Mais um ano em que se cumpre a tradição

15 de novembro de 2017

{pijamas de Natal da vertbaudet} ♥

p.s. desculpa, filho. prometo que é só mais este ano.

Pequenos apontamentos domésticos

13 de novembro de 2017

Pai tenta a todo o custo (muito mais do que eu, confesso) obrigá-los a comer laranja (e fruta no geral).
Se não controlamos a ingestão de fruta deles, das duas uma, ou não comem ou a coisa varia entre a banana e a maçã. Ora que isso não está ok.
Num desses fins de almoço maravilhosos o pai disse hoje-é-laranja-e-não-quero-refilices e o Gabriel, faz aquela cara de quem vai a um velório, porém  respira fundo, come e cala e ainda lança a farpa à irmã (nunca perde a oportunidade) come-isso-e-pronto-pá-não-sejas-bebé. A Diana, drama queen, já no auge da lamúria, com várias lágrimas de crocodilo a quererem rolar bochecha abaixo diz ao pai:
- não tenho a culpa que o espermatozóide que escolheste para mim não gostasse de laranja!
Concluímos portanto que ela é a vítima das fracas capacidades de escolha do pai quanto a espermatozóides (tanto espermatozóide amante de laranja...como é que ele foi capaz!). Apanhada nessa rede do destino reprodutivo, sem ter por onde fugir. Encurralada nessa tortura dos citrinos sem ter feito nada para o merecer.
Entretanto o pai saiu de casa para ir beber café e ela, com aquele olhar do gato das botas do Shreck, implora-me, sussurrando (porque sabe que eu sou mole nestas coisas):
- mãe, vá lá, o pai agora não está aqui, só me falta um quadradinho. Come tu!
Muito embora rindo por dentro, mantive-me firme (e quem conhece a peça sabe que ela implorou 3425 vezes, só para me extenuar) e disse-lhe que tinha de ser ela a comer.

Semana 45/52

13 de novembro de 2017

Esta foi a semana de ressaca. A semana para digerir tudo o que os olhos viram e o coração sentiu. Aquela semana agridoce. O tempo já refrescou um pouquinho em terras lusitanas. A chuva continua a ser um desejo por realizar e espero que não venha de rompante para estragar este solo, já tão fustigado. 
 Mas já abrimos a época da manta pelas pernas e da pantufa. Dos pratos de forno e do bolinho ao domingo à tarde. As manhãs e as noites já são de Outono à séria. 
 Que o Novembro seja doce e acolhedor e que o tempo passe devagar. Gosto tanto deste dias até ao Natal que é uma pena quando passa a correr.

Presente situação

9 de novembro de 2017

Comprámos 3 pacotes de bolachas na terça-feira. Ontem à noite já não havia nenhum.
As tabletes de chocolate desaparecem sem que lhes consigamos sentir o cheiro.
O pão é devorado à velocidade da luz. 
Se, ao jantar (ou almoço), não houver dose extra para repetir levamos com aquele olhar entre o desespero e a incredulidade "como, não há mais?"

Ode aos meus pais

7 de novembro de 2017

o·de 

substantivo feminino

1. [Antigo] Poesia própria para canto.

2. Composição poética, laudativa ou amorosa, dividida em estrofes simétricas.

Não, não vou escrever um poema, mas é de certa forma poética, laudativa e amorosa
a gratidão que sinto por os ter na minha vida e na vida dos meus filhos.
Estes nossos 6 dias de passeio a dois, em tempo de aulas, só foram possíveis porque eles saíram do conforto da casa deles e vieram para a nossa, para cuidar dos netos e acautelar as rotinas.
E não só... sou agora a feliz detentora de um fogão meticulosamente limpo e de duas casas de banho implacavelmente esfregadas. 
Não herdei esta veia para fada do lar, lamentavelmente.
Herdei outras coisas, de ambos, que davam outro post. 
Mas o que queria mesmo dizer é que, de todas as riquezas que podia ter, tenho a melhor de todas. A minha família. A minha família imperfeita.
E este amor, que sinto racional e isento e não totalmente toldado pela emoção de se ser simplesmente avô, ou de ter simplesmente netos, é o que eu espero um dia poder oferecer aos filhos dos meus filhos.
Com todos os defeitos que têm (temos todos), são preciosos para mim, para nós.
Sei que veem os meus filhos como são. Com o bom e mau. E amam-nos como eu. O pacote total. Haja o que houver.

