De se ter uma família, de termos construído algo palpável ao longo destes quase 12 anos de casamento é podermos, como nestes dois últimos serões, relembrar e reviver os nossos primeiros momentos de paternidade/maternidade com os nossos filhos.
O pai conseguiu passar as filmagens que tínhamos numa cassete VHS jurássica para dvd. São só alguns momentos dos primeiros 2/3 anos da nossa aventura no mundo dos pais e das mães.
Mas não deve haver melhor que vê-los sorrir ante as suas conversas atabalhoadas aos 2 anos de idade, ou ouvi-los gargalhar perante as suas próprias gargalhadas contagiantes com menos de 1 ano de idade.
Ver que já se passaram tantas coisas e que nós já partilhámos tantos momentos e que já embarcámos em tantas montanhas russas emocionais e sobrevivemos.
Que afinal já fui muito mais gorda e ele não deixou de olhar para mim.
Que ele afinal sempre teve um sentido de humor idiota, e que eu gosto dele assim.
Que os meus miúdos, estes projectos de gente crescida, já foram espontaneamente deliciosos, de sorrisos fáceis, com bochechas gordas e mãos agitadas a borboletear.
Não consigo explicar a sensação, mas olho para aquelas pessoas que fomos nós e 9 anos parecem ter sido mil.
Esta é a força do nosso amor. Do meu amor.