Preocupações de filho

30 de novembro de 2008

O pai saiu para ir à bola.
Quando comecei a pôr o jantar nos pratos, ele disse-me:
- mãe, o pai não está cá, pois não, mas podes fazer também para ele e guardas num prato, tá bem?
- quando ele chegar, e nós estivermos a dormir, ele janta.
O miúdo é tão doce, pá!
Sinto um grande orgulho por estar a ajudar este pequeno ser a crescer.

Hoje foi mesmo dia do pijama

30 de novembro de 2008

E das mantinhas, e dos desenhos animados.

Apetece-me tanto!

30 de novembro de 2008

Filhoses da Beira Baixa. A terra dos meus avós maternos é ali entre o Alto Alentejo e a Beira Baixa.
A minha bisavó, com quem tive o prazer de conviver até aos meus 16 anos, já as fazia, depois passou a ser a minha avó, porque aquilo é preciso ter força para amassar e agora a minha mãe já as faz. Não é Natal se não houver destas filhoses na mesa. Não se comparam às que se vendem nas pastelarias.
Fica aqui a receita, para quem se quiser aventurar. Eu já decidi que quando a minha mãe começar a não ter forças para isso, não vou deixar morrer a tradição.

Estão 10º lá fora

30 de novembro de 2008

O sol brilha timidamente, mas chove e o vento sopra com alguma intensidade.
Eles fartam-se de inventar asneiras. Eu estou com muito pouca paciência.
Agora estão a dormir a sesta.
Pouco depois de lhe ter dado uma palmada e de lhe ter exigido que ficasse sentado e quieto enquanto deitava a irmã, fui ter com ele para o aconchegar nos lençóis (hoje quis dormir na nossa cama):
- eu gosto de ti, mãe.
- eu também filho, mesmo quando te dou umas palmadas para tu te acalmares. mesmo quando te portas muito mal. gosto SEMPRE de ti.
Deu-me um abraço tão forte, que sei que entendeu, talvez pela primeira vez, uma parte ínfima da incondicionalidade do meu amor por ele.

Fim de semana grande e chuvoso

30 de novembro de 2008

Até me sabe bem, confesso. Eles é que parecem ficar aborrecidos e irritadiços.
Fartam-se de tudo muito depressa e a malta crescida quer é vegetar. Não se pode, o que é uma verdadeira chatice.
Já lá vai o tempo em que comia porcarias, enrolada numa manta, ao pé do aquecedor a ver filmes uma tarde inteira.
Já viram o Carros e o Panda Kung Fu. Já desarrumaram a sala toda e agora estão na mesa da cozinha a pintar desenhos. Acho que vou aproveitar para fazer qualquer coisa rápida para o almoço. Salsichas de soja (descobri umas da Isidoro, no Continente, fantásticas e muito mais baratas que as do Celeiro) com arroz, que o rapaz já pediu.

12º aniversário da minha afilhada

29 de novembro de 2008

Nunca foi uma parte da família com quem privássemos frequentemente, mas quando a prima da minha mãe me fez o convite, corria o ano de 1997, não hesitei em aceitar.
Raquel Sofia, named after me, muito à moda antiga.
Fiquei muito honrada mas sem ter bem a noção do que isso implicava.
Era uma miúda, a caminho dos 18 anos.
Em 12 anos, esta foi a 4ª vez que estivemos juntas. Sim, leram bem. Sinto-me a madrinha mais desnaturada à face da terra. Ainda assim, encontrei uma menina (no despertar das hormonas), muito meiga, que me recebeu de braços abertos e com grande entusiasmo. Que me confessou o nome do rapaz de quem gosta, que me mostrou os seus livros escolares (que peso meu Deus!) e que disse que não gosta nem de inglês nem de matemática.
Prometi-lhe um almoço e um passeio nas férias da Páscoa. Prometi ir visitá-la mais vezes quando chegar o bom tempo. Não posso falhar. Será que ainda vou a tempo de me redimir?
Vivem (ela e a Beatriz, irmã do meio) com os avós. A prima da minha mãe quase que evaporou da vida delas. O pai é um destrambelhado que raramente as visita.
Gostava de poder ser um pouco de estabilidade na vida dela. Gostava de poder fazer a diferença. De ser mais um apoio.
Espero que ainda seja possível.

1 hora de brincadeira com o primo Miguel

29 de novembro de 2008

Não dormiram a sesta e quando o primo chegou foi só brincar.
Pela primeira vez o primo ficou connosco sem os pais por perto.
Portou-se muito bem.
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