uma formação de Primeiros Socorros, com os Desbravadores e a Diana foi comigo ver o pai jogar à bola com uns amigos. Não sem antes ter feito uma birra digna do nome, com uma choradeira monumental e tudo e tudo e tudo. Foi arrastada, claro. Depois de lá estar, cinco estrelas, nem parecia a mesma. É mesmo só para me irritar. Deve ser uma prova de amor subliminar qualquer. Do género, se resistires a dar-me uma lambada é porque isto é amor à séria. Ao fim de quase 11 anos ainda não consegui perceber muito bem o esquema das birras.  
Mas, ainda assim, (e porque fui generosa o suficiente para levantar o rabiosque da cama às 8h no único dia que tenho para dormir até mais tarde) tivemos tempo para preparar um pequeno-almoço ao pai.
Os meus pais acabaram por ser intimados a almoçar connosco, para alegria dos miúdos, que adoram estar com os avós (e nossa, claro).
É uma benção muito grande termos as pessoas que amamos connosco. ♥

Coisas que a minha filha me diz

20 de março de 2017

- mãe, sabes...não tenho medo de morrer. 
- mas não quero que tu morras, porque isso vai ser o fim da minha vida. Quero morrer primeiro.

Larga-me este tipo de bombas no colo, sempre acompanhadas de abraços e beijos. E a pessoa fica assim, de coração pequenino, olhos húmidos e engolindo em seco, sem palavras para dizer.
Quase 11 anos e cheia de inseguranças numas coisas e tantas certezas noutras. Sempre com o coração ao pé da boca, sem receio de falar daqueles assuntos que nós, adultos (e pais), quase nem nos atrevemos a mencionar, quanto mais a discorrer sobre eles, e uma forma desconcertante de (me) amar.
Já eu, filha, só quero que vivas para sempre. ♥


Semana 11/52

17 de março de 2017

Esta semana demorou a passar...
Ando cansada. A precisar de reagir. De arrebitar. 
A começar por tratar mais de mim. Obrigar-me a esticar mais os meus limites.
Por outro lado, também tenho um filho a entrar a pés juntos na adolescência. Uma caixinha de surpresas. Esta semana foi mais uma. Eu não sou propriamente melga e, portanto, nos dias em que ele está em casa porque não tem aulas, ligo à hora de almoço e depois não ligo mais. 
Pois que sua excelência, aparentemente, já por duas vezes (admitidas por ele, mas podem ter sido mais), agarra na sua pessoa e percorre 2.5 Km a pé (com a volta perfaz 5 Km) até à escola que alguns dos seus ex-colegas frequentam para ir dar dois dedos de conversa. Sozinho. Sem dar cavaco a ninguém. Se porventura eu tivesse ligado para casa e ele não me atendesse, teria ficado morta de preocupação.
A cena é que eu tenho um pai/avô atento, e ontem acabou por me confidenciar que já tinha havido uma ocasião em que, ao chegar a casa com a Diana, ele não estava e quando questionado sobre onde tinha andado foi evasivo.
Ora, porque a nossa cidade é uma "aldeia" grande, e lá diz o ditado, a mentira tem perna curta, ele foi visto por um familiar nosso, perto da tal escola, a correr desalmadamente (de volta para casa) e essa pessoa estranhou ele estar tão longe de casa e ligou ao meu pai, que depois me ligou a mim. E assim entro no admirável mundo novo da adolescência. 
Conversa, conversa, conversa. Foi o que fizémos. Infelizmente temos um miúdo que não fala, não exprime sentimentos, é tipo parede, mudo, e só diz a verdade quando está encurralado. Nunca sabemos muito bem qual o efeito das conversas que temos com ele. Isto é difícil. O castigo será não ir ao almoço de aniversário que teria com amigos este domingo. E isto custa-me horrores. Custa mesmo. Sempre achei que os pais faziam este tipo de coisas com a maior certeza do mundo, completamente para nos lixarem a vida de propósito, mas agora vejo que há decisões que custam a tomar. Tenho para mim que agora é que começa a parte dura de ter filhos, de ser mãe e pai. Pelo menos para aqueles que se ralam verdadeiramente em ajudar bons seres humanos a crescer e a desenvolver-se.  
Que Deus nos ajude e nos dê sabedoria...



Semana 10/52

10 de março de 2017

E atingimos o marco das 10 semanas. 2017 deixou de ser a estrear. Já está bem a uso e esta semana já começámos a usufruir da benção que é sair do trabalho ainda de dia. A Diana esteve adoentada mas, felizmente, parece que foi só um resfriado e a coisa parece mais ou menos debelada. Ainda fiquei com ela de molho em casa, porque afinal, nestas coisas das maleitas, às vezes, só o mimo e o descanso podem fazer milagres.  
Têm estado uns dias fabulosos de sol e que bom que é sentir o calorzinho a bater nas costas enquanto se almoça na esplanada. 
Comi o primeiro gelado da temporada. Que bem que soube. Desde esse dia que não como um doce. Estou a tentar portar-me mesmo bem.
Entretanto houve uma reunião de pais urgente na escola do Gabriel. Parece que o comportamento da turma se tem vindo a agravar, os professores começam a não conseguir ter mão neles, mas o busílis é que os pais dos críticos não aparecem. Há 12 miúdos com faltas disciplinares. No caso do Gabriel, teve negativa a História e não nos mostrou o teste. Só soubemos na reunião. Trabalhos de casa ZERO. Não faz. Havia notas a este respeito das profs de Português, História e Francês. Não é mal educado, mas por vezes acaba por ir na onda da galhofa. Enfim, isto preocupa-me. Falámos e esperamos que ele mude o que pode mudar. Que melhore aquilo que lhe cabe a ele melhorar. O resto, espero que a escola atue, porque se está a prejudicar o todo, por uma parte.
Mas hoje é sexta-feira. Vamos pôr pause e descansar. 

