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Estimular a independência dos meus filhos

16 de novembro de 2012

Não é uma boa medida anti-crise.
Gasta-se muito mais água e gás desde que as criaturas tomam banho sozinhas. 
[e de repente...lembro-me do meu pai com os nervos em franja a bradar palavras de ordem quando eu tomava banho]

@home

14 de novembro de 2012

Hoje, dia de Greve Geral em muitos países da Europa e arredores, a escola dos meus filhos encerrou portas. Estamos em casa a gozar de um dia juntos a meio da semana. Já pus roupa a lavar...[aquilo reproduz-se na casa de banho, só pode], tenho mais doce de abóbora a fazer na Bimby, já para colocar nos frasquinhos que vou oferecer no Natal e a seguir vou fazer almôndegas vegetarianas para vender [volta e meia lá aparece uma encomenda e não se diz que não].
Os miúdos ainda nem tiraram o pijama. Não me apetece cozinhar, pelo que o almoço vai ser pizza. 

E para me alegrar o dia, mais uma lata linda a que não resisti...e nem gosto de rebuçados.





Reflexões [ou que lhe quiserem chamar]

8 de novembro de 2012

Os meus pais sempre contaram tostões. Recordo bem os momentos em que a minha mãe se entristecia por não poder comprar-nos uma peça de roupa nova ou uns sapatos novos ou o brinquedo que nós gostaríamos de ter. Mas engraçado que nunca senti que fosse pobre, não. Quando comecei a ganhar consciência das circunstâncias à minha volta já o pior tinha passado. Ali no início dos anos 80 a empresa em que o meu pai trabalhava fechou portas e mesmo antes de fechar, o meu pai passava temporadas sem receber ordenado e trabalhava à jorna noutros sítios ou a fazer biscates onde estes apareciam. Sei que houve alturas em que deixaram de comer para nos darem a nós, porque nos contaram, mas engraçado que nunca me senti pobre, não. 
Depois de casar senti sempre as bênçãos de Deus na minha vida e aprendi a confiar n'Ele nos momentos mais difíceis. Mesmo naqueles em que me interrogava porque não conseguia arranjar trabalho, mesmo naqueles em que achava que a vida podia ser mais justa comigo. Nunca tive estabilidade nem ordenados altos, mas nunca passei fome. Nem eu nem os meus. Do pouco que tenho arranjo sempre maneira de partilhar uma parte com quem precisa. "De graça recebeste, de graça dai." Aquilo que somos e aquilo que temos é de Deus. O que as pessoas por vezes esquecem é que neste mundo não existe apenas Deus, existe o outro lado sombrio, o lado daquele que as pessoas gostam muito de pintar com uns corninhos e um rabo pontiagudo, o que até lhe dá muito jeito, porque assim ninguém o leva a sério e ele vai destruindo como pode, quem pode, com a crueldade que lhe é permitida. Agora já estão todos a pensar que enlouqueci, porque afinal falar disto é tabu. Ou bem que é para fazer uma chalaça sobre o reino das trevas ou se é para falar a sério a coisa já é encarada como ficção científica, (como se fosse possível acreditar que Deus seja o causador do bem e do mal). Isto tudo para dizer que as coisas estão mal, pois estão. E vão ficar piores, vão. E o que eu sinto é que a fé me ajuda a manter-me à tona e a saber que em tudo existe um propósito maior do que eu, do que nós. E que o que me espera é muito melhor do que aquilo que esta terra me oferece nesta altura, ao ponto que chegou. Não ando aqui em vão, somos únicos, necessários e valorosos. Gostava tanto de poder partilhar isto com toda a gente e não sentir que as palavras batiam em paredes de cimento. Que não vale a pena entrar em pânico e desesperar. Que isto vai passar, um dia...
O próximo ano vai ser ainda mais difícil que este, a nível financeiro (e a outros que vêm por arrasto). O dinheiro não traz felicidade, mas compra medicamentos, roupa, sapatos, alimentos, um banho quente, um tecto sobre as nossas cabeças. Que no meio de todas as polémicas e dificuldades consigamos manter o norte e não abandonemos a humanidade que nos resta.
Hoje continuo a contar tostões para que o dinheiro estique para tudo, porque quis ter filhos, dois. Mas não me sinto pobre, não.

Dar o sermão

19 de outubro de 2010

Eu, hoje, a dar instruções às crias para utilizarem os copos de maneira a não virem para casa com um banho de leite com chocolate e para que não ficassem, consequentemente, a mastigar bolachas a seco.
- estão a ver? (e enchi o copo com água, virei o copo ao contrário) não sai nada. NÃO PODEM ANDAR A ESCARAFUNCHAR NA BORRACHINHA! ok? senão estraga-se e o leite começa a sair por fora....
- TAMBÉM NÃO PODEM RETIRAR A TAMPA, EM CIRCUNSNTÂNCIA ALGUMA! porque senão entorna-se tudo, ok? 
É muito simples.
- abanam um bocadinho, para misturar o chocolate no leite, MAS DEVAGAR!
- põem a palhinha no buraco e bebem. no fim deitam a palhinha fora e voltam a guardar o copo. Perceberam?
E um coro:
- SIM!!
(estou para ver...)

Compras a adivinhar a crise

18 de outubro de 2010

Hás uns meses atrás comprei 4 copos destes (Tupperware).
São fantásticos porque têm um orifício hermético, de uma borracha que veda bem, mas permite que se enfie uma palhinha, o que para os miúdos é óptimo, pois podem beber sem ter de abrir a tampa (coisa que daria mau resultado, claro).
Ora, ao preço que os leites achocolatados e os sumos vão estar, acho que vão passar a levar leite com Nesquick nestes copos que é um mimo.
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