Livro 10 - 2020

29 de setembro de 2020

 

Nome de Código: Verity (Code Name Verity, #1)Nome de Código: Verity by Elizabeth Wein
My rating: 5 of 5 stars

Duas mulheres muito diferentes (será?) que se conhecem enquanto assumem o seu lugar no curso da história da II grande guerra. Que aceitam os desafios que lhes atiram (papéis maioritariamente desempenhados por homens, à época) e, no meio das suas fragilidades e medos, se erguem, fortes e heroicas, porque é isso que se é quando se luta pela sobrevivência...heróis e heroínas no fio da navalha.
Terminei com os olhos húmidos, porque é comovente a entrega e a amizade, o génio e o patriotismo, o sentido de humor nas horas mais negras. E também a sensibilidade, quando vem de onde menos esperamos.


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Livro 9 - 2020

10 de setembro de 2020

 

A máquina de fazer espanhóisA máquina de fazer espanhóis by Valter Hugo Mãe
My rating: 4 of 5 stars

Há assuntos que nos são particularmente difíceis de abordar, de explicar, de sentir. Nestes incluo a velhice, a doença e a morte.
Este livro é um espaço de reflexão sobre tudo isto. Um tocar na ferida, um abrir do véu sobre a revolta do despojo, mas também sobre a doçura que pode existir em fazermos as pazes connosco próprios.
A ternura que é podermos ser surpreendidos, até ao cair do pano, pela amizade, pelo riso, pela partilha.
Demorei uma eternidade a chegar à última página. Mas tudo se deve à minha indisponibilidade mental e não à falta de qualidade da leitura.
Foi bonito.

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Maiores e vacinados

9 de setembro de 2020

Andei aqui a limpar o pó e as teias de aranha porque, afinal, 18 anos de casamento é coisa para merecer um post.

O local que escolhemos para celebrar não podia ser mais especial e, para nós, festa é sinónimo de comida. E que comida...

Só o espaço, per se, é de encher o olho. Imaginamo-nos num beco de uma rua vietnamita ou numa cave de um qualquer boteco coreano. Dos cheiros, ao ambiente, até à música, tudo nos transporta para o universo Oriental e a comida vem fechar o círculo de toda a experiência.

Gostámos de tudo, à exceção do curry de pato, não porque não estivesse soberbamente confecionado e apresentado, mas porque é um prato mais doce e essa não é muito a nossa onda. 

Pedimos também o mix de sashimi de peixe braseado, o dim sum frito de frango com castanha de água e o pad thai de frango e destas três opções gostámos mesmo, mesmo muito.

Na sala Kimono, onde ficámos, em regime de exceção por ser um aniversário de casamento (foram mesmo uns queridos, porque estas salas só são reservadas para grupos de 4 a 6 pessoas) pudémos observar os chefs 'in  loco' a cozinhar.

Não é um restaurante para ir todos os dias (a não ser que sejamos o Ronaldo), mas para um dia especial, vale a extravagância.



Seguimos juntos nesta caminhada que escolhemos há 18 anos. Não queria fazer a vida com mais ninguém...

Livro 8 - 2020

3 de junho de 2020

A Rapariga do Casaco AzulA Rapariga do Casaco Azul by Monica Hesse
My rating: 4 of 5 stars

A guerra é um desencontro entre os sonhos e a vida. E o amor anda de mãos dadas com a dor. Quanto mais sentes, mais dói. E a culpa está sempre presente. Cada um faz o que pode para sobreviver. Às vezes um pouco mais... Gostei muito. Mais uma perspectiva acerca dos vários movimentos de coragem que surgem quando a crueldade humana atinge picos de malvadez.

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Livro 7 - 2020

3 de junho de 2020

As Raparigas PerdidasAs Raparigas Perdidas by Simone St. James
My rating: 5 of 5 stars

Foi o primeiro livro deste género que li. Achei-o cativante, com um enredo muito bem entretecido e personagens fortes. Muito mistério, amor, e mágoas. Camadas e camadas da história que nos é desvendada a cada capítulo e que fizeram com que fosse quase impossível parar de ler. Terminei-o em apenas dois dias. Acho que diz tudo.

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Livro 6 - 2020

3 de junho de 2020

Noivos à ForçaNoivos à Força by Christina Lauren
My rating: 5 of 5 stars

Encontros e desencontros. Desilusões e surpresas boas. Pessoas que não valem nada e outras que valem tudo. Os altos e baixos de se ser gente à procura de uma identidade e objetivo de vida. Com muita, muita piada à mistura. Venturas e desventuras do desabrochar de um amor. Foi divertido. E foi bonito também. Leve como um pôr-do-sol no Maui. Nunca lá estive, a não ser nas páginas de um livro...

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Covid-19

28 de abril de 2020

Muito se passou depois do dia 9 de Janeiro.
Distanciamento social, quarentena, pandemia. Este é o contexto atual e estas são as palavras mais ouvidas. Uma espécie de distopia em tempo real, em que o mundo foi posto em suspenso, a pensar na vida, de castigo em casa, sob pena de contagiar ou ser contagiado, de morrer ou de causar a morte a alguém. Um castigo que, na ausência de uma vacina para este vírus, é a nossa única proteção.
Parece coisa de filme...

Hoje é o dia 47 de confinamento. Só o Pedro é que sai para fazer as compras. Vai uma vez por semana fazer um avio maior ao supermercado. E vai à mercearia aqui do bairro diariamente buscar pão e/ou frutas e legumes. 
Agora recordo o meu ex-normal, como algo que aconteceu há tanto tempo, porque afinal caminho a passos largos para os dois meses de reclusão, ou pelo menos de uma existência muitíssimo limitada.
O andar no comboio da ponte, o trabalhar no escritório com outras pessoas, os almoços e jantares fora. A praia, sempre que apetecia, os treinos no Parque da Paz. Os sábados na igreja e os almoços em família. Tudo isso nos está, agora, vedado.

O Pedro fez 42 anos, o meu cunhado Nuno fez 45, a minha sobrinha Luna fez 14. E estes foram os últimos aniversários a poderem ser celebrados juntos.

Estou em tele-trabalho e os miúdos no ensino à distância. Todo um mundo novo de adaptações e novas rotinas. Houve corrida desenfreada à compra de papel higiénico (?) e depois de fermento e farinha.
Já fiz pão, um sem número de bolos, salame de chocolate, arroz doce, scones, bolachas. You name it! Todos os dias temos como principal objetivo definir o que fazer para o almoço e o jantar. A comida é um tema sempre presente. É muito bom ter o marido a assegurar muitas das tarefas domésticas, já que eu fico grande parte do dia de roda do computador.
Já fui mais assídua nos treinos em casa e a vontade de os realizar também já foi maior. 
Basicamente tento viver um dia de cada vez, praticar a gratidão, beber água e apanhar sol, manter a sanidade mental.
Já vou no 4º livro da quarentena, não tenho visto assim tanta televisão como imaginaria e a Primavera está a ceder cada vez mais dias ao sol e ao calor, embora já tenha chovido q.b.

Deixo-vos algumas fotos.

Pré-quarentena:


Pós-quarentena:

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