Parabéns, Srª Delegada!

30 de setembro de 2016

Lentamente sinto a minha filha a desabrochar. E isto, para uma mãe, é de encher o coração. 
Sinto que, com passinhos pequenos, está a conseguir deixar para trás os quatro anos de escola básica que lhe foram tão prejudiciais, quer ao nível psicológico quer ao nível dos seus processos de aprendizagem.
Nunca aqui falei deste assunto mas aos poucos fomos percebendo que a outrora criança curiosa, a que sempre nos habituou, deixou de existir. Zero vontade de aprender, zero concentração, muito medo de participar, de responder, de dizer "não percebi". Cheguei a tentar transferi-la para outra escola no fim do 2º ano. Não consegui.
Já no decorrer do quarto ano, pensámos em muita coisa, dislexia, discalculia (as dificuldades a matemática eram gritantes, mesmo em coisas simples), déficit de atenção, enfim...
Depois de uma única sessão com uma psicóloga educacional, tivémos a certeza de que nenhum destes cenários se punha. O diagnóstico era o que já desconfiávamos: total falta de empatia com a professora e medo, dos gritos, das palavras de humilhação que, muito embora nunca lhe tenham sido dirigidos eram frequentes em relação a outros colegas. Digamos que ela entrou em modo sobrevivência. Vivia em absoluta auto-preservação. Criou muros para se defender do que receava e aprender passou a ser um sacrifício. Um "não sei", "não consigo", "sou burra" permanentes. A auto-estima dela baixou a olhos vistos.
Esta mesma filha, ontem foi eleita delegada de turma. Teve de promover a sua candidatura (assim como todos os outros colegas) com um pequeno texto, defendendo as vantagens de a escolherem. Empatou com outro menino à 1ª volta e foi escolhida à segunda volta, no desempate, por larga maioria.
Estava toda orgulhosa e todos os dias me diz: eu participo muito, mãe. E faço perguntas, e digo que não percebo. E eu sorrio e digo-lhe: é isso mesmo filha. Não tenhas medo! É para isso que a escola existe. É para isso que os professores estão lá.
Orei muito por este assunto antes do ano letivo começar. Pedi a Deus uma equipa de professores capaz de a motivar, capaz de a fazer sentir que não se pode ter medo de fazer perguntas.
Acredito que esta atitude diferente que ela tem manifestado é a resposta às minhas orações e que o mal feito no passado pode ser ainda minimizado. Também acredito que haverá outros professores que, no futuro, não corresponderão ao ideal, mas tenho fé de que ela se vai fortalecer e aprender a erguer-se e a remar contra a maré, sempre que for necessário. Estaremos cá para ajudar...

Bastou elogiar a trupe

28 de setembro de 2016

Hoje foi um dia brilhante.
Gabriel esquece as chaves em casa.
Diana perde o cartão da escola.

Percalço nº 1 Graças a Deus, o pai deu pelas chaves terem ficado para trás e deixou-as a alguém de confiança onde ele as foi buscar depois das aulas. (e abençoado telemóvel, que nem sempre é um coisélio maléfico, senão não tinha como os avisar. Claro que ele não o levou, bem que podia enviar mil sms ou ligar até me cansar, felizmente a Diana não se esquece do seu fiel amigo, ó-u-ó!) ♥

Percalço nº 2 Graças a Deus, ainda há pessoas boas nesta terra e alguém entregou o cartão na sede de agrupamento, conforme me informou, por email, a DT. ♥

Um dia destes pegam no carro e vão à vida deles

28 de setembro de 2016

Hoje liguei para os miúdos à hora de almoço.
O costume: - então, já comeram? arrumaram os pratos sujos? espero bem que não tenham comido na sala...etc, etc...
Do outro lado: - sim, acabámos ainda há bocado. Agora estamos a comer gelado. 
- gelado? mas não há gelado em casa...
- nós fomos ao café comprar.
- com que dinheiro?
- com o dinheiro que temos no mealheiro.

Semana 38/52

23 de setembro de 2016

Estamos a entrar a passos largos na reta final deste ano.
Os miúdos já estão adaptados às novas escolas. Já eu continuo a sofrer assaltos permanentes à carteira, porque todos os dias vem um pedido novo de material. Bah! 
A Diana, porém, ontem disse que já não queria ir à escola. Já está muito cansada. Ahahahah! Ainda agora começou o fandango.
Esta semana já se notaram as manhãs e os fins-de-tarde a ficarem mais frescos. O edredom já voltou à nossa cama. 
E ontem começou o Outono! A minha estação do ano preferida.
Venham os dias de sol, mas que já pedem um casaquinho, ocasionalmente uma chuvinha que já pede um chá. Venham as pantufas, as castanhas e a batata doce. Venham os serões de crochet com a mantinha por cima das pernas.

Não pode ser só cascar

20 de setembro de 2016

4 dias de novas rotinas. Rotinas essas que exigem deles mais autonomia e independência, ou seja, mais responsabilidade. Correndo o risco de estar a cantar de galo antes da hora, só tenho uma palavra para os meus filhos: orgulho. 

23 dias depois...

19 de setembro de 2016


Volto a estar "online".

Esperar pelo subsídio de Natal para ir à fruta

19 de setembro de 2016

Era ontem que eu ia provar uma beleza destas, quando mais não fosse para dizer que sabia a água.
Mas depois de pesar UMA que era pouco maior que um pêssego {e de a ter voltado a pesar, só para me certificar que a balança não estava a "cuspir" etiquetas erradas}, voltei a pô-la no lugar. 7,28€ é um valor demasiado exótico para uma única peça de fruta.
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