1918 - 2013

5 de dezembro de 2013

"O que conta na vida não é o mero facto de termos vivido. É a diferença que fizermos na vida dos outros que determinará o significado da vida que vivemos."

Nelson Mandela


Das coisas melhores do mundo?

5 de dezembro de 2013

Beijinhos no pescoço dos meus filhos. Naquela curva quentinha de pele, quase junto à orelha.
Melhor ainda, quando a minha filha me diz que os adora. 
Depois dou mais umas voltas ao repolho no tacho, a nadar no refogado, para o arroz que vou fazer para o jantar e penso nela, que já não viu o sol nascer hoje. Estava tão bonito, e nunca mais vai sentir o sabor de um gelado de chocolate ou mergulhar os pés no mar no primeiro dia de Verão.
Penso que ela nunca soube o que era isto. Este prazer desmesurado do amor. Dou mais um beijinho no pescoço da minha filha e quase me esqueço que ela me dá cabo da cabeça com as contas de menos. Porque penso nela outra vez, como pensei toda a noite passada. Penso nas manhãs de sábado. Volto a ter 9 anos e a espetar pioneses no cabelo da irmã dela para depois nos rirmos todos, muito. Era uma brincadeira inocente, que hoje recordo com saudade, porque ela nunca mais vai partilhar nenhum sorriso comigo, nem com a irmã, nem com ninguém. Somos pó. E penso nela. E penso nisto da vida ser tão frágil.
A minha filha interrompe-me para me perguntar quanto é 200-200 e eu respiro fundo e relativizo, porque penso nela, que não voltará a fazer contas de cabeça nem saberá o que é isto dos beijinhos no pescoço de um filho. Hoje chorei. Muito. A dor de nos pormos nos sapatos dos outros é atroz. Este mundo é atroz.
Fico à espera do outro, em que Deus vai restaurar a justiça e nunca mais vamos ter de saber o que é isto de dizer adeus.

Feliz Aniversário, filho!

3 de dezembro de 2013


Podia dizer muitas coisas, mas hoje só me apetece dizer que sou feliz por ser mãe deste rapazinho.
Como diz a Diana, quando gosta muito de uma coisa: "ele é o melhor filho mais velho de sempre"
Não podia ter-me calhado um miúdo melhor para me estrear nestas aventuras da maternidade.
No fundo, foi por ele que comecei este blog, e é por ele, e por ela, que ele continua.
Agradecemos a Deus pela vida e saúde que lhe tem concedido e pela sua presença junto de nós.
Hoje, infelizmente, acordou com dores de garganta e de cabeça.
Eu não estava lá para o mimar. Foi tudo por telefone. Recomendações para o pai dar o Brufen, palavras de conforto e pouco mais pude fazer.
Mesmo assim, antes de sair de casa, esgueirei-me para o sótão, onde ele dorme, para lhe sentir as bochechas quentinhas e lhe desejar um dia feliz, mesmo que ele nem tivesse dado quase conta, com aqueles olhos estremunhados a olhar para mim.
Se o amor se pudesse pôr em palavras...mas não pode...
Eu, pelo menos, não as tenho.
E é nesta ausência de adjectivos e de descrições, que se encontram os sentimentos mais profundos.

Que comece a contagem decrescente

1 de dezembro de 2013


O chocolate do dia 1 já foi. 

De vez em quando pedem-me para fazer bolos

1 de dezembro de 2013

Às vezes não é possível, mas quando é, tenho muito gosto.
Lançaram-me o desafio de fazer bonecada. Animais, em concreto. 
Sou franca. Paniquei um bocado. Normalmente cinjo-me a formas que saiam através de cortadores e assim a margem de falhanço é muito menor. Mas figuras a três dimensões...assustam-me um bocadinho. 
Lá aceitei. A amizade leva-nos a estas loucuras.
Lá pesquisei alguns sites, imagens, dicas.
Penso que não me saí mal. Ainda sei brincar com "plasticina".
Espero mesmo que o Raul, que faz hoje 2 anos e adora animais, goste do seu bolo.
Bolinho de cenoura recheado com doce de leite.

Olá Dezembro!

1 de dezembro de 2013


Sejas muito bem-vindo!
Sabes que gosto muito de ti. És um mês mágico. Frio mas doce.
O meu miúdo faz anos depois de amanhã.
As férias de Natal aproximam-se a passos largos. O que há para não gostar?
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