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Adeus

4 de outubro de 2007

Apesar da paz que a morte te trouxe... Apesar do término do teu sofrimento. Mesmo assim, tudo na morte é triste.
Fica-me a culpa de não ter inventado uma forma de te poder ter ido visitar nesta última fatídica semana.
Tiveste uma vida tão sofrida. Poucas coisas te correram bem. Estavas rodeada de tanta gente e, ainda assim, tantas vezes sozinha.
Ficamos nós, a tua semente neste Mundo.
Ficam-me o cheiro da tua sopa de feijão que eu adorava e mais ninguém a faz assim. Fica-me o teu espírito de sacrifício perante as adversidades da vida, tantas vezes levado ao máximo.
Gostava que tivesses sido mais feliz.
A vida não foi muito boa para ti.
Fica a esperança de te rever um dia, no Céu que Deus está a preparar para nós.
Adeus.

Da decadência humana

19 de setembro de 2007

Custa-me muito a velhice doente.
Custam-me os ais, a falta de lugar no mundo.
Custa-me ver um corpo decompor-se em vida. A vontade de partir. O definhar das capacidades. A comida sem sabor, o esforço para falar, as deformações próprias da matéria que se vai apagando aos poucos.
Custa-me o sofrimento, a tristeza. Angustia-me o fardo da dependência.

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