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Lanche com a afilhada

18 de dezembro de 2011

Parece-me mais calma, um pouco mais centrada. 15 anos. Tem menos um ano que eu tinha quando aceitei amadrinhá-la. Acho que os miúdos hoje em dia são tão imaturos, comparativamente ao que nós eramos, ou talvez seja só impressão. Não sei. No fundo os nossos pais também diziam o mesmo de nós. 
A Diana gosta sempre de rever a Bia, com quem não parou, nas suas correrias. 

Bolo Moka

18 de dezembro de 2011

Para o lanche com a afilhada. 
Hoje é dia de dar prendas. A de aniversário, atrasada e a de Natal, ainda muito a tempo.


Da minha afilhada

12 de junho de 2009

Confunde-me, entristece-me, até me revolta, pensar que tanto mãe como pai não se preocupam com ela (e irmãs). Como é que deitam a cabeça na almofada, todas as noites, sem pensar sequer se comeram bem, se estão doentes, se precisam de um carinho...
Aos 12 anos não ter ninguém que olhe por nós é do mais triste que há. Principalmente porque já temos a noção da realidade.
O meu tio faz o seu melhor, mas também não se consegue desdobrar em dois e a idade já não lhe permite a elasticidade mental que implica acompanhar uma pré adolescente.
Dei-lhe muito carinho nestes dois dias. Sei que gostou e se sentiu bem connosco, porque ontem pediu para ficar mais tempo. Não pude aceder, porque o meu tio disse que era importante ela hoje ir à escola e não quero, de forma alguma, interferir.
Percebi que está numa escola algo problemática (se é que isso existe hoje em dia...começo a concluir que são todas), cultura do hip-hop abunda, alguma delinquência e acima de tudo muitos jovens sem valores e educação, por virem de famílias igualmente desestruturadas.
Penso que nesta idade é normal cair-se em certas experiências, mas quando são crianças sem rede de apoio por trás e com uma dose pequena de auto estima, aquilo que seria apenas uma experiência acaba por ser uma escolha que influencia toda uma vida.
É só isso que não quero para ela.
Li-lhe a amargura e a desilusão nas palavras quando disse:
- quando for grande não quero ter filhos. quero uma casa minha, talvez um cão ou um gato...e chega.
No entanto disse que gostava de ser pediatra ou veterinária.
Torço tanto para que a vida lhe conceda estes desejos , já que em tantos outros planos não foi generosa com ela.
Vou fazer de tudo para a ter cá outras vezes. Sempre que puder.

Dia em cheio

12 de junho de 2009


A minha afilhada linda

10 de junho de 2009

Dia fantástico de praia

10 de junho de 2009

A minha afilhada chegou ontem do Algarve com um belo de um escaldão nas costas, próprio de quem esteve num parque aquático.
Apesar da tarde estar nublada, decidimos ir na mesma à praia. Escusado será dizer que não houve protector que lhe valesse. Parece uma velhinha a encostar-se ao sofá quando se senta :)
Os miúdos divertiram-se imenso e a Diana, como sempre, quando o pai a levou perto das ondas parecia que a estavam a matar.
A água estava magnífica, apesar das correntes estarem fortes.

Inquilina nova por dois dias

9 de junho de 2009

Nos próximos dois dias vamos ser 5 lá em casa. A minha afilhada vem ficar connosco. Ao fim de 12 anos vamos conhecer-nos melhor, partilhar alguns momentos em família. Espero que ela goste. Quero, acima de tudo, que se divirta e se sinta confortável.
Eu confesso-me um pouco nervosa. Não quero desiludi-la e gostava mesmo de ser AQUELE apoio a que ela recorresse quando precisasse. No fundo, teria sido mais fácil construir uma imagem junto dela quando ela era pequena, aos 12 anos já se é mais exigente.
Mas...quero acreditar que nunca é tarde para dar nós nos laços que se perderam.

- Mãe, o que vais fazer?

9 de maio de 2009

-Vou dizer adeus à tia, filho.
-Ela morreu porquê?
-Porque estava muito doente.
-Doente do quê?
...
E as perguntas sucederam-se... fui respondendo o melhor que pude. Sempre com a verdade, mas com palavras leves que ele pudesse entender.

Foi muito triste. Por tudo. Pela situação toda que rodeou os últimos anos da minha tia, pelo ambiente que a presença cínica da minha prima causou em quase todos. Pela minha afilhada que, pela primeira vez, desabou em lágrimas no momento em que fecharam o caixão. Julgo que foi quando percebeu que não havia volta a dar. Tinha acabado. 12 anos...queria guardá-la daquilo tudo. Mas a vida é assim, muito injusta às vezes.
Esteve sempre a chover, um céu negro. Trovejou...
O tempo estava zangado, como nós.
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