Na noite de dia 27 de Abril estava calor. Fomos até ao lugar da minha infância, finalmente admirar o rebento mais novo da família. A brisa amena que nos tocava a pele, escuro, muito escuro. E eis que de repente, tive a visão mais linda do mundo. Há tempos expressei o desejo de ver pirilampos, cada vez é mais raro vê-los, devido à poluição da atmosfera mas, nessa noite não só os vi, como pude partilhar essa visão mágica com os meus filhos. Muitos, por entre as folhas do carreiro. Pontos de luz na escuridão, pareciam fadas.
E bastam estes momentos de simplicidade para nos trazerem à memória sensações boas. Neste mundo imperfeito, cheio de injustiças ainda há coisas tão belas. Como os pirilampos.