Olá, o meu nome é Raquel e não sei viver sem telemóvel

29 de agosto de 2016

O meu telemóvel moribundo, cujo ecrã faleceu, continua a vibrar sempre que eu recebo alguma notificação nas redes sociais. Isto deixa-me em suspenso, sempre à espera que, a qualquer momento, ele volte à vida. Ora isto não se faz. É uma agonia. Pois que não me permite efetuar nem receber chamadas, nem tirar fotos, nem coisa nenhuma, um autêntico buraco negro de transístores e radioatividade, MAS notifica.
O telemóvel novo já deve vir a caminho, mas diz que nuestros hermanos estão a modos que a empatar um bocado a coisa. Eu já estou com graves sintomas de privação e ainda só passaram 24 horas após a tragédia.
Vai ser uma semana dura.
"Esqueci-me de pedir ao marido para trazer cenouras, deixa cá enviar um sms. Ah, caramba! É verdade, não tenho telemóvel. Epá, perdi o comboio, deixa cá dizer ao homem que me vou atrasar...ups, pois, o telemóvel, kaput...Olha que ângulo tão fixe para tirar uma foto...bolas, pois..."
Obviamente que isto é tudo uma hipérbole caluniosa. Com guerras a acontecer, sismos, fome e secas...pff, que estupidez. É só um telemóvel. Vivendo na bolha privilegiada do ocidente. Vou ali esbofetear-me.

3 comentários:

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