Com a Diana. Achei, honestamente, que uma semana após termos entrado de férias, em que me debati com ela até à exaustão, estava mais calma, mais obediente. Uma semana após ter recomeçado na escola, o caos instalou-se novamente. Sinto-me muito saturada. São muitas as vezes, senão quase sempre, que me sinto uma falhada na minha tarefa de educar. Esta semana tive um princípio de noite de cão. Nem consigo encontrar palavras para descrever o estado de nervos em que fiquei, devido ao comportamento dela, muito menos conseguir explicar o circo que ela armou por uma insignificância. Sei que me descontrolei, que levou a primeira tareia, que lhe dei um banho de água fria, tal era o histerismo em que ela estava, que se mijou pelas pernas abaixo enquanto subia as escadas e gritava desalmadamente (coisa tão histérica para a deixar rouca no dia seguinte, não foram uns gritinhos).
E isto tudo porquê? Tão simples como eu a ter chamado umas 3 vezes para vir para a cama e ela ter feito ouvidos moucos. Comecei a subir as escadas com o Gabriel e ela ainda me disse: mas eu quero colo! Eu disse que não havia problema nenhum, era só ela vir até às escadas que eu a apanhava (das escadas ao sofá, onde ela estava, são 2 metros, se tanto). Estive ali uns 5 minutos a insistir com ela e nada. Cansei-me. Disse:
- ou vens ou a mãe vai subir e depois tens de vir sozinha. Vens ou não?
E não se mexeu. Subi. E o espectáculo deplorável começou segundos depois.
Sei que o coração quase que saía pela boca, de tão descompassado e que as pernas ficaram fracas.
Depois de já a ter deitado, chorei. Sentia-me a pior criatura à face da terra. Secou-se-me a garganta de a saber deitada sem um beijo meu. Ao mesmo tempo revolta-me ela ser assim. Não sou assim tão intransigente, o que será que faz com que me prove a este ponto? Que mal faço eu?
E andamos nisto. Ela acha que temos de nos vergar perante as exigências dela, quando e como quer...e eu sei que não posso facilitar, mas nunca sei se estou a fazer a coisa certa.