Aliciamento de menores

7 de março de 2017

Os meus filhos não gostam de ler. PONTO. Tentei de tudo. Dou o exemplo. Mas nada. 
Entretanto tive uma ideia luminosa (e cara), mas que acho que vai resultar. 
Eles estão a fazer um mealheiro, para irem a um acampamento internacional em 2019. Não têm mesada e recebem dinheiro apenas nos aniversários e Natal. Vai daí, propus que por cada capítulo lido lhes daria 0,50€. 
Ontem, depois de jantar, os meus gremlins a ler...
Quando chegou a hora do xixi-cama e me disseram, espera só um bocadinho, até fiquei emocionada. Mês riques menines! A ler. 

Just another manic monday

6 de março de 2017

Eu. Sinusite em altas. Garganta a arranhar, nariz tipo torneira, olhinhos lacrimejantes. Miúda. Dores de garganta e de cabeça. Faltou à escola. Tive de me reabastecer na farmácia dos B's todos porque, felizmente, estas maleitas são tão raras que quando volto a precisar de usar os medicamentos já está tudo fora de prazo. 
A cereja no topo do bolo é a luta acérrima contra os piolhos. Desta vez acho que também apanhei. Fritei a pipoca! Já não aguento. É o dinheiro que se gasta, a roupa que se lava ininterruptamente à temperatura máxima, repelentes, pentes e o caracinhas e os desgraçados não desaparecem. 
E o raio do cabelo da miúda dá-lhe pelo fundo das costas, quase. E ela não quer nem ouvir falar em cortar. E eu tenho tentado respeitar, a sério que sim, mas um dia queima-se-me um fusível e viro ditadora e off with the hair.

Aguenta e não chora

3 de março de 2017

A minha condição física é tão espetacular que ontem fiz sete minutos de exercício (sim, leram bem, sete minutos, enquanto a Bimby fazia o arroz para o jantar) e hoje tenho um andar novo. E sabem, aquela zona debaixo dos braços a fugir para a omoplata, que certamente tem um músculo cujo nome desconheço? Também me dói aí.

Semana 9/52

3 de março de 2017

Esta semana dissemos adeus a Fevereiro e olá a Março.
Confesso que Março só me é apelativo porque muda a hora (mas é mesmo no finzinho). Parece-me sempre um mês enooooooormeeee. Não sei se por Fevereiro ser mais pequeno. E começa já bem, hoje, com chuva sem parar. E o fim-de-semana avizinha-se igual. Que bom. Só que não (eu sei que ela é muito necessária, eu sei, pronto, vou ali penitenciar-me).
Ontem acabou-se o bem bom e os miúdos regressaram à escola. Voltei à minha rotina dos cozinhados matinais...bah! Cheirinho de feijão frade a cozer é maravilhoso enquanto se come os cereais. 
Eles, que são tão filhos de sua mãezinha, já andam a contar os dias para as férias da Páscoa (eu só terei uns dias de férias lá para Junho, tenho muito que esperar).
Até agora as notas não andam más. Nada de muito brilhante, é certo, mas nada de negativas. E o Satisfaz Bem que ambos tiveram a Matemática foi coisa para fazer palpitar este meu coração tão pouco numérico. 

{comprei estas ballerinas lindas nos saldos. da Zaxy}

Breve momento materialista

2 de março de 2017

Em dias tão cinzentos como estes últimos, fui comprar um bocadinho de verão.

{mango kids} ♥

E para mim...mangas de balão, folhos e laços. Estou perdida!!!! É bastante óbvio que terei de cultivar o domínio próprio este ano, caso a magra carteira, por si só, não seja suficientemente dissuasora.
{zara}

{Giraças}

Alguém quer?

1 de março de 2017


Ficaram bem boas. O meu sous-chef aprendiz tirou apontamentos da receita. Noto-lhe um especial gosto para a cozinha que (ainda) não despontou na irmã. 

Hoje, que é Dia da Panqueca

28 de fevereiro de 2017

Convém esclarecer aqui, de uma vez por todas, este busílis que afeta milhares de pessoas mundo fora.
Um crepe é um crepe. Uma panqueca é uma panqueca.


O crepe é fino e maior que a panqueca. A panqueca leva fermento, logo é mais grossa e normalmente mais pequena que o crepe.
Certo? Agora que estais todos mais esclarecidos, ide lá fazer panquecas com os petizes.

Cá em casa uso a receita do Jamie Oliver, 1+1+1 (na minha frigideira esta dose só dá para 4 ou 5 panquecas, mas o bom é que podem duplicar ou triplicar os ingredientes, conforme a necessidade):

1 chávena de farinha
1 chávena de leite (uso bebida de soja, mas podem usar qualquer outro leite vegetal)
1 ovo (podem substituir por 1 c de sopa de linhaça moída)
1 c de chá de fermento
1 colher de chá de essência de baunilha
1 pitada de sal
1 pitada de açúcar
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