2 anos e 10 meses

11 de agosto de 2009

Ela está a apenas 2 meses de fazer 3 anos.
Está cada vez mais próxima de realizar os seus objectivos.
Passa a vida a dizer:
- quando eu for crescida já posso pintar com marcadores.
ou
- quando eu for crescida vou andar no ballet.
Ontem, cortei-lhe o cabelo pela primeira vez, até à data só me tinha aventurada na franja.
Cada vez nos desafia mais. É uma criança tão doce quanto teimosa. E quando digo teimosa, é mesmo até ao limite.
É muito independente. Tem alguns ataques de ciumeira de vez em quando, pois o colo do pai e da mãe nunca pode ser para o mano. Ela acha sempre que tem prioridade.
Quando me diz:
- gosto tanto de ti. és a minha querida! [que é o que eu lhe digo a ela], acabo por achar que vale a pena todo o esforço que tem sido educá-la.
E mais uma vez, sendo cliché ou não, o tempo corre à nossa frente sem o conseguirmos apanhar.

Por força das circunstâncias

10 de agosto de 2009

Tenho um telemóvel novo. Espero que não demorem muito a enviar a 2ª via dos cartões que tínhamos. O assalto tem sido a história do momento lá no bairro. Bairro é mesmo assim.

É impressão minha?

10 de agosto de 2009

Ou a Blogoesfera foi toda de férias?

Mais uma semana

10 de agosto de 2009

Mas desta vez acho que me vai custar...
Vão ser 2 semanas sozinha aqui no escritório. Sozinha com o chefe e o patrão, diga-se, mas sem as duas colegas, que entraram hoje de férias.

O meu marido saiu

7 de agosto de 2009

Dois dias depois d'AQUILO ter acontecido estou sozinha em casa com os miúdos.
Muito embora não esteja em sobressalto, também não posso dizer que estou completamente relaxada.
Vou levar algum tempo a descomprimir...
Entretanto, e mudando de assunto, chegou o fim de semana. Ando a precisar de dormir um dia inteiro. A minha garganta está ligeiramente melhor mas acho que o meu estômago é que vai sofrer verdadeiramente com esta festa de antibiótico. Tapa-se de um lado para destapar do outro, é o que é. Já me abasteci de Vitamina C (pastilhas efervescentes) e vou andar 1 mês a tomar uma por dia, a ver se as minhas defesas se fortalecem, que as muralhas do meu castelo andam a deixar entrar tudo quanto é intruso.

Últimamente tudo me acontece

6 de agosto de 2009

Esta madrugada vivemos momentos de verdadeiro medo.
Eu deitei-me eram 23h mas nunca preguei olho, devido às dores de garganta. Pouco antes da uma da manhã, lembrei-me que não tinha posto os lençóis da miúda a secar e que ela precisava deles de manhã.
Lá desci ao r/c e pus a máquina a funcionar. Temos uma porta de correr que separa a sala da cozinha. Fecho-a sempre, para que não se ouça o barulho das máquinas lá em cima nos quartos, e desta vez não foi excepção.
Perto das 3 da manhã, e como nunca adormeci realmente, comecei, do nada, a ouvir a máquina a trabalhar, coisa que só seria possível se abrissem a porta. Eu tinha a certeza absoluta que a tinha fechado. O meu coração disparou. Ouvi passos no andar de baixo e barulhos de quem remexia nas coisas. Acordei o meu marido, que pensou que eu estivesse louca. Lá se levantou, e eu gritei-lhe que acendesse a luz e foi aí que a pessoa fez um movimento mais rápido e ele ouviu e gritou-lhe impropérios ao mesmo tempo que produzia sons, como quem descia as escadas a correr.
A pessoa fugiu e ele arriscou a descer, eu fui logo atrás. Teve receio que estivesse armado ou que fosse mais do que um. Por isso tentou assustar para ver se afugentava quem quer que estivesse lá em baixo.
Senti-me verdadeiramente indefesa.
Nunca mais serei a mesma descontraída de sempre.
Já não estava lá ninguém. Mas a sala tinha sido remexida. O portátil já estava desligado da ficha, a carteira toda aberta, os nossos telemóveis tinham desaparecido, mas...a pessoa em questão, com a pressa de fugir, deixou o seu telemóvel para trás, mesmo em cima do sofá.
Reconheci o rosto que estava no visor. Um miúdo lá da rua, com quem o meu filho até costuma brincar. Era o telemóvel do pai. Tive a certeza disso. É toxicodependente. Ligámos para a polícia.
Os miúdos, com toda aquela algazarra acordaram. A Diana ficou agitada até de manhã.
Eu acho que nunca mais vou esquecer aquela sensação de invasão e medo. Inacreditavelmente, ontem esquecemo-nos de trancar a porta das traseiras e foi por aí que ele entrou.
Agora resta-me acreditar que ele vai ser apanhado e preso. Soubemos depois, pelos agentes, que tinha tentado assaltar mais uma casa antes de entrar na nossa.
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