
4º Dia da Mãe a duplicar
30 de abril de 2010

Das prendinhas da escola
30 de abril de 2010
Lá mas deram, cheios de sorrisos e mistério, muito orgulhosos das suas manualidades.

...
30 de abril de 2010
Pedi à minha mãe para lá ir, de modo a minimizar a minha falta. Foi pior a emenda que o soneto. Ela reagiu muito mal. Não ligou nenhuma à avó e, depois de a minha mãe falar com ela, pois estava triste ao colo da auxiliar e não queria ir para junto dela, perguntou-lhe:
- queres que a avó se vá embora?
E ela respondeu que sim. Fiquei triste, zangada ao mesmo tempo, sei lá. Um misto de sentimentos.
A minha mãe acabou por ir embora.
O que mais me enervou foi, quando a fui buscar, tudo me soar a falso. Como se a educadora nem tivesse dado conta que ela tinha estado triste. Eu estava de cara trancada e ela só falava de que depois me arranjaria fotos, e que a Diana tinha estado muito animada. Animada??? Depois do que a minha mãe me contou???
Não devia ser da minha filha que ela estava a falar e quando a confrontei, percebi que nem tinha dado conta que a minha mãe lá tinha estado. Acabei por não dizer de minha justiça, pois estava muita gente, não era o momento nem o local, mas hei-de fazê-lo.
Chegadas a casa, falei a sós com ela. Repreendi-a por ter sido má para a avó. Perguntei-lhe porque se tinha comportado daquela maneira e fi-la ligar à avó para se desculpar. Ao ouvir a avó do outro lado, vieram-lhe as lágrimas aos olhos.
Morri por dentro quando ela disse:
- mas eu cantei para ti e tu não estavas lá.
E agora digam-me lá. Uma educadora não devia pensar nestas coisas quando marca eventos destes?
Há pedagogia ou psicologia neste tipo de situações???
E a minha filha, que tem 3 anos, sente estas coisas e não vai lá com manobras de diversão. Sentiu-se traída quando viu a minha mãe, porque deve ter percebido que ela vinha para "tapar o buraco".
Muito mais esclarecido, obrigada!
30 de abril de 2010
Pai: - então, quando é que bateste com a cabeça?? de manhã ou de tarde?
Ela: - Hoje.
a propósito de um raspão que trazia na fonte direita.
a propósito de um raspão que trazia na fonte direita.
Hoje estou um pouco triste
30 de abril de 2010
É o dia em que, na escola da Diana, vão dar especial atenção ao Dia da Mãe. Convidaram as mães para estarem presentes num lanche, ÀS 16H. Ora, eu, com muita pena minha, trabalho do outro lado do rio, numa empresa privada e estou a contrato. Numa semana em que cheguei praticamente todos os dias mais tarde (por conta das greves dos transportes), não me posso dar ao luxo de pedir uma tarde para ir a um lanche na escola da minha filha, por muito que quisesse.
E ao que apurei, vão cantar uma canção para as mães e vão fazer pintura a 4 mãos. E fiquei desolada, obviamente, porque acho que não se faz. A minha filha vai ficar triste, e eu fico ainda mais.
Não há direito!
Desabafo
29 de abril de 2010
Tenho de ser prespicaz e empreendedora no trabalho. Prática e competente no projecto extra que comecei. Paciente e divertida com os meus filhos. Organizada com as tarefas doméstica. Roupa em ordem, filhos limpos e cheirosos, jantar na mesa. Cheia de energia no ginásio, para recuperar a minha forma e reforçar a auto-estima. Gosto de estar na net a conversar com amigos, no blog, no facebook, a jogar os poucos jogos que ainda me permito jogar. Tenho de ser ainda companheira do meu marido, estar linda, cheirosa e sempre que possível, embuída de luxúria para que a paixão não se apague e o amor prospere.
Há dias em que simplesmente sinto que não dou para tudo. Precisava de uma cabeça que me separasse do meu cansaço, de mais mãos e, sobretudo, de um dia com mais horas. E, às vezes, precisava de pilhas.
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