Livro 16 - 2019

3 de setembro de 2019

Lá, Onde o Vento ChoraLá, Onde o Vento Chora by Delia Owens
My rating: 5 of 5 stars

Entrou, sem dúvida, para o meu top de livros preferidos. As descrições do pantanal são vívidas, ao ponto de nos imaginarmos lá. A ligação profunda da personagem principal com o mundo natural que a rodeia é enternecedora, e aprimorada pela solidão a que foi remetida pela vida. História dura e doce. Perturbadora e bela.

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Semana 32 e 33/52 - 2019

19 de agosto de 2019

Acabaram-se as duas semanas de férias.
É aquela fase em que relutantemente começamos a preparar o regresso às aulas, mas ao mesmo tempo ainda não fechámos a porta ao calor e à praia.
É o momento do reajuste depois do regabofe. O acerto de agulhas entre o fim do Verão e o regresso às rotinas.
Deixo aqui o registo das fotos da nossa pausa, com um coração muito agradecido por cada hora, cada minuto, cada segundo.
{Belver}
{Vale da Sarvinda}
{Vila Velha de Rodão}
{Amiais de Baixo/Olhos d'Água ♥ Batizado dos primos Laura, Inês e Raphael}
{Isla Mágica}
{Alvor - Algarve}

Livro 14 - 2019

10 de julho de 2019

Raparigas Como NósRaparigas Como Nós by Helena Magalhães
My rating: 4 of 5 stars

Fui adolescente nos anos 90 mas nunca tive tanta liberdade como a Isabel. A primeira vez que saí à noite já tinha 18 anos, no ano da graça de 1997. Mas essa era a realidade das minhas colegas de escola e, de certa forma, este livro foi uma espécie de regresso ao passado. Um vislumbrar de situações que não vivi na primeira pessoa mas que conheci. O drama dos amores adolescentes, as amigas para a vida, os diários e os poemas...tudo familiar. Houve um trecho que me ficou "Os miúdos mentem aos pais porque isso torna as suas vidas mais fáceis. (...) não o faziam para poder sair, mas, provavelmente, para que os pais continuassem a ver nelas seres perfeitos." Quem nunca? Agora que sou mãe de adolescentes, e estou do outro lado da barricada, sinto que esta leitura foi providencial.

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Livro 13 - 2019

26 de junho de 2019

Uma EducaçãoUma Educação by Tara Westover
My rating: 4 of 5 stars

Invariavelmente, enquanto crianças, somos permeáveis a todas as influências externas, sobretudo a dos nossos pais. O mundo que construímos assenta em grande parte no mundo que eles nos apresentam. A Tara viveu uma infância e adolescência atípica e este livro conta a forma incrível como conseguiu encontrar-se, definir-se, reconstruir-se. A viagem que foi descobrir a sua própria voz. Crescer é sempre doloroso, mas há quem tenha de lutar com desafios acrescidos. Um livro que nos mostra que não há impossíveis e que a vida é uma teia de escolhas que definem o nosso futuro. Para o melhor e para o pior.

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Escapadinha até à Madeira

18 de junho de 2019

Foi uma pausa muito necessária. Resolvemos aproveitar os dois feriados (o nacional e o de Lisboa) para voarmos até à Madeira.
Os miúdos andavam há muito a pedir para andar de avião novamente (a primeira e única vez que o fizeram foi em 2014, quando rumámos a Paris) mas, em abono da verdade, encararam a coisa com muito mais ansiedade à mistura. Um dos revezes de crescer é ganhar mais consciência sobre o que nos rodeia e isso também traz receios.
Mas foi muito tranquilo. O ir e o voltar. Graças a Deus.

Ficámos alojados na zona de Gaula, Santa Cruz, com uma vista privilegiada sobre o oceano e para a pista de aterragem do aeroporto Cristiano Ronaldo.

