Juro que ia só comprar cadernos (uns 15)

31 de agosto de 2016

Mas vai daqui, bota duas colas no cesto e mais umas borrachas, e o afia dele está partido, e lápis de carvão, se calhar vou já levar uns marcadores fluorescentes e lápis de cor e canetas de feltro e um cartão de memória e num abrir e fechar de olhos, chego à caixa e toma lá uma daquelas verdinhas para pagar a conta.

Doing the laundry of an eleven year old

30 de agosto de 2016

Eu sou péssima a matemática mas, tendo em conta que enviei 8 cuecas para o meu filho e 6 retornaram a cheirar a amaciador depois de uma semana no mato, direi que em sete dias mudou de cuecas....pois...isso...

Olá, o meu nome é Raquel e não sei viver sem telemóvel

29 de agosto de 2016

O meu telemóvel moribundo, cujo ecrã faleceu, continua a vibrar sempre que eu recebo alguma notificação nas redes sociais. Isto deixa-me em suspenso, sempre à espera que, a qualquer momento, ele volte à vida. Ora isto não se faz. É uma agonia. Pois que não me permite efetuar nem receber chamadas, nem tirar fotos, nem coisa nenhuma, um autêntico buraco negro de transístores e radioatividade, MAS notifica.
O telemóvel novo já deve vir a caminho, mas diz que nuestros hermanos estão a modos que a empatar um bocado a coisa. Eu já estou com graves sintomas de privação e ainda só passaram 24 horas após a tragédia.
Vai ser uma semana dura.
"Esqueci-me de pedir ao marido para trazer cenouras, deixa cá enviar um sms. Ah, caramba! É verdade, não tenho telemóvel. Epá, perdi o comboio, deixa cá dizer ao homem que me vou atrasar...ups, pois, o telemóvel, kaput...Olha que ângulo tão fixe para tirar uma foto...bolas, pois..."
Obviamente que isto é tudo uma hipérbole caluniosa. Com guerras a acontecer, sismos, fome e secas...pff, que estupidez. É só um telemóvel. Vivendo na bolha privilegiada do ocidente. Vou ali esbofetear-me.

Os miúdos estão de volta

29 de agosto de 2016

Chegaram ontem, esfomeados e mal-cheirosos, quase à hora de jantar.
Preparei um dos pratos que mais gostam, para se saciarem, embora depois nem tenham conseguido comer grande coisa. 
Foram obrigados a ir tomar banho, sim. Segundo o Gabriel, tinha tomado banho no dia anterior e durante a manhã não tinha feito esforços, pelo que era uma ação desnecessária. O pivete que dele emanava desmentia esta afirmação categoricamente.
Ao contrário do que eu esperava não me fizeram descrições exaustivas das atividades nem me puseram a par das novas amizades ou quiçá de algum périplo...romântico. Não, ir para o telemóvel foi mais urgente. Uma semana sem wi-fi assim o exigia. Muitas mensagens de whatsapp para responder, fotos para partilhar. Estiveram horas naquilo. E eu na boa. Juro. Sou uma progenitora compreensiva dentro do razoável. Imaginei-me privada da internet por sete dias e fui totalmente solidária. O generation gap entre nós não é assim tão profundo.
Mas eis senão quando chega o pai, às tantas da noite, pai que em nada alterou a sua vida e foi à bola na mesma (e atenção que isto não é uma crítica) e ambas as criaturas se desfazem em confissões e conversa enquanto a parva da mãe fazia uma das cama de lavado para suas excelências se poderem deitar e dormir o sono dos justos. Magoei!
Ora toma lá por seres uma mãe presente, esmerada e responsável. Isso assusta as pessoas.

Modo passeio

28 de agosto de 2016

A minha irmã passou a noite connosco e de manhã, depois de muita ginástica mental, lá convenci o marido a ir para a outra margem, para tomarmos o pequeno-almoço no Fabrica Coffee Roasters (o cappuccino é maravilhoso!) e depois irmos dar uma passeata na Estufa Fria. Aos domingos e feriados a entrada é gratuita e eu andava há imenso tempo para conhecer.




Adorei! Romântico, cheio de cantinhos bonitos, muitas espécies diferentes de árvores, flores e arbustos. E aquele som constante da água a correr é muito tranquilizante.

É oficial

25 de agosto de 2016

Chegaram as saudades. 
Aguentámos estoicamente estes dias todos, é verdade que sabe bem o sossego, mas o inevitável aconteceu. Aqueles quartos vazios já comeaçam a fazer confusão. 
E deu-me para ir ao baú...em jeito de jogar carvão na fogueira da depressão. Masoquismo puro. 
Para onde foram estas criaturas adoráveis, que se abraçavam com vontade e tinham bochechas boas para trincar?
Não são estes que me vão entrar pela porta no domingo, estes que agora habitam cá em casa já têm borbulhas e refilice quanto baste, mas vá...eu gosto deles na mesma. ♥

{2010}

22 de agosto de 2016

Ora, tendo apenas uma semana sem filhos por ano, importa começar com chave de ouro. 
Quem me conhece sabe que 3 semanas de calor (acima dos 30º C) seriam suficientes para me acalmar os anseios de verão, porque sou uma pessoa do Outono. Isto porque também não é possível à pessoa ter sempre uma piscina ou uma praia por perto, e nessa perspectiva, para mim, o calor é uma coisa desconfortável. 
Porém, a tarde de ontem foi perfeita. Com calor, vá, mas com a água ótima (ainda que a anos luz das temperaturas que apanhámos no Algarve), silêncio, tranquilidade e um jantar maravilhosamente simples e bom (aconselho a tosta vegan do Kailua). Tudo isto com o sol a pôr-se ao fundo e os pés enterrados na areia enquanto chegava a leve humidade da noite.
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