{também sou grata pela maionese caseira que está a refrescar no meu frigorífico ♥}

Florença ♥

7 de novembro de 2017

No sábado de manhã, a alvorada foi de madrugada. Às 5:45 já estávamos a apanhar o comboio para Florença. A viagem demora cerca de hora e meia. Comprei os bilhetes ainda em Portugal, online. Super pacífico. Ficámos alojados mesmo no centro, e nesse aspeto, foi bem melhor do quem em Roma. Íamos para todo o lado sem nos afastarmos muito de "casa". 
Gostei muito, muito de Florença. Apesar de haver muitos turistas nas ruas (perdi a conta aos grupos de chineses que ali andavam, em Roma igual) a cidade é mais próxima das pessoas. A Piazza del Duomo é coroada por aquela Basílica lindíssima. As ruas são pequenas, estreitas, empedradas e ladeadas por pequenos restaurantes, cafés, lojas, todos decorados de forma acolhedora e original. As esplanadas nas muitas praças. Acho mesmo que Itália é um conjunto de Piazzas.
O rio atravessa a cidade e há várias pontes a ligar as duas margens. Claro que a Ponte Vecchio é a jóia da coroa. Já sabia que ia ficar apaixonada e fiquei. Atravessámos para o outro lado e subimos uma escadaria imensamente íngreme até à Piazza Michelangelo. Mas valeu a pena. A vista é soberba.  
No domingo, foi um dia perdido. O temporal foi feroz todo o dia. Chuva non-stop, relâmpagos e trovoada. Saímos para tomar o pequeno-almoço e depois só voltámos a sair para jantar. O dia foi salvo quando entrámos nas premissas do Palazzo Vecchio e quatro almas talentosas tocavam os seus instrumentos de forma magistral. A acústica daqueles arcos e colunas era perfeita e a música comovente. Trouxe Florença no coração. ♥ {e deem-me todo o queijo pecorino do mundo com mel, azeite e nozes, terei ancas ainda mais anafadas, mas serei infinitamente feliz}




{estátua de João Batista que achei muito próxima da descrição bíblica, o beijinho dos namorados foi bónus)

(adenda: o melhor chocolate quente bebe-se aqui, no Dondino. de nada.)

Roma ♥

7 de novembro de 2017

Novembro chegou, e com ele trouxe o momento de desfrutar da minha prenda de aniversário.
Partimos no dia 1, feriado, e o voo atrasou 2 horas por conta do nevoeiro cerrado que se fazia sentir em Lisboa nesse dia.
Um bocadinho frustrados por perder todo o dia, chegámos a Roma ao fim da tarde. Às 17h30 já era noite escura. Ainda assim, cheios de vontade de explorar, lá fomos à descoberta.
O metro de lá é uma sombra do nosso. Só há duas linhas e nenhuma delas passa pelo meio da cidade, calculo que para não correrem o risco de danificar o subsolo sob todas aquelas ruínas históricas. Então o verbo foi mesmo andar, andar, andar. Fomos de metro até à Piazza del Popolo. Seguimos a pé até à Piazza di Spagna, comemos umas castanhas assadas e ao virar uma esquina absolutamente comum demos de caras com a Fontana di Trevi. A pessoa até fica sem ar de tão despreparada que está para contemplar tal obra de arte.
Passámos pelo Panteão e pelo Templo de Adriano e por fim, com a barriga a dar horas, parámos num dos inúmeros restaurantes de rua, amorosos e acolhedores para saborear uma pasta. O ambiente nas ruas é animado e o aroma é de dar fome, mesmo.
Já cansados, percorremos o caminho até à estação de metro do Coliseu, para regressar ao nosso quarto, perto da Estação Termini. E que visão...o monumento em honra de Vitório Emanuel, primeiro rei de Itália, é de um portento inexplicável. Colocar um carro puxado a cavalos, conduzido por homens com asas e de ar heróico no topo de qualquer edifício é meio caminho andado para imprimir no observador um espírito de deslumbramento e temor. 
E depois, mesmo ao fim da mesma avenida, revelando os seus contornos à medida que avançamos, ei-lo, o Coliseu.
Não vou ser exaustiva, para não aborrecer quem lê, mas gostámos muito da zona de Trastevere, pitoresca e casual. O caminho ao longo do rio Tevere é maravilhoso, sob as árvores a mudar a cor das folhas, inclinadas perante as margens do rio. A Praça de S. Pedro, e todos aqueles edifícios à volta é, também ela, uma zona grandiosa. Nesse dia apanhámos uma bela duma chuvinha. Mas depois da chuva parar, tudo ficou mais bonito.
E Roma é isto. Um colosso. 







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