Brincámos com a bipolaridade das condições meteorológicas, dizendo que de um lado tínhamos o reino do Inverno e do outro o reino do Verão. E era para esse que escapulíamos durante o dia, em busca de vistas extraordinárias e sol.
Não dispensámos um périplo pelo Mercado dos Lavradores, onde fomos habilmente persuadidos a provar 3482 espécies diferentes de maracujá e onde o meu marido gastou uma quantia obscena em fruta (sim, é extremamente caro, e ele ia avisado mas os fulanos são especialistas em dar a volta ao turista). Ainda assim, era tudo bom e a fruta foi comida ao longo dos vários jantares da nossa estadia.
Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol,  Calheta, Cabo Girão, Curral das Freiras, Paul do Mar, foram vários dos locais que visitámos. Do outro lado, passámos em Porto da Cruz, onde está a destilaria "Companhia dos Engenhos do Norte". Podem lá beber uma poncha e comprar melaço do bom, entre outras coisas. Também nos aventurámos no teleférico da Rocha do Navio e tirámos a foto da praxe junto das casas de Santana. 
Recomendamos vivamente as espetadas no "O Polar". Atendimento rápido e simpático e a comida saborosíssima. E também uma paragem na esplanada do "The Small House", na rua mais pitoresca da Ponta do Sol.
Fizémos a Levada dos Balcões e terminámos a caminhada a retemperar forças no "Faísca".

Já ia outra vez encher a barriga de bolo do caco e Nikitas sem álcool.

Resiliência

23 de maio de 2019

Lembram-se de vos falar da Charla Anne?
O marido está a lutar contra um cancro e, por causa disso, foram de malas e bagagens para outra cidade, bem longe, de modo a acompanhá-lo nos tratamentos.
Receberam, entretanto, a notícia de que ficaram sem a sua casa, que foi totalmente destruída por um destes tornados que estão a assolar o centro dos EUA. As imagens são devastadoras. Não terão um lugar para onde voltar, no meio de todo este desafio que estão a viver.
Ponho-me a pensar: e se fosse comigo?
As suas vidas foram conservadas, é verdade, e é um milagre, uma benção, estarem providencialmente longe naquele dia.
Mas não deixa de ser uma realidade esmagadora. Um teste profundo à fé, ao qual a Charla Anne está a responder de forma extraordinária, impressionante. E esta força não é dela, vem de Deus, tenho a certeza. 
Agradeço-lhe por me mostrar o que é dar graças na provação. Confiar nos momentos de desânimo e perplexidade.

adenda: o Galin faleceu no dia 4 de Junho...

Semana 21/52 - 2019

20 de maio de 2019

Será que foi desta que o Instagram me roubou a inspiração e o tempo para o blog?
Quero muito acreditar que não.  Mas a verdade é que não tenho tido vontade de escrever.

Neste interregno de tempo celebrámos mais um aniversário do meu sobrinho João Pedro. 9 anos, para que fique o registo. 
As leituras estagnaram. Depois de um início de ano promissor, a todo o gás, a chegada do calor como que colocou a minha disponibilidade mental em banho-maria e encalhei num livro demasiado denso para mim, nesta fase. Acontece. Marquei a página, fechei o livro. Fica a marinar enquanto sigo caminho com um outro.
O nosso quarto levou uma volta à la Marie Kondo e agora sparks muito mais joy do que antes.


Maio é o mês das flores, e todas as semanas a minha jarra se enche com cores bonitas e flores de diferentes texturas.


Dei o primeiro mergulho do ano e sou agora a feliz proprietária de uma Bimby TM6. O avião das cozinhas, a fada-madrinha da culinária, o socorro de todas as mães de família cuja imaginação sucumbiu ao falecimento por repetição.
Os miúdos estão na reta final do ano escolar e não vejo a hora deste acabar. Foi dureza. Anseio muito que o próximo seja mais suave. Que se apliquem mais e tenham um bocadinho de dó desta mãe, que já se cansa muito por ter de repetir as mesmas reprimendas vezes sem conta.
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