Suspiro ♥

8 de junho de 2016


Anne "- Aren’t you worried? I’m liable to break another slate over your head." 
Gilbert "- I’m more worried I might break one over yours ... carrots."

A forma como ele diz "carrots". O sorriso dela, porque na verdade já não está zangada. Aliás, ele pode. Só ele.

É uma das minhas cenas preferidas.

Ainda se usa?

7 de junho de 2016

No final do 4º ano ofereço sempre algo à prof e às auxiliares.
 Gosto que sejam coisas muito simples e, de preferência, que tenham alguma utilidade.
Quando foi o Gabriel, foi assim.
Desta vez, ainda com o mote dos frascos vou por uma outra variante.
Bolachas no frasco? Pesquisei por uma receita que me agradasse, o Pinterest tem ideias fabulosas e printables gratuitos para as etiquetas e bilhetes de agradecimento. 
Hoje vou comprar os ingredientes que me faltam em casa e procurar uns frascos que não sejam muito dispendiosos.
Logo ponho mãos à obra e depois mostro fotos. 

Fim-de-semana

6 de junho de 2016

Foi solarengo, bom. O sábado é sempre um oásis de descanso ao fim de uma semana de correria e rotinas.
As amoras que povoam o caminho até à casa dos meus pais já estão mais madurinhas. Lindo ver a natureza a seguir o seu rumo e notar as diferenças de semana para semana. À noite fomos até à Trafaria passear numa noite fabulosa, amena a lembrar o verão. Os miúdos provaram peixinhos da horta pela primeira vez. Incrivelmente, nunca fiz tal iguaria em casa. E eu que gosto tanto. No entanto, a Diana preferiu as pataniscas de bacalhau.
No domingo acordámos e fomos para o parque da cidade fazer uma caminhada com amigos. 
O pai deu uma corrida, claro. Caminhadas, para ele, não servem. 
Almoçámos nos avós paternos e o repasto foi sem dúvida uma delícia. As primeiras sardinhas do ano e as primeiras cerejas a anunciarem a chegada do estio.

Sextas-feiras de calmaria

6 de junho de 2016

É o dia em que faço a viagem até casa sem acelerar o passo. Chego cedo, cumprimento o meu filho, estico-me no sofá ou na cama a descomprimir e depois dou um jeito à casa e vou cozinhar. Esta sexta pedi à Diana que descascasse as favas e ervilhas que o avô tinha mandado. Contrariada, lá fez o que pedi. É sempre mágico ver as coisas acabadas de colher e não congeladas ou numa lata.

Start spreading the news ♪♫

6 de junho de 2016

Não é Nova Iorque, mas trabalhar num dos bairros mais bonitos de Lisboa tem a vantagem de nunca nos aborrecermos. As novidades estão sempre a surgir. Esta semana descobri o café onde vendem bagels
Adorei. Há para todos os gostos. O meu preferido foi mesmo o de alho, na versão almoço e o de passas e nozes, na versão pequeno-almoço. O recheio fica ao critério de cada um. O ingrediente comum costuma ser o queijo creme (tipo philadélfia). Eu provei um com salmão fumado que era uma delícia. Ao pequeno almoço podem sempre optar por acompanhar/rechear com manteiga de amendoim, compota ou mesmo fruta. Mas simples, com um galão ou um sumo de fruta natural também sabem bem. Não é pão, não é bolo...é qualquer coisa in between.

Pais "Maus"

2 de junho de 2016

Às vezes vivemos tão embalados neste mundo cor-de-rosa made in hollywood, que esperamos que os nossos filhos sejam todos entretecidos em sentimentos puros e celestes e depois apanhamos grandes baldes de água fria quando dizem coisas ou têm reações contrárias a esta expectativa. E exclamamos: Que tristeza. os meus filhos são uns interesseiros e materialistas!
A realidade é que são diariamente injetados com uma mentalidade consumista e materialista. Mesmo que não estejam sempre colados ao ecrã, no caso de pais que se esforçam, efectivamente, por controlar e limitar o que veem na televisão, (ou no meu caso, que para além disso lhes transmito valores e princípios cristãos) na escola, os colegas fazem muitíssimo bem este trabalho e é muito difícil filtrar o que chega até eles.
Isto tudo a propósito do Dia da Criança que se assinalou ontem. Desde que eles eram pequenos que decidimos não lhes dar prendas neste dia. Claro que, não querendo ser fundamentalistas, também achamos insensível passar o dia em branco. Então a ideia é fazermos sempre algo juntos, enquanto família, mesmo que sejam coisas muito simples. Fugir à rotina. Criarmos memórias juntos. Termos tempo de qualidade uns com os outros. Para conversar, para ouvir, para rir, para brincar, para ficar em silêncio. 
Ontem, quando liguei para casa a partir do comboio, como é habitual, assim que atendeu o telefone, a minha filha disparou: - compraste-me alguma prenda do dia da criança?
A resposta foi não, claro. Mas acrescentei: - Mas vamos fazer um jantar especial, diferente.
- não quero nenhum jantar. Quero uma prenda. Tenho poucos brinquedos! Tu sabes!
Sei, sei que mesmo os poucos que diz que tem não lhes toca, porque prefere passar o tempo a falar com as amigas no whatsapp. Sei também que é muito provável que as conversas na escola tenham sido muito à volta do "os meus pais deram-me/vão dar-me X ou Y". Sei...
Mas sei também que a nossa função enquanto pais não é dar-lhes tudo o que eles querem, mas tudo o que eles precisam. 
Ontem preparei o farnel e fomos até ao parque da cidade. O pai deu uma corrida, comemos sandes de atum com tomate e azeitonas. Comemos batatas fritas de pacote (camponesas, as suas preferidas!). Comemos bolachas de chocolate e bebemos sumo tutti-frutti. Vimos os patos nadar, desenhando V's no lago. Vimos cisnes e melros. Jogaram à bola. Tirei fotografias. Demos abraços. Também se armaram em parvos. Claro. Não é dia se isso não acontece. Obriguei-os a ajudarem a limpar o local onde comemos. Recolher o lixo e arrumar os tupperwares. Vimos o pôr-do-sol. Comemos um gelado. 
No fim, já com a noite a instalar-se, na curta viagem de carro até casa, disse à Diana: - sabes, filha. As melhores coisas da vida não são coisas. Espero que tenhas aprendido isso hoje. ♥ 
E é isto. Não cairam no nosso colo impregnados apenas de sentimentos nobres e elevados. Mas é nossa tarefa ajudá-los a encontrar o verdadeiro sentido das coisas. Nesta e noutras áreas da vida. 


Hello June!

2 de junho de 2016

“One June evening, when the orchards were pink-blossomed again, when the frogs were singing silvery sweet in the marshes about the head of the Lake of Shining Waters, and the air was full of the savor of clover fields and balsamic fir woods, Anne was sitting by her gable window. She had been studying her lessons, but it had grown too dark to see the book, so she had fallen into wide-eyed reverie, looking out past the boughs of the Snow Queen, once more be-starred with its tufts of blossom.” 
― L.M. Montgomery


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