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A simplicidade das crianças

18 de dezembro de 2012

Gabriel a fazer uma ficha de Estudo do Meio, sobre o corpo humano:
- mãe, quais são as funções que asseguram a nossa vida?
- é fácil, Gabriel! Deus! 
:)

Save the best for last

24 de fevereiro de 2012

- mãe, eu primeiro como o que não gosto e depois, então, como o que gosto. É assim na minha vida...
Diana, 5 anos


Bolo arco-íris (que não ficou nada disso)

10 de fevereiro de 2012


Filha:
- quando ser grande quero fazer bolos como a mãe!
Filho:
- vamos provar e depois vemos se a mãe passou de nível!
Cinco unânimes minutos depois:
- sim, senhor! um 9, um 10? acho que a mãezinha passou!


- Mãe, tira uma a fingir que vamos destruir o teu bolo!!!!
São crominhos, mas são meus.

Da sensibilidade feminina da minha filha (ou da ausência dela)

14 de janeiro de 2012

Passando à frente se é de mau gosto ou não ter animais pendurados nas paredes (eu, pessoalmente, detesto), o meu sogro tem um exemplar lá no restaurante e no meio da nossa conversa sobre o bichano falecido, ao jantar, vira-se a minha filha e diz:
- por falar em animais mortos, quero mais um bocado de bife!

Diana, no seu melhor

14 de setembro de 2011

- Diana, o que queres no pão?
- há queijo e fiambre?
- sim, há queijo e fiambre.
- então...quero manteiga de amendoim.

Podia ser porque tenho a mania...mas assim soa muito melhor

29 de agosto de 2011

pai - empresta-me aí o computador só para ver uma cena.
mãe - agora não, que estou a ler uma coisa.
filha - a mãe manda em todo o mundo (sim, temos brasileiros na família), não é mãe? a mãe manda em todos porque é gira.

Pensas que podes andar para aí a dizer barbaridades...

19 de agosto de 2011

No caminho para casa, depois da praia, passamos por um carro acidentado , em muito mau estado. Seguem-se as exclamações do costume e eu pelo meio disse qualquer coisa como:
- ena pá, ficou com a roda da frente toda assassinada!

- ó mãe, assassinada?? não digas palavras dessas. Assassinar é quando um homem anda aí a fugir e mata pessoas.- disse o Gabriel.
- e isso é muito perigoso! - arrematou a Diana.
- no outro dia também disseste que tinhas os pés todos assassinados. Não deves dizer isso. Para isso dizes, tipo, esfolados ou...
- arruinados!!! - terminou a Diana.

Tenho uns filhos lindos. Lindos, pá. Que adoram a sua mãezinha.

Conversas das primas

27 de julho de 2011

- ó Luna, tu não podes dormir no meu quarto, porque eu falo muito e canto. Sou muito chatinha! (risos)
- podes falar à vontade e cantar que eu não me importo. "Podes-me" embalar. (risos)

Visita de estudo

30 de março de 2011

O Gabriel hoje foi ao Museu da Criança. Antes de lavar os dentes sai-se com esta:
- mãe, o que é que vamos ver no Museu da Criança?
- acho que é uma exposição, filho.
- de quê?? Esqueletos de crianças?
Eu fiquei parva a olhar para ele. Mas ele rematou logo, para eu não entrar em estado de choque:
- é que no museu dos dinossauros têm esqueletos de dinossauros...pensei que no Museu das Crianças tinham esqueletos de crianças.
Mórbido, no mínimo. Acho que vou ter pesadelos, esta noite.

Ao ver uma foto minha, grávida dela

24 de março de 2011

- quem é, mãe?
- és tu, na barriga da mãe.
Risos.
- eu dormia contigo, mãe? e chorava?
- estavas na barriga da mãe, ias comigo para todo o lado, mas os bebés não choram dentro da barriga.
- pois, porque senão as lágrimas fazem cócegas, não é?

Metade de se ser pai ou mãe

22 de março de 2011

É estar presente. 
É uma ideia "roubada" à serie televisiva Uma família Moderna, mas é totalmente verdade. Hoje ligaram da escola para me dizerem que o Gabriel tinha caído dentro de uma poça considerável de lama, no recreio e que estava demasiado molhado e sujo para se sentir confortável para a parte da tarde. Como sabem que estou em casa, perto, pediram-me que lhe fosse levar roupa limpa. Fui. O que é certo é que ele estava de tal maneira que precisava de um banho. Veio comigo, tomou um duche e vestiu roupa lavada. Fui levá-lo ainda a tempo de brincar o último quarto de hora antes das aulas da tarde. 
E é isto. O grande privilégio de poder estar presente, sempre que é preciso. Compensa o futuro incógnito e todas as interrogações sobre o caminho a seguir. 
- mãe, é mesmo fixe estarmos perto da escola, senão não podias trazer-me a roupa.
- não filho. o fixe é a mãe estar em casa, porque se estivesse a trabalhar fora, hoje ias ficar cheio de lama até às 17:30.
E hoje, pela primeira vez, perguntou o porquê de eu não estar a trabalhar e eu expliquei. O que é ser despedido. O porquê de agora fazer bolos. De como a vida e o conforto dependem do dinheiro. Hoje ele vislumbrou um pouco da responsabilidade que é ser adulto e sobretudo que nada cái do céu e que o importante é podermos cuidar da família.

Ainda há bocado

27 de janeiro de 2011

- mãe, foste tu que puseste a moeda debaixo da minha almofada?
- porque perguntas, filho?
- a sério, mãe, diz que eu não fico chateado...
- mas porque é que queres saber?
- porque quero saber se acredito em fadas ou não.

E não fui capaz de o privar de alguma fantasia. Se aos 6 anos não conseguirmos acreditar em fadas nunca mais o faremos.

Sádicos

10 de agosto de 2010

Os meus filhos têm especial prazer em ouvir a história de como "nadaram" dentro da minha barriga durante 9 meses, em como a esticaram muito até não dar mais e que por causa deles a barriga da mãe é mais gordinha.
Ao melhor estilo do Capuchinho Vermelho, a pergunta impõe-se várias vezes ao dia:
- porque é que tens uma barriga tão grande, mãe???
E quando me faço desentendida, por estar farta de repetir a mesma lenga-lenga, eles repetem-na por mim. Tão bom (not!)
Acho que vou deixar de tomar banho com o raio dos pirralhos, sob pena de a minha auto-estima não aguentar a pressão.

Conversas de hora do banho

7 de junho de 2010

(ou já começa é a chegar a hora de acabar com o banho conjunto)
- o meu pipi e a tua pilinha são amigos. olá pilinha!!!

História

25 de março de 2010

- mãe, antigamente os meninos é que trabalhavam e ganhavam dinheiro e as meninas ficavam em casa a conversar (?).

Frases para a posteridade

17 de fevereiro de 2010

- bolas, mãe!!! porque é que não me arranjaste uma televisão na casa de banho, com comando????!!!

Gabriel, 5 anos,
(aflito para fazer cocó mesmo quando estavam a começar "Os Feiticeiros de Waverly Place")

Da inocência das crianças

16 de janeiro de 2010

A propósito do sismo do Haiti, o meu filho de 5 anos, com uma cara silente e incrédula, viu algumas fotos do terramoto, enquanto lhe expliquei, o melhor que pude, o que acontece quando a terra treme.
- se fosse eu, mãe, fugia e ficava a salvo.
(se fosse assim tão simples...)
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