Tala fora

9 de maio de 2017

Mas a verdade é que o dedo ficou torto. O médico diz que vai ao lugar...aguardemos.
Tem dificuldade em dobrar a articulação, mas pode ser da imobilização. Foram 3 semanas e uns pós sem mexer, por isso acredito que daqui a uns dias a realidade seja diferente, para melhor.

Semana 18/52

5 de maio de 2017

Começámos a semana com um dia espetacular de sol e calor e terminamos com um bem chuvoso.
Creio que é daqueles luxos a que a sexta-feira se pode dar, porque nem mesmo assim a acharemos cinzenta e feia, com o fim-de-semana logo ali a piscar-nos o olho.

Esta semana recebi o meu segundo (primeiro aqui) caderno de receitas da Rosa Cardoso (espreitem o blog dela, porque vale mesmo a pena). Fiquei logo apaixonada pela foto das bolachas Swirl. Vou ter mesmo de tentar fazer!
O Gabriel está em contagem decrescente para ir tirar a tala do polegar (esperemos que não haja prorrogamento, fingers crossed). Com os testes à porta, precisa mesmo da mão de volta. 
A Diana voltou a pedir histórias antes de dormir. Eu ando mega cansada. Li para ela e aterrei logo a seguir, uma hora antes do normal.
Sempre foi assim, quanto mais cansada ando, mais ela pede atenção. Nunca aceita afetos pela metade. É absorvente. Eu (que sou toda coração, mas muito prática, para não dizer bruta) com o passar do tempo, e à medida que eles vão crescendo, vou querendo que eles se tornem autónomos e independentes em muitas coisas. Mas ela teima em querer agarrar-se com unhas e dentes aos seus direitos e faz-se valer de todos os mimos que acha que merece (e acho mesmo que ela dá na mesma proporção que precisa de receber, porque dá muito). Diz que até fazer 15 anos tenho que ir ao quarto aconchegar-lhe o edredom e dar-lhe um beijo (agora + a leitura).
Ele e eu somos mais parecidos. Beijos e abraços q.b. e independência e autonomia no mais que puder. Nada de muito meloso mas, ainda assim, que acalenta o espírito.
É por isso que digo que os filhos que nos calham não são o que sonhámos, são antes exatamente aqueles que precisamos. E eu, mesmo quando me queixo, sei que tenho exatamente os filhos que preciso. Para crescer, para sair do meu canto confortável, para contrariar os meus defeitos de caráter, para melhorar. Só para o caso de eu achar que já sei tudo ou que já não precisam de mim.

Da série: Estava tão bem e depois tive filhos

3 de maio de 2017

Quem me conhece sabe que sou aquela mãe descontraída e fleumática que não entra em estado de preocupação apocalíptica à mínima coisa.
Ontem, porém, o caso foi exatamente o oposto disto. 

Resumidamente:
16h50 a explicadora da Diana envia-me uma sms dando conta que ela ainda não tinha aparecido para a explicação. ligo para ela. telemóvel desligado. ligo para o meu pai. ligo para o meu marido.
17h00 depois de aguardar alguns minutos fico a saber pelo porteiro da escola que a Diana tinha passado o cartão, à saída, às 16h12
17h05 ligo ao meu pai para a ir procurar, ligo à minha irmã na esperança da minha sobrinha ter o número da colega com quem ela poderia estar (e a esta altura a explicadora também já estava na rua à procura dela)
17h10 a tal colega também tem o telemóvel desligado
17h20 o meu pai já tinha ido a minha casa. já tinha batido na porta da tal colega, mas não estava ninguém. foi à escola do Gabriel, pensando que poderia ter ido ter com ele. nada. 
17h25 instala-se em mim um buraco do tamanho do universo e comecei a entrar em aflição
17h26 saio do trabalho, assim como o meu marido e ele telefona para o hospital
17h35 o meu pai encontra-a num café, ao pé de casa, 

Sua excelência estava descansada da vida, a ver televisão. Já tinha comido um calipo e aguardava que o avô, como que por magia, adivinhasse onde estava. Consta que tocou à campainha da explicadora umas 5 vezes e, dado que ninguém abriu a porta, seguiu caminho. Sabia que não estava ninguém em casa por isso foi para o café, porque o dono é nosso amigo (tudo muito bem) mas esqueceu-se que seria importante pedir-lhe para nos ligar a avisar que ela lá estava. 

Ainda bem que pintei o cabelo há umas semanas porque certamente me despontaram mais 4 ou 5 brancos. 
Quando já passava diante de mim uma vida sem a minha menina, só queria que ela aparecesse para a encher de beijos, mas quando cheguei a casa só me apetecia esganá-la. Levou um ralhete de meia-noite, assim como uma descrição de todos os procedimentos possíveis que deve tomar caso algo do género volte a acontecer (sim, sou um calhau com olhos). Já o pai, foi dar-lhe mimo, para equilibrar os pratos da balança e, quando lhe disse: - a mãe coitadinha, quase a chorar ao telefone, com medo de nunca mais te ver... aquela alma só disse: - oh! a sério? e eu a pensar que não se importavam comigo. afinal gostam de mim. (visualizar olhos de carneiro mal morto e ler com o tom de voz da Ana dos Cabelos Ruivos)
Eu, contando até 100 e lançando-lhe o meu olhar fulminante nº 1457. 
E já agradeci a Deus. Muito. Foi só um susto. Só...

De volta

2 de maio de 2017

Olá! Olá!
Isto já não tinha um interregno tão grande de posts há uns tempos valentes. Nos entremeios aconteceu um acampamento, onde o Gabriel fraturou o polegar esquerdo. Sendo ele canhoto, é uma maravilha, só que não. 3º período começou, apontamentos zero, parou os treinos de futebol. Os testes começam em meados de Maio, para a semana vai fazer Rx para ver se tira a tala.
Resumindo, o tempo tem sido pouco para tanto.
Eu não sou daquelas almas que se alimentam do frenesim e da louca sucessão de atividades para se sentirem vivas. É exatamente o oposto. Sou das almas que precisam da cadência lenta das horas, da liberdade que o tempo sem compromissos nos dá, das almas que precisam das rotinas e da calmaria para estar bem. 
Já estive quase sem ar. Muito cansada. Dei tudo. Agora volto à minha bolha de segurança e respiro fundo.
Este fim-de-semana grande serviu este propósito na perfeição.
Esta é, por isso, uma terça-feira com sabor a segunda. O Gabriel foi a uma visita de estudo de dia inteiro. Comecei o dia a fritar salsichas e a preparar cachorros quentes e todo o tipo de snacks e lanches para que ele não passe fome. A Diana não queria ir para a escola, de todo. Foi preciso um guindaste e uma procuração para se levantar da cama.
Falta só um bocadinho assim para o fim deste ano lectivo. Essa é que é essa.
Ficam algumas fotos dos últimos dias.
Ah! Já agora...bem-vindo Maio! ♥



O meu eu de quinze anos

13 de abril de 2017

Está a trautear a "Shape of You" em loop, há vários dias, neste meu cérebro cansado.
Exorcismo precisa-se. Já não aguento. E gosto da música. Gosto mesmo. Mas quer-me parecer que, por este andar, será por pouco tempo.

Eu, a ler "O Inverno do Mundo"

13 de abril de 2017

Quando um dos personagens morre e, por muito que o adivinhássemos, temos vontade de chorar, como se nos tivesse morrido alguém da família. 
Ou quando o coração acelera na iminência de um amor prestes a ser correspondido. 
Ou quando sustemos a respiração perante uma situação perigosa e lemos mais rápido, quase sorvendo as letras, para que o sofrimento termine logo.
Quando "voamos" para outros locais do mundo e a vida real à nossa volta se apaga.
Entrámos na máquina do tempo e estamos ali mas, ao mesmo tempo, não estamos.
É por isto que nunca entenderei quem não gosta de ler.

Compulsões alimentares

11 de abril de 2017

Quando, mais de um mês depois de ter deixado os hidratos de carbono para os outros comerem, saio do trabalho, apanho o metro, estou com fomeca e olho para uma miúda a comer uma maçã reineta toda deliciada e eu, a salivar mentalmente.
Óbvio que passei no supermercado e comprei um saco delas. Óbvio que duas foram esfregadas às calças de ganga e marcharam com casca e tudo antes de chegar a casa. 
Há uns tempos atrás comprava um chocolate ou um bolo. E é isto. Mudar faz bem.
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