Livro 1 - 2020

30 de janeiro de 2020

Pequena AbelhaPequena Abelha by Chris Cleave
My rating: 4 of 5 stars

É um livro que nos faz sentir toda a espécie de emoções. Que nos mexe e remexe a consciência. Escrita fabulosa. Não conhecia o autor. Fiquei rendida.

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Update (mais vale tarde que nunca)

9 de janeiro de 2020

Já cá não vinha desde as férias de verão. Uma desgraça, portanto.
Não quero deixar este espaço morrer. Não agora, depois de tanto tempo. Não agora, que os meus filhos têm tanto gosto em vir aqui algumas vezes como se isto fosse um álbum de recordações. 
Mas a verdade é que o Instagram acaba por me permitir partilhar as fotos, que tanto gosto, e dar dois dedos de conversa nas legendas e a preguiça de aqui vir depois fala mais alto, a falta de tempo também...
Novembro foi um mês doce, pessoalmente falando, mas penoso, profissionalmente. Estava a sentir-me profundamente cansada, como se o cérebro já não conseguisse dar mais e arrastei-me até às férias de Natal como quem atravessa um deserto em busca de um oásis.
Elas chegaram e foram verdadeiramente revigorantes. Muita ronha, bolachas caseiras, passeios com a família. Muitos filmes com a manta pelas pernas, muita música de Natal. Um verdadeiro recarregar de baterias. Um desacelerar que eu ansiava como pão para a boca.
Para terminar em beleza, decidimos, impetuosamente, agarrar no carro e ir passar uns dias a Trás-os-Montes, mais concretamente Bragança. Foi bom estarmos os quatro, passear, ver novas paisagens, comer do bom e do melhor (a malta daquelas bandas não brinca em serviço no que diz respeito à comida). 
Ficámos alojados na Quinta dos Castanheiros, na Negreda. No meio do nada, digo-vos já, mas maravilhoso. Acordámos todos os dias com tudo coberto de gelo, porque a geada noturna estava muito forte e as temperaturas eram bem baixas. De manhã chegámos  a sair de casa, já depois das 9h com -1º ou 0º C.
Restaurantes, experimentámos três e não podemos recomendar mais:
Visitámos alguns lugares do Parque Natural de Montesinho, fomos até Puebla de Sanabria, já em Espanha (passando pela aldeia de Rio de Onor, que é metade portuguesa, metade espanhola). Tivémos o imenso privilégio de dar passagem a três veados selvagens que se nos atravessaram à frente do carro, na estrada. Espécimens magníficos, sobretudo o macho, com as suas hastes e porte altivo. Depois seguimos até ao lago com o mesmo nome, que é um festim para os olhos. Paisagem lindíssima, de tirar o fôlego. Ainda vimos as iluminações festivas da aldeia serem ligadas pela primeira vez, com direito a contagem decrescente e música de natal, enquanto bebíamos um chocolate quente, que veio mesmo a calhar para aquecer as entranhas, porque o frio quando escurece é qualquer coisa...toda a minha perceção de frio veio mudada de lá. 

E agora é esperar que 2020 seja igualmente repleto de novas aventuras e momentos memoráveis.



Livro 16 - 2019

3 de setembro de 2019

Lá, Onde o Vento ChoraLá, Onde o Vento Chora by Delia Owens
My rating: 5 of 5 stars

Entrou, sem dúvida, para o meu top de livros preferidos. As descrições do pantanal são vívidas, ao ponto de nos imaginarmos lá. A ligação profunda da personagem principal com o mundo natural que a rodeia é enternecedora, e aprimorada pela solidão a que foi remetida pela vida. História dura e doce. Perturbadora e bela.

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Semana 32 e 33/52 - 2019

19 de agosto de 2019

Acabaram-se as duas semanas de férias.
É aquela fase em que relutantemente começamos a preparar o regresso às aulas, mas ao mesmo tempo ainda não fechámos a porta ao calor e à praia.
É o momento do reajuste depois do regabofe. O acerto de agulhas entre o fim do Verão e o regresso às rotinas.
Deixo aqui o registo das fotos da nossa pausa, com um coração muito agradecido por cada hora, cada minuto, cada segundo.
{Belver}
{Vale da Sarvinda}
{Vila Velha de Rodão}
{Amiais de Baixo/Olhos d'Água ♥ Batizado dos primos Laura, Inês e Raphael}
{Isla Mágica}
{Alvor - Algarve}

Livro 14 - 2019

10 de julho de 2019

Raparigas Como NósRaparigas Como Nós by Helena Magalhães
My rating: 4 of 5 stars

Fui adolescente nos anos 90 mas nunca tive tanta liberdade como a Isabel. A primeira vez que saí à noite já tinha 18 anos, no ano da graça de 1997. Mas essa era a realidade das minhas colegas de escola e, de certa forma, este livro foi uma espécie de regresso ao passado. Um vislumbrar de situações que não vivi na primeira pessoa mas que conheci. O drama dos amores adolescentes, as amigas para a vida, os diários e os poemas...tudo familiar. Houve um trecho que me ficou "Os miúdos mentem aos pais porque isso torna as suas vidas mais fáceis. (...) não o faziam para poder sair, mas, provavelmente, para que os pais continuassem a ver nelas seres perfeitos." Quem nunca? Agora que sou mãe de adolescentes, e estou do outro lado da barricada, sinto que esta leitura foi providencial.

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Livro 13 - 2019

26 de junho de 2019

Uma EducaçãoUma Educação by Tara Westover
My rating: 4 of 5 stars

Invariavelmente, enquanto crianças, somos permeáveis a todas as influências externas, sobretudo a dos nossos pais. O mundo que construímos assenta em grande parte no mundo que eles nos apresentam. A Tara viveu uma infância e adolescência atípica e este livro conta a forma incrível como conseguiu encontrar-se, definir-se, reconstruir-se. A viagem que foi descobrir a sua própria voz. Crescer é sempre doloroso, mas há quem tenha de lutar com desafios acrescidos. Um livro que nos mostra que não há impossíveis e que a vida é uma teia de escolhas que definem o nosso futuro. Para o melhor e para o pior.

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Escapadinha até à Madeira

18 de junho de 2019

Foi uma pausa muito necessária. Resolvemos aproveitar os dois feriados (o nacional e o de Lisboa) para voarmos até à Madeira.
Os miúdos andavam há muito a pedir para andar de avião novamente (a primeira e única vez que o fizeram foi em 2014, quando rumámos a Paris) mas, em abono da verdade, encararam a coisa com muito mais ansiedade à mistura. Um dos revezes de crescer é ganhar mais consciência sobre o que nos rodeia e isso também traz receios.
Mas foi muito tranquilo. O ir e o voltar. Graças a Deus.

Ficámos alojados na zona de Gaula, Santa Cruz, com uma vista privilegiada sobre o oceano e para a pista de aterragem do aeroporto Cristiano Ronaldo.

Brincámos com a bipolaridade das condições meteorológicas, dizendo que de um lado tínhamos o reino do Inverno e do outro o reino do Verão. E era para esse que escapulíamos durante o dia, em busca de vistas extraordinárias e sol.
Não dispensámos um périplo pelo Mercado dos Lavradores, onde fomos habilmente persuadidos a provar 3482 espécies diferentes de maracujá e onde o meu marido gastou uma quantia obscena em fruta (sim, é extremamente caro, e ele ia avisado mas os fulanos são especialistas em dar a volta ao turista). Ainda assim, era tudo bom e a fruta foi comida ao longo dos vários jantares da nossa estadia.
Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol,  Calheta, Cabo Girão, Curral das Freiras, Paul do Mar, foram vários dos locais que visitámos. Do outro lado, passámos em Porto da Cruz, onde está a destilaria "Companhia dos Engenhos do Norte". Podem lá beber uma poncha e comprar melaço do bom, entre outras coisas. Também nos aventurámos no teleférico da Rocha do Navio e tirámos a foto da praxe junto das casas de Santana. 
Recomendamos vivamente as espetadas no "O Polar". Atendimento rápido e simpático e a comida saborosíssima. E também uma paragem na esplanada do "The Small House", na rua mais pitoresca da Ponta do Sol.
Fizémos a Levada dos Balcões e terminámos a caminhada a retemperar forças no "Faísca".

Já ia outra vez encher a barriga de bolo do caco e Nikitas sem álcool.
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