Já tenho os meus frasquinhos

12 de novembro de 2012


São lindos, liiiiindos!!!
Agora falta enchê-los de doce. 

É a febre do puto cá de casa...

11 de novembro de 2012


Chama-se fingerboard. Ele já pediu uns pelo Natal e já tenta fazer alguns truques como estes aqui.
- têm de ser Tech deck, porque são os melhores!
(isto há com cada moda...)

Biscoitos e sofá

11 de novembro de 2012


Fiz mais um carregamento de biscoitos para esta semana. Levo-os para o trabalho, para acompanhar o chazinho que bebo todas as manhãs. Também lhes mando para o lanche e fica mais barato que comprar bolachas.


Hoje é também o dia em que ela monta o estaminé na sala e brinca toda a tarde com as suas amadas bonecas.
O rapaz, esse, está de amuo total. Queria ir à bola com o pai...
Está um frio de rachar e uma ventania a condizer. Temos que começar a pensar pôr a manta no sofá e o tapete também tem de ser resgatado ao roupeiro, para cobrir o chão da sala.

Catching up

11 de novembro de 2012

day_10_Transportation


day_11_Face


Reflexões [ou que lhe quiserem chamar]

8 de novembro de 2012

Os meus pais sempre contaram tostões. Recordo bem os momentos em que a minha mãe se entristecia por não poder comprar-nos uma peça de roupa nova ou uns sapatos novos ou o brinquedo que nós gostaríamos de ter. Mas engraçado que nunca senti que fosse pobre, não. Quando comecei a ganhar consciência das circunstâncias à minha volta já o pior tinha passado. Ali no início dos anos 80 a empresa em que o meu pai trabalhava fechou portas e mesmo antes de fechar, o meu pai passava temporadas sem receber ordenado e trabalhava à jorna noutros sítios ou a fazer biscates onde estes apareciam. Sei que houve alturas em que deixaram de comer para nos darem a nós, porque nos contaram, mas engraçado que nunca me senti pobre, não. 
Depois de casar senti sempre as bênçãos de Deus na minha vida e aprendi a confiar n'Ele nos momentos mais difíceis. Mesmo naqueles em que me interrogava porque não conseguia arranjar trabalho, mesmo naqueles em que achava que a vida podia ser mais justa comigo. Nunca tive estabilidade nem ordenados altos, mas nunca passei fome. Nem eu nem os meus. Do pouco que tenho arranjo sempre maneira de partilhar uma parte com quem precisa. "De graça recebeste, de graça dai." Aquilo que somos e aquilo que temos é de Deus. O que as pessoas por vezes esquecem é que neste mundo não existe apenas Deus, existe o outro lado sombrio, o lado daquele que as pessoas gostam muito de pintar com uns corninhos e um rabo pontiagudo, o que até lhe dá muito jeito, porque assim ninguém o leva a sério e ele vai destruindo como pode, quem pode, com a crueldade que lhe é permitida. Agora já estão todos a pensar que enlouqueci, porque afinal falar disto é tabu. Ou bem que é para fazer uma chalaça sobre o reino das trevas ou se é para falar a sério a coisa já é encarada como ficção científica, (como se fosse possível acreditar que Deus seja o causador do bem e do mal). Isto tudo para dizer que as coisas estão mal, pois estão. E vão ficar piores, vão. E o que eu sinto é que a fé me ajuda a manter-me à tona e a saber que em tudo existe um propósito maior do que eu, do que nós. E que o que me espera é muito melhor do que aquilo que esta terra me oferece nesta altura, ao ponto que chegou. Não ando aqui em vão, somos únicos, necessários e valorosos. Gostava tanto de poder partilhar isto com toda a gente e não sentir que as palavras batiam em paredes de cimento. Que não vale a pena entrar em pânico e desesperar. Que isto vai passar, um dia...
O próximo ano vai ser ainda mais difícil que este, a nível financeiro (e a outros que vêm por arrasto). O dinheiro não traz felicidade, mas compra medicamentos, roupa, sapatos, alimentos, um banho quente, um tecto sobre as nossas cabeças. Que no meio de todas as polémicas e dificuldades consigamos manter o norte e não abandonemos a humanidade que nos resta.
Hoje continuo a contar tostões para que o dinheiro estique para tudo, porque quis ter filhos, dois. Mas não me sinto pobre, não.

day_8_Kids

8 de novembro de 2012


Chego a casa e é o beijo deles que me recompensa das horas que passamos longe uns dos outros.
Aquelas mãos quentinhas, de unhas roídas (péssimo hábito que herdaram da mãe), ele de mãos fininhas e de dedos esguios, ela com com umas mãos rechonchudas e deditos sapudos. É por estas mãos que vale tudo a pena. Mesmo as olheiras, os tostões contados, os ralhetes fora dos decibéis aceitáveis, o coração fora do peito. Há dias em que apetece desistir porque estas mãos que eu amo parecem não fazer nada daquilo que tento, com todas as minhas forças, ensinar-lhes. Mas depois lá chegam outros em que afinal temos a certeza de que estamos a fazer qualquer coisa de jeito